Arquivo de julho, 2008

O Coliseu Romano

Publicado: 20/07/2008 em Sem categoria

“O Coliseu Romano, no qual milhares de pessoas impotentes obtinham seu prazer máximo ao ver homens sendo devorados por feras ou matando-se uns aos outros, é o grande monumento do sadismo.” Erich Fromm

Se no passado o Coliseu era o grande monumento ao sadismo, e hoje, será que hoje são os filmes de suspense, terror, serial killers, sociopatas e psicopatas? Quem diria que o diretor e o autor de filmes como Jogos Mortais estão servindo às Sétima Arte?

Antes pelo menos havia uma multidão, e eles se notavam e se cumprimentavam no seu prazer mesquinho, iam ver as cabeças serem decepadas, todos juntos. Hoje, leva-se um DVD para o esconderijo do lar, DVD´S de JOGOS MORTAIS.

"Eu fiz um pacto com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra." Mario Lago

Fiz um pacto com a morte: nem ela me persegue, nem eu fugo dela. Um dia agente se encontra. Tradução

Essa energia

Publicado: 09/07/2008 em Sem categoria

tú e eu?

francamente não importa

interessa saber o que é que nós move

a chave do grande mistério bufo

para que nos desconstruamos

e nos reconstruamos em uma outra ordem

antes mesmo

que essa energia que move o universo

e bate nos íngrimes corações dos buracos negros

sugue por fim

essa idéia de humano

que existe insegura dentro de cada um de nós

e a reconstrua

em um outro universo

sem qualquer interesse

pela resposta

pobre ou criativa

que até este momento

passados 40 mil anos

desde os primeiro rudimentos de linguagem

pudemos acender e iluminar

dentro da escuridão

destes nossos crânios

A Verve de Um Amigo Meu

Publicado: 07/07/2008 em Sem categoria

queria
escrever fosse
a lótus do meu lodo

nada mais

sei
não é pouco

sim
fosse bela
a flôr desse esforço

que só exala o cheiro ruím do fosso
feito churume ácido em gás

podia
então
ser árvore fincada
sobre um pedaço firme
duma rocha elevada

à beira dos abismos que há em mim

queria fossem pétalas/palavras
de magestosas rosas bem cuidadas
aquí, d’algum recôndito jardim

áh, fossem escritos
vindos uvas
de cepas centenárias portuguesas
restantes nesse sangue que me queima a face
enquanto choro
e sonho
e insisto

sem poder pisá-las
porque não nascem
não nascem
não nascem

queria mesmo
nessa busca impulsiva e tosca
se não achá-las palavras

achar-me n’algum canto
enquanto as busco

pra não deixar os outros
que amo tanto
tão sem algo de bom vindo de mim

Eninho – Vitória, 06Jun2008

Ah!! As mulheres

Publicado: 06/07/2008 em Sem categoria

Ah!! as mulheres
São esses seres extraordinários
que embalam os nossos sonhos
Com sua cantiga de ninar
voz macia e adocicada
abrigos

santuários
com a quentura de seus corpos

Nós-homens
setas ígneas

constante perigo
de existência

A.LM.

(Imagem extraída de uma cena do filme O Julgamento do Diabo – a foto acima é de um dos quadros de uma obra denominada Sete Musas)