Porque o Grande Arquiteto ou a Natureza ou o Espírito do Universo, no intuito da preservação e evolução da espécie e manutenção da vida, produziria um artefato, um mecanismo que teoricamente representa o máximo do processo evolutivo, ao qual denominamos cérebro, tão facilmente corrompível em detrimento da própria vida?
Um mecanismo que aceita preservar-se através do assassínio da sua própria espécie, dos seres vivos e de seu próprio planeta, mesmo em uma condição em que este organismo esteja tão favorecido pelas oportunidades de existir, que tornaria desnecessário a eliminação de outro ser vivo para preservar-se? Que tipo de evolução e propósito é este?
Aonde e em que momento esse processo estancou e tomou este rumo vil?
Porque essa evolução não avançou para a promoção e preservação da vida, ao invéz de decair de forma absurda e despropositada para a obtenção do gozo sem limites, esse gozo mesquinho e banal que é capaz de excluir bilhões de seres humanos das potencialidades da existência?
Que ética é esta? Que pactuação medíocre de surdos-mudos nos metemos? Quem autorizou essa farsa?
E quem? Quem? POR DEUS? Permitiu esse descalabro?!
Bem, poeta, eu te perguntaria:
“Quem” é esse “Arquiteto”?