Como é possível,
no meu caminho,
na minha arte,
com a minha ética e a minha política,
com o meu amor
meus amores
com os meus irmãos
e companheiros de passo
achar-me enfraquecido
Parece um absurdo.
Mas essa é a perversão do sistema
Mesmo em expansão
Ele quer te jogar no chão
Se fores expansivo ele quer te furar
Se fores coragem, ele quer te intimidar
Assumiu o controle uma besta-fera feroz
que devora lágrimas
aprisiona o amor
cospe nas esperanças
lambe vidas
e arranha nossa voz
Mas isso não é o real, o mundo somos nós
O que cada um enxerga a luz da sua existência
É de dentro pra fora que nós precisamos enxergar o mundo
E é justamente por dentro que o nosso amor floresce
Precisamos atravessar esse avesso
Superar esse afasia
com a potência do Ser
Um passo
Um movimento
E o mundo se transforma
A maré alta sempre desce
A maré baixa sempre sobe
Esse é o ciclo ininterrupto
permanência na mudança…
milissegundos de luz
São suficientes para iluminar a escuridão
Movimiento és Vida!!
E vida és movimiento…
Gratidão, Mestre.
O bem quase sempre é silencioso e difícil, ínfimo e potente. Esse poema nos lembra o peripasso do simples de todo dia, do agir não-automático, dos miliafetos salvíficos antiautomatismos desfragmentando “o” Sistema em nós ❤
Viver é resistência, paixão, cuidado, expanto!… Mas sobretudo, corpo, vísceras… presenças.
E hoje ainda mais presença, posto que precisamos sair das virtualidades (cavernas), para viver os mundos reais.
Onde as lágrimas, os gestos, o brilho no olhar, tem muito mais a dizer do que os símbolos, as palavras, os discursos, espetáculos, simulacros e simulações…
Excelente, Andrey.
Parabéns.