Eu!!! Afirmo o meu desejo

Publicado: 20/07/2014 em Uncategorized

 

Quando eu gosto do poema… eu marco o texto

Eu leio duzentas vezes

A Saudação a Walt Whitman do Pessoa é a minha oração

Assisti mais de 20 vezes o filme Matrix

Versos Íntimos e o Cavador do Infinito… infinitamente amo

O advogado do diabo e um sonho de liberdade

A blusa Amarela e A Flauta Vertebrada

Ah! E a Sinfonia Vermelha do mestre Alexander Nassau

Poesia pura

 

Quando eu quero alguma coisa

Eu peço

E se não ganho, peço de novo, de um outro jeito

E se quero mesmo

Eu choro, esperneio

Vocifero

 

Quando eu gosto do texto, do argumento

Quando ele toca meu coração

a minha pele arrepia de tanto sentir

Eu decoro

 

De coração sei alguns texto maravilhosos

Cântico Negro

 

Quando eu gosto de uma coisa

Quando aquilo me é fundamental

Eu corro, eu me projeto, eu me lanço

Porque a minha vida é um milagre urgente

Que eu preciso gozar agora…. sempre

Como se fosse a última gota de água sublimando no ar

 

Quando eu quero

Eu grito aos quatro cantos

Eu protagonizo ações insurgentes

Eu me declaro!!!

Eu afirmo o meu desejo

 

Quando eu quero alguma coisa

Parece que o meu corpo

todos os meus átomos

Apertam-se e expandem-se  a querer junto comigo

 

E o meu corpo se regozija

E minha´alma se enleva

Os organismos que me compõe… se decompõe

E minha existência pega fogo

 

Quando eu quero alguma coisa

É como se o universo ganhasse sentido

O fogo da vida fosse alimentado

E as labaredas carcomessem todo o oxigênio que me envolta

 

“eu gosto dos que tem fome

Dos morrem de vontades

Dos secam de desejos

Dos que ardem…”

 

Porque não há nada mais fantástico

Nada mais urgente

Do que um organismo faminto

Um corpo vivo !!!

Sucumbindo e adentrando altivo…

os umbrais da morte.

 

 

Manifesto para uma Literatura Humanista-Existencial

 

“O amor é sábio, o ódio é tolo.” Bertrand Russell

 

Existem algumas coisas simples, que são muito importantes para os seres humanos: amizade, companheirismo, caráter, respeito, carinho, fraternidade, dignidade, liberdade, amor, admiração, igualdade, cumplicidade, cuidado, etc. E esses valores não se compram nem se vendem por dinheiro, pois sua natureza não é material. E esses valores o sistema capitalista global não consegue se apropriar para vender. Embora tente, de mil e uma maneiras nos iludir e ludibriar. São coisas intangíveis, só existem no mundo imaterial das ideias, mas fundamentais para o crescimento do Ser.

Existem milhares de pessoas que não entendem o valor destes valores que citei, justo porque não foram ensinados por quem comungue destes valores, com amor, carinho, respeito… pois foram criados sem cuidado, pelas coisas-pessoas que aprenderam as regras do sistema, vender e comprar ilusões. São pessoas-coisas que sabem tudo sobre a matéria, sobre a energia resultante do atrito entre os objetos, mas nada sobre o Ser. Intitulei estes seres-objetos, homens-coisa, meio-homens-meio-sapos, como diria Hesse, de homo-vampyr-sapiens, o próximo passo na involução da raça-humana. Se a raça humana, segundo o Gil, é uma semana do trabalho de Deus, a raça inumana, é um destrabalho de alguns séculos, onde os valores humanos foram reduzidos a matéria inanimada. Pobres miseráveis que rondam a terra com suas riquezas, esfregando na cara dos seres humanos as sua incompreensão com as coisas mais básicas e caras a humanidade.

Pela potência inegável da matéria, a ignorância cresce de forma titânica, e a certeza do ódio a tudo que seja vida e amor, avança avassaladoramente sobre as mentes dos não-nascidos, dos vampiros de sangue e cal. Os homens que nascem no burburinho desse sistema oco, nascem de olhos-bem-fechados, sucumbem facilmente a um sistema que não exige o pensamento reflexivo, autocrítico, ficam presos nas programações criadas pelos homúnculos, que nunca conseguiram enxergar a luz, posto que alijados de todos os processos culturais que formatam o verdadeiro humano.

Já há algum tempo, os pseudo-homúnculos-cientistas de mármore, querem substituir o sangue que correm em nossas veias, VERMELHO, por naftalina, creolina, azougue. Muitos destes miseráveis, se observarmos bem, são apenas carcaças, arremedos de vida, um exemplo dessas ideias, que envolveram milhões de pessoas foi o fascismo, e depois os totalitarismos. Por uma fatalidade, esses sistemas não aniquilaram a vida humana na terra num sopro atômico. Talvez por isso se valorize tanto essa alegoria humana sobre a existência de vampiros, seres capazes de beber sangue. Tantos filmes, tantas alusões, tantos livros para dizer de uma raça sem lei, sem ética, sem caráter, apenas o desejo de morte e de aniquilação da vida.

Ser líquido é isso, adequar-se a tudo, aceitar tudo. Ser conivente com este mundo bizarro da materialidade, da inércia, da conivência, da falta de cumplicidade, que anseia deveras aniquilar a vida, aniquilar a vida humana que atingiu o pensamento, o desejo sincero. Criar mecanismos para que os seres humanos não nasçam mais, pelo fato de não terem sido criados no berço do amor, alimentam esse ódio aos que amam. Querem a aniquilação total de tudo o que seja alegria e felicidade genuínas, entendimento do cosmos, pois a inveja e a vaidade está incrustada nas programações desses materialistas, e a morte dos que amam é a única saída para amenizar as suas frustração. A ignorância é uma lei para esses miseráveis, incapazes de compreender a totalidade e o Cosmos, ficam presos nas suas microcertezas. Nascem no berço da materialidade e são condenados a relacionar-se com a matéria, distantes do sentimento humano genuíno. Num mundo onde os homo-vampyr-sapiens estão devorando o raciocínio lógico, aniquilando toda e qualquer tipo de vida, destruindo as fundações de Gaia. A sorte é que o universo ignora estas bestas, e cedo ou tarde, no tempo do universo, os homo-vampyr-sapiens serão extintos, levando juntos os homo-sapiens e a esperança humana.

Mas a vida é sábia e o amor é sábio, enquanto o que for bombeado nos corações dos seres, for sangue, há esperanças. Enquanto houver amor entre os seres há esperanças. Enquanto a vida germinar na umidade, negritude e quentura da terra… há esperanças. Enquanto houver um único ser humano existente, há esperanças, de que este jogo sinistro de feras que se formatou nesses sistema bizarro e material, seja enfim, ultrapassado, e a raça humana retome o caminho do bem, o caminho do amor, o rumo da vida capaz de produzir a vida autoconsciente.

 

 

* CMI – Capitalismo Mundial Integrado

“São precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência” Kundera

Eleições limpas já!!!

Publicado: 29/06/2014 em Uncategorized

Eleições limpas já!!!

 

 

 

Participe!!!!

Nós temos que brigar pelo nosso país!!

Vencer as oligarquias que dominam em suas capitanias há 500 anos.

 

Desassalto

Publicado: 29/06/2014 em Uncategorized

Eu!!

 

vou contar pra vocês

 

como é que se faz um desassalto

 

primeiro

 

agente se levanta

 

depois

 

ergue e abre os braços

 

e de olhos bem fechados

 

grita sem MEDOS!!!

 

e-U             T-e-E-E-E-          a-a-A-A-A-M-O-O-O-O-O!!!!

 

bem alto!!!

 

e-U             T-e-E-E-E-          a-a-A-A-A-M-O-O-O-O-O!!!!

 

“Quem elegeu a busca, não pode recusar a travessia…” Guimarães Rosa

 

Ao demasiado humano Luís Carlos Prestes.

 

A massa bucha contra os canhões do Estado

Denunciando a opressão e a vilania
mesmo quando não consegue disserní-la
embora tenha aos seus pés… cadáveres
amigos e irmãos que morreram pra existência

O apêndice da humanidade… burguesia

Homo-Vampyr-Sapiens

gritam em favor das oligarquias que comandam o Estado

planejam lançar o vírus ébola para dizimar as massas
contra o povo… querem dar voz e espaço vital aos algozes

reproduzindo-se qual lesmas daninhas
louvam os fascinoras e miseráveis
que anseiam tornar-se
obedecendo as programações aprendidas no berço

ignoram que fomentam a catástrofe

e cantam o pavor as iniquidades do sistema
e quando algum fascista resolve comandá-los
ou alguns fascistas… clube de Bilderberg

a princípio o louvam

mas quanto o leviatã ganha força

fogem para a sombra da bota qual ímã

dizendo-se inocentes…

e levam consigo o povo…

com seus discursos de pulhas

mas o povo aprende com as aniquilações que sofrem a milênios

as massas estão conectando-se em todo o mundo

ganhando as ruas e as praças

conquistando um conhecimento sobre esse sistema perverso e material

 

Prestes!!!

 

Prestes!!!!

 

Ao momento exato da Vendetta!!!

 

Curtir ·  · 

Bestagens e estultices

Publicado: 18/05/2014 em Uncategorized

“O homem – diz Jean Paul Sartre –  nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo”.

 

É José, a ignorância é uma força titânica.

No facebook, salvo algumas declarações honestas, o que se vê é uma reprodução do que sai na Veja e na Globo, ou em qualquer desses jornais que pertencem há algumas famílias abastadas. Infelizmente as pessoas não estão parando para pensar, e por não fazê-lo, acabam tornando-se meros reprodutores das idéias plantadas por fascistas e gigolôs da pátria. E pelos que não querem construir um país, e adoram dizer que vão pros EUA, como se lá houvesse menos corrupção que aqui. A estratégia é manter os governos enfraquecidos, os governantes de mãos atadas, para continuarem a sua usurpação. Pelo amor de Deus vão ler As Veias Abertas da América Latina, do Galeano, antes de reproduzirem tanta hipocrisia e estultície.

Esse é o papel das elites, enganar o povo, e o papel do povo é lutar surdo diante de tanta vilania e mediocridade. O papel da burguesia é continuar a falar as suas bestagens, enquanto anseiam tornar-se elite. Maldizer os governantes e a política para que ninguém, além da burguesia, possa acessar os governos e a política. E quando acessam tornam os catilinas da pátria, os vendilhões da pátria, os publicitários do Brasil que não presta.

400 bilhões em desvios da corrupção e poucos se indignam. 10 bilhões em São Paulo e o único problema é Passadina, e a maior empresa do país. A corrupção no país é obra de um único partido e os problemas são criados pela Presidenta. Sejamos menos ridículos. Menos ignorantes. Vamos estudar um pouco… antes de repassarmos e reproduzirmos tanto excremento.

30 bilhões para alimentar quem passa fome, e isso é um absurdo. O absurdo aqui companheiros, é esses 30 bilhões não estarem junto com os 400 bilhões.

Isso é Brasil! Temos que nos educar muito. Ler dez mil vezes o Analfabeto Político do Bretch não será suficiente para mover um pré-conceito de um ignorante. Já não há mais desculpas para tanta estupidez, a internet não é só face. Existem informações importantíssimas, sites dos governos, sites das empresas, bem melhores que essa engodo de miseráveis feita nas mídias sociais.

Vamos ler um pouco a história desse país, existem também sites de história que ousam dizer a história não oficial.

Vamos exercer nossa cidadania SIM, porque ninguém fala em reforma política? Porque a Globo não fala em REFORMA POLÍTICA??, porque a VEJA não fala em REFORMA POLÍTICA?? Porque os políticos não falam em reforma política??Porque os jornais não falam em reforma política? E se você não sabe o que é reforma política parceiro, pergunte ao google.

 

” A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade.” Freud

 

Pra saber se uma pessoa está só a ladrar, ou de fato quer assumir qualquer compromisso, é só convidá-la a participar da sua comunidade, e aguardar a resposta…

“Quem é o teu inimigo, o que tem fome e te rouba um pedaço de pão chamá-lo teu inimigo? Mas não saltas ao pescoço do teu ladrão que nunca teve fome.” Brecht

Valeu Demais !!!!!

Publicado: 19/04/2014 em Uncategorized

Crescer

“Existe uma ecologia das idéias danosas,

assim como existe uma ecologia das ervas daninhas” Bateson

Eu me canso das pessoas que se cansam

Porque as pessoas que se cansam

Elas acham que não tem fôlego

… para mergulhar na vida

Qual leões acuam suas presas!!!

A vida… é um mar

Água… pura

Aguaraterra

Ouçam leões

A vida cresce

O fôlego é uma invenção de submarinos

Vamos mergulhar

Vamos juntos dar o salto sobre os alicerces…

Eu me canso das pessoas que se cansam

Olho… olho para elas

intrigado

Eu!!

Eu quero dar o salto!!!

Vir-a-ser

Eu não existo!!

Impossibilidade

Estatística

Eu não existo!!

Porque para eu existir

Algo impossível teve que acontecer

Big Bang!!

Eu me canso das pessoas que se cansam?

Não!!

É mentira!!

A vida jamais se cansa

E na hora derradeira mesma… insiste

olha para trás… qual criança

alguns…

lamentam… esperneiam… choram

outros

agradecem

fazem mesura

dão um último sorriso

saboreiam a última lágrima

e no íntimo…

saltando de dentro da escuridão de seus pensamentos

alguns flashes da vida

… e sussurram…

VALEU DEMAIS!!!

 

https://www.youtube.com/watch?v=KphWsnhZ4Ag

 

“We cannot solve problems by using the same king os thinking we used  when we created them.” Albert Einstein

“Nós não podemos resolver os problemas com a mesma lógica de pensamento que nós usamos quando os criamos.”

 

Cosmos

Publicado: 08/04/2014 em Uncategorized

 

 

“Somos a maneira do Cosmos se conhecer.”

“Somos sedentos por significâncias, por sinais de que nossa existência tem um significado especial para o universo.”

 

 

Nos somos uma das milhares de maneiras que o Cosmos encontrou para conhecer a si mesmo.

Catilinárias

Publicado: 05/04/2014 em Uncategorized

“Até quando, Catilina, abusarás
da nossa paciência?
Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?
A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?
Nem a guarda do Palatino,
nem a ronda noturna da cidade,
nem o temor do povo,
nem a afluência de todos os homens de bem,
nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado,
nem a expressão do voto destas pessoas, nada disto conseguiu perturbar-te?
Não te dás conta que os teus planos foram descobertos?
Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem?
Quem, dentre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, com quem te encontraste, que decisão tomaste?
Oh tempos, oh costumes!”

 

Fragmento das Catilinárias do Consul Romano Marcus Tullius Cicero

Para o grupo de poetas O15

Publicado: 26/03/2014 em Uncategorized

Nova_Logo_O15

 

Confrontei-me hoje com a pena e a palavra

Esta reunião quinzenal antes de já começar me acabrunhava

Pois eu sabia das provocações que adviriam

Uma delas e que nestes últimos tempos sinto-me um despossuído

Um danado

Com se a fonte que jorrou da minha artéria cerebral durante as últimas décadas estivesse entupida

E não é porque vou fazer quarenta

Não é porque o mundo está pálido

Ou porque descobri que Mefistófeles é o oitavo passageiro e está parindo bestas da sua visgosa e gigantesca pança

Não é porque faço perguntas simples e as pessoas se espantam

Nem por causa dessa impressão de que a maioria está vencida e o restante prostitui-se

Ou porque vou ficar careca

 

É porque o meu coração bate

É quando reúnem-se pessoas em torno da arte

Tudo!!!!

Tuuuudo !!!  Pode amanhecer

 

Mesmo assim sinto-me um pouco entrevado

Esta coisa que intitulei de maré-baixa

Fases… fases… fezes

Como se a cabeça estivesse entupida de coisas desnecessárias

 

Que bom termos estes espaços

E eles estarem cheios e vazios

Para que eu possa preenchê-los com os meus sonhos e as minhas dúvidas

 

Que bom que nem todos foram dormir cedo

Quem bom!!!! Ave! que eu ainda tenho companheiros que se incomodam

Com esse chão movediço

Com estas telas hipnóticas

Com estes olhares alhures

 

Meu deus!

Oh! Grande Arquiteto

Que trabalho colossal tu nos deste

Construir um propósito em nossas vidas

Significar nossos desejos

 

Meu deus

Utilizando apenas as palavras

E o músculo que me destes

É a mente que me envolta

E é através dela que queres que eu mova as alavancas

Ou nem que as mova

Mas as revele

Ou nem que a revele

As enxote

E as mande para longe

E as solte aos ventos

 

Sob os olhares dos incautos

Dos insossos

Dos que nos observam sigilosos

E dos que nos amam

Sobretudo

Dos que nos amam

 

Não há oh mente universal de tudo

Nada, nem tú!!

Coisa mais brilhante do que um olhar amante.

Ganhamos força

Publicado: 13/02/2014 em Uncategorized

“Ganhamos força, coragem e confiança em cada experiência na qual enfrentamos o medo de frente. Precisamos fazer aquilo que achamos que não somos capazes de fazer.”

Eleanor Roosevelt

Saudações Atlânticas!!!

Publicado: 25/01/2014 em Uncategorized

.

Penso que estamos seguindo um caminho

que nos foi sugerido por Gigantes.

O desafio da existência é o nosso Norte,

o Milagre da Existência o nosso destino.

A Vida o nosso prêmio.

A valorização da Vida,

Nossa missão.

Saudações Atlânticas!!!

Fragmento da dedicatória do livro presenteado ao amigo Hilquias Scardua, um dos artistas que contribuíram com o livro Desfragmentação.

Dedicatória_Hilquias

Prometheus

Publicado: 17/01/2014 em Uncategorized

 

Prometheus (written 1774, unauthorised publication 1785, authorised publication 1789)

Goethe

Bedecke deinen Himmel, Zeus,
Mit Wolkendunst!
Und übe, Knaben gleich,
Der Disteln köpft,
An Eichen dich und Bergeshöhn!
Mußt mir meine Erde
Doch lassen stehn,
Und meine Hütte,
Die du nicht gebaut,
Und meinen Herd,
Um dessen Glut
Du mich beneidest.
Cover your heaven, Zeus,
With misty cloud!
And practice your thunder,
Like boys who cut heads off thistles,
On oaks and mountain heights!
Even so you will still have to leave
My earth standing for me,
And my hut,
Which you did not build,
And my cooker,
Because of whose glow
You envy me.
Encobre, ó Zeus!
o céu com suas nuvens.
E como o jovem
que gosta de colher
cardos no campo, em teu poder conserva
o robusto carvalho e o alto cume
da espaçosa montanha.
Mas consente que eu use
essa terra que é minha,
esse abrigo que eu fiz,
e esta forja que quando faço arder,
tu, no Olimpo, me invejas.
Ich kenne nichts Ärmeres
Unter der Sonn als euch Götter.
Ihr nähret kümmerlich
Von Opfersteuern
Und Gebetshauch
Eure Majestät
Und darbtet, wären
Nicht Kinder und Bettler
Hoffnungsvolle Toren.
I know nothing poorer
Under the sun than you gods.
You feed your majesty wretchedly
On sacrifical taxes
And wafting prayers
And you would starve, if
Children and beggars were not
Hopeful fools.
Nada mais pobre eu conheci, ó deuses
do que vós próprios.
Apenas vos nutris
de sacrifícios
e de preces,
dedicados a vossa majestade.
Morreríeis de fome se não fossem
as crianças, os loucos, os mendigos
que vivem de ilusões.
Da ich ein Kind war,
Nicht wußte, wo aus, wo ein,
Kehrte mein verirrtes Aug
Zur Sonne, als wenn drüber wär
Ein Ohr zu hören meine Klage,
Ein Herz wie meins,
Sich des Bedrängten zu erbarmen.
When I was a child,
And didn’t know ‘out’ from ‘in’,
My confused eye turned
To the sun, as if above it there were
An ear to hear my complaint,
A heart like mine,
To have mercy on those in trouble.
Quando eu era menino
e nada conhecia,
ao sol se erguiam meus sentidos olhos
como se lá houvessem
ouvidos que escutassem meus lamentos,
e um coração tivesse igual ao meu
capaz de consolar a minha angústia.
Wer half mir wider
Der Titanen Übermut?
Wer rettete vom Tode mich,
Von Sklaverei?
Hast du’s nicht alles selbst vollendet,
Heilig glühend Herz?
Und glühtest, jung und gut,
Betrogen, Rettungsdank
Dem Schlafenden dadroben?
Who helped me against
The pride of the titans?
Who rescued me from death,
From slavery?
Didn’t you achieve all this by yourself,
My sacred, glowing heart?
And glowed, young and good,
Deceived, with thanks for your rescue
To that sleeper up there?
E quem contra insolência
da turba dos titãs me auxiliou?
Quem me salvou da morte
e me impediu a escravidão?
Não foste tu meu coração somente
ardendo numa chama inextinguível?
Jovem e  ingênuo eu tudo agradecia
àquele que no céu
dorme na ociosidade.
Ich dich ehren? Wofür?
Hast du die Schmerzen gelindert
Je des Beladenen?
Hast du die Tränen gestillet
Je des Geängsteten?
Hat nicht mich zum Manne geschmiedet
Die allmächtige Zeit
Und das ewige Schicksal,
Meine Herren und deine?
I – honour you? What for?
Have you ever soothed the pain
Of those who are weighed down?
Have you ever dried the tears
Of those who are distressed?
Was it not all-powerful time
Which forged me into a man,
And eternal fate,
My masters and yours?
Como prestar-te honra? Mas por que?
Deste jamais alívio
aos oprimidos?
Já enxugaste as lágrimas
dos que são infelizes?
Formei um homem,
mas um homem afinal que só se curva
perante o Tempo e o Fado
que são tão meus senhores como teus.
Wähntest du etwa,
Ich sollte das Leben hassen,
In Wüsten fliehn,
Weil nicht alle Knabenmorgen-
Blütenträume reiften?
Did you really believe
That I should hate life,
And flee into deserts,
Because all my boyish morning
Blossom dreams did not ripen?
Pensaste tu talvez
que poderia desprezar a vida
e ao deserto fugir
porque nem todos
os meus sonhos floriram?
Hier sitz ich, forme Menschen
Nach meinem Bilde,
Ein Geschlecht, das mir gleich sei,
Zu leiden, weinen,
Genießen und zu freuen sich,
Und dein nicht zu achten,
Wie ich.
Here I sit, and create human beings
In my own image,
A race that shall be like me,
To suffer, cry,
Enjoy and please themselves,
And to disrespect you
Like me.
Aqui estou.
Homens faço segundo a minha imagem,
Homens que serão logo iguais a mim.
Divertem-se e padecem,
gozam e choram
mas não se renderão aos poderosos
como também eu nunca me rendi!

http://gutenberg.spiegel.de/buch/3670/118

 

Há um ditado popular que sentencia: Nem só de pão vive o homem.

https://andreymozzer.wordpress.com/adquira-o-livro-desfragmentacao/

O livro pode ser adquirido no Estante Virtual: http://www.estantevirtual.com.br/almozzer

É preciso que nos empoderemos.

Que nos armemos. Que sejamos o germe da resistência.

Um dos pontos importante para isso é que nós precisamos ler mais.

Estudar mais e pensar mais.

Penso que escrevi e organizei uma obra com potência para provocar espantos.

Saudações Atlânticas!!

Andrey Mozzer

Desfragmentação

A Inteligência

Imagem  —  Publicado: 11/12/2013 em Uncategorized

Quando eu me farto

desta coisa miúda

que se chama ignorância humana

e a esperança corre doida e nua dando pulos em rodopios feito uma criança

eu rezo…

lendo e me encantando com a primazia e sofisticação da Saudação a Walt Whitman

Saudação_a_Walt_Whitman_Álvaro_de_Campos-Fernando_Pessoa

um texto cascata de água fria na Fonte

onde a Sede e a sujeira são saciadas… pareadas e cúmplices perfeitas

uma obra imortalizada pelo oxigênio que exala a século

aqui as palavras comprometem os sentidos

os objetos

todo e qualquer tipo de certeza aprisionante

fustiga e emociona de uma maneira fantástica

um diálogo entre duas existências desmaterializadas pelo tempo

mas plenamente sustentáveis pela magnitude

ah!! quem tem sede quer beber uma água limpa e fresca

e diante desta sujeira fosfórica do nosso tempo

que parece até impossível de se limpar destas ondas de rádio que estão em tudo

mas aqui… neste momento de encontro

onde as palavras surpreendem-se ao esbarrar na sua razão de existência primeva

as minhas esperanças se renovam

o Pessoa e o Walt Whitman juntos pra me fazer só rir

dois mestres que se encontram através das palavras

e sobreviveram para nos brindar com seus poemas

nestas horas de descanso e do ócio roubado

o Titã que existe dentro de mim abra os olhos

sente que os batimentos do coração são absurdamente necessários

e o comboio de cordas que alavanca e projeta meu santuarium

sob o roçar ígneo das esferasglóbulos VERMELHOS

o eu quero se anima

e a vida ganha sentido

impávida

imperiosa

reverberando ante a letargia dos olhares e dos ouvidos moucos

nós somos os herdeiros da terra

surpreendidos pelos ratos que infestaram a superfície da matéria

no sistema capitalistahierárquico de poucos

a nossa lança acessa é o Espírito Vivo

Espírito de Tudo

organismos em busca da preservação da sua morada

Nave Maria

Gaia Mãe

oh! musa encantada

teus frutos não podem arrefecer

alguns transformaram-se em erva daninha

mas gerastes tantas vidas

que as que vingaram suplantam as que nascem abortadas

7 bilhões querem fazer amor contigo

e aproveitar o milagre que és

somos os teus guerreiros ante a tirania dos fúnebresdedesejos

quando parte o comboio Walt?

quando parte o comboio Pessoa?

embora seja grande a vontade de dançar convosco na garoa de Shiva

é maior o desejo de proteger a nossa casa ante a covardia e a ignorância dos bárbaros

e dos vermes que carcomem o miolo no crânio destas bestas que querem aniquilar a existência

posto que incapazes de sentir o sabor da vida e do amor que existe dentro dela

quando parte o comboio?

há muito ainda por fazer nesta terra de Gigantes

O verdadeiro enigma no poema

é o momento em que o poeta sorve e exprime em palavras o milagre da vida

e embora queiramos embalar os homens a vislumbrarem um caminho

o poeta não ensina nada

tenta comungar alguma coisa

ele escreve poemas e vive em combustão

e desorganiza o sistema

porque ninguém aguenta o mármore do vazio

que reza a morte da consciência humana

o milagre da existência

é a liberdade que conquistamos

os homúnculos aceitam a arte

principalmente quando o artista está morto ou no caminho

mas estas bestas odeiam tudo que tenha ou indique o brilho da Grande Luz

pois assim é possível suportá-lo

ou quando sua arte não provoca a reflexão

e o sistema o exorta

e o coopta covardemente e o transforma em mártir das sensações

pois o artista está morto

o cadáver não pode mais contra argumentar

exprimir

o que sentiu.

o sistema é foda

pois não tem escrúpulos ou ética ou o que valha

e os seus lacaios dançam covarde e suavemente sobre os corpos

que pintaram e cantaram a verdadeira arte

e lutaram pelo eterno retorno

da condição humana.

Quando parte o último comboio Pessoa & Walt?

Para que nos encontremos em alguma dimensão desse multiverso.

Cuspidos pela bomba h ou pelo acelerador de partículas ou mesmo pela diva fatalidade.

Saudações Atlânticas!!!

Andrey Mozzer

A servidão voluntária

Publicado: 24/11/2013 em Uncategorized

“Que época terrível esta, onde idiotas dirigem cegos.”  William Shakespeare

“O urbanismo é a tomada do meio ambiente natural e humano pelo capitalismo que, ao desenvolver-se em sua lógica de dominação absoluta, refaz a totalidade do espaço como seu próprio cenário.” Guy Debord, A sociedade do espetáculo

“Que triste é pensar que a Natureza fala e que a espécie humana não a escuta.” Victor Hugo

“De tanto obedecer, adquirimos reflexos de submissão.”

“Nós acreditamos que dominamos as palavras, mas são as palavras que nos dominam.” Alain Rey

“Cavalheiros, a vida é muito curta… Se nós vivemos, vivemos para andar sobre a cabeça dos reis.” William Shakespeare

“Não sei se a vida é maior que a morte

mas o amor é maior que ambas.

Shakespeare

Convite_Desfragmentação_Andrey_Mozzer6

 

Veja as fotos do lançamento.

Imagem  —  Publicado: 14/11/2013 em Uncategorized

Pai, me ajuda a olhar!

Publicado: 08/11/2013 em Uncategorized

“Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.

Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.

E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

— Me ajuda a olhar!

Eduardo Galeano in “O livro dos abraços