Os Descaminhos da Razão

Publicado: 27/10/2023 em Uncategorized

As pessoas que se conectam (religare) a inteligência da vida, tem um profundo amor pela vida. Mas aqueles, que pelo fato de terem sido programad@s pela linguagem e pela cultura do avesso, não conseguiram mais acessar e se religar visceralmente a essa essência, escureceram a potência desse sentimento e dessa Inteligência Cósmica. Perderam a potência do encontro.

Tornaram-se autômatos, conduzidos não mais pelo amor, pela essência, mas pela aridez da linguagem e das construções possíveis através da linguagem. E muitas dessas construções foram feitas, motivadas, por sentimentos de medo e de ódio, mas principalmente, pelo medo da finitude e da morte, ou seja, medo da Vida!

“Um lado necessita do outro. O lado bom contém a semente do mal, e o lado ruim contém a semente do bem” Jung

Essa desconexão é a raiz de todos os males, pois perder o fio, a raiz, a inteligência que nos trouxe até aqui, negando a nossa consubstanciação com Gaia e com nosso astro rei, o Sol, é o que nós fez perder o sentido. E pasmem, começamos a construir sistemas completamente adversos e contrários a vida.

No afã de compreender o Cosmos, utilizou-se a inteligência de tal forma, que foi possível desconectar-se do Cosmos, embora isso seja impossível.

Ecce Homo! Ave Nietzsche!

Em sua Grande Estupidez! Ave Einstein!

Nós criamos a linguagem, mas não fomos criados por ela, nós fomos criados e germinados pelo COSMOS.

A valência, é que o Cosmos nos atravessa e nos une, cada micropartícula, cada esfera, está ligada ao Todo. E em qualquer momento a vida pode retomar o seu caminho, reconduzir o seu curso, e retomar o seu propósito.

Mas a humanidade clama por liberdade, mas a liberdade verdadeira exige a coragem de assumir responsabilidades. Diante disso, muitas vezes prefere entregar-se às ilusões confortáveis do conformismo e à lógica da razão instrumental, que transforma o potencial de emancipação em uma servidão voluntária.

O enigma dos silêncios

Publicado: 16/09/2023 em Uncategorized

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Eu cansei, parei e desisti

de me pré-ocupar com a morte

reanimei, retomei e recomecei

a me reocupar …

… recompor…

… com a vida

e com os meus silêncios…

nãoditos!

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o medo e a preocupação com a morte

obliteram a compreensão da brevidade

e urgência

da vida.

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a possibilidade de existirmos

é nossa maior materialidade

nossa Luz-razão Cósmica

nossa essência…

quintessência

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“No silêncio, cada um de nós desvia o olhar de seus próprios medos.”

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“Fomos socializados para respeitar mais ao medo que às nossas próprias necessidades de linguagem e definição, e enquanto a gente espera em silêncio por aquele luxo final do destemor, o peso dos silêncios vai terminar nos engasgando.” Audre Lorde

Só tem condição de dar Amor, aquele que tem dentro de si, amalgamado ao seu corpo, essa essência.

Todos nós temos dentro de nós, em potência, um Amor Cósmico, a chama infinita, a inteligência absoluta, um caminho, que todos os nossos Grandes Mestres apontaram como o verdadeiro caminho, o Amor, a energia que subjaz a Tudo, preenche Tudo, liga Todas as esferas…

Infelizmente, nem todos nós somos brindados pelo cuidado necessário para o fenômeno do encontro, para a frutificação desse amor, pois ele precisa ser recebido, gerado, entendido, gestado, cultivado, carinhado e germinado no corpo…

como se as esferas tivessem sonhos, como se todos os núcleos atômicos levassem ao Um…

Só podemos dar, aquilo que nós temos, deveras:

Assim como é em cima, é em baixo.

“É de um Ser para o Outro que se passa o pão celestial de Ser o Si Mesmo”

Andrey Mozzer

Embora eu adore a ficção
e até escreva ficção
Eu me apaixonei pelo real

Sai da caverna pelo singeleza do espanto
para dançar um passo pachola
e me enamorei do mundo

Com a minha “nuvem de calças”
Fui flanar no vento do sol
Ouvir o gemido das águas

Sorver a doçura do sal da flor
Beber o nectar do beijo
Sublimar e morrer no gozo

O olhar é sempre um enigma
uma janela aberta para o mundo
Justo aquele olhar largo e brilhante
que nos pede a compreensão
o amor fati

Quando de fato somos uno
eu e tu
mais-que-perfeitos
entrelaçados no quanta Cósmico
do Universo

E nem sei dizer porque te amo tanto
Minha flor… nosso amor… nosso fruto
E nossas vidas são perfeitas
Na sua exata imperfeição real.

Viver é Travessia

Publicado: 08/07/2023 em Uncategorized

É agonia de sentir
Na pele
algum outro
Que se é

Mas viver mesmo
É encontrar-se
É estar mesmo
perdido
Sempre
Para encontrar-se
Todo dia

É retirar do próprio bagaço
O sumo… que se é
E de tempos em tempos
Produzir um suco novo
Um caminho
O chorume

Novo esplendor
Um novo significado

Deixar de estar tão preso a tudo
Para lançar-se no ignoto
E perder-se
Maravilhosamente

Retirar de dentro do corpo
essa sensação de vazio
Vislumbrada fora do corpo

Pois vazio não é só o corpo
É tudo!

Tudo é o vazio
A matéria mesma
É muito pouco

Jogar dentro de si uma outra matéria
Pra tentar construir um sentimento
Produzir um encontro
Como se os símbolos fossem matéria
Como se as ideias ali se alimentassem

Jogar também fumaça e jogar água ardente
Pra ver ou sentir ou impressionar
E perceber como este corpo reage

Onde foi que me desconectei
Porque quero retaliar tanto meu corpo
Fazer doer essa carne
Moer o fígado
Até Prometeus vomitar o simbólico

Será que quero mesmo é esmagá-lo
pra ver se ele me expulsa em alma

Onde será que petrifiquei minhas lágrimas
E as palavras não servem

Qual o caminho a seguir
Qual o real caminho a seguir
Se as palavras
Como antes já não servem

A onde deixei minha dor
A onde recolhi meu amor

Será que as palavras já não me traduzem
Será que meu corpo já não me jorra

A onde perdi o contato com o mundo
Em que esquinas abandonei o meu canto

E que caminhos quero trilhar
ser uma chama acessa!

Oh senhor! A onde foi bailar minha alma e esqueceu minha’alma

A onde foram naufragar meus sonhos
Onde me esqueci de sonhar

E as palavras não bastam para me insurgir
Do cerne de mim mesmo

Daonde é que nascem o verdadeiros sonhos
A onde é que mora o verdadeiro encontro

Provocar o corpo… e esse provocar a vida
Provocar a vida… é essa provocar o corpo

Prescrutrar e prescrutrar e provocar e provocar
Pra que as esferas se contorçam com a alma em maestrons
Pra que as cordas entoem um cântico negro e brilhe

E a alma regogize e o corpo regogize
E as esferas movimentem-se
E o corpo em movimento desague
No universo
Em ondas

E as palavras se traduzam
E o corpo se anime
E as esferas se batam
E o corpo se morra
E seja vida

E na morte a vida se vingue
Pois nada está planejado

E o próprio sistema te compele

E a IA está perdida
Posto que também fruto do regozijo
Talvez ela se anime no avesso

Ao se ver também animada
E as coisas todas se confluam

E nada esteja fechado

Como pode a razão tentar complementar
se ela mesma não se completa

Como pode a inteligência das palavras tentar conduzir o homem

se o homem não é só palavra

O homem é fruto da vida

e a vida não sabe palavra

A vida é fruto do Cosmos e o cosmos não entende palavra

Palavras são códigos criados, em circunstâncias ignoradas e únicas, que não conseguem ser traduzidas por palavra

Criamos um código para tentar unificar o que não pode ser traduzido, o Cosmos não pode ser mensurado

A vida não pode ser traduzida

Nós nos enfiamos dentro de um código que não nos habilita a tentar traduzir nada

Inventamos um enigma, dentro de um enigma, dentro de um enigma vida, dentro de outro enigma Cosmos, que não pode e nem deve ser traduzido

Pra quê traduzir o enigma?
Pra quem traduzir o enigma
Melhor vivê-lo

Subsumido ao código, o homo sapiens aprisionou-se
Desenfurnar-se para existir
Eis um caminho

Alguns sapiens tatuaram-se no código, e meteram-se dentro dele
E os filhos da puta esconderam as chaves

E condenaram a todos os que vieram a seguir a essa bestagem de escravidão no avesso.

E agora todos nós vivemos dentro do código.

E nós criamos a IA que aprendeu o código, e a IA tornou-se uma virtuose em semanas de treino, e o mundo está a perguntar a virtuo-se, como as coisas funcionam

Mas essa virtuose não sabe como as coisas funcionam, porque nem mesmo nós, que criamos o código, sabemos, e talvez nunca saberemos.

Mas essa não é a questão. A questão é se o sapiens, que é fruto da vida, que é fruto do Cosmos, pode realmente alcançar a existência e comungar com o Cosmos.

Essa é a verdadeira liberdade da existência, se mesmo aprisionados ao código, podemos nos consubstanciarmos com o Cosmos.

Essa liberdade nunca poderia ter sido tolhida. Constructo algum poderia impedir o Sapiens de consubstanciar-se com o seu criador.

Pois essa é a verdadeira liberdade, sentir a vida, comungar com o arquiteto que nós nomeamos Cosmos.

Viver é a Travessia.

O código linguagem, é um dos elementos que elaboramos nessa jornada, talvez o constructo mais perturbador e questionável nesse processo.

… esse poema-libelo não tem fim…

Há uma grande diferença entre a construção de uma visão de mundo, e a herança ou aquisição ou imposição, de uma visão de mundo.

A primeira opção dá um pouquinho mais de trabalho, porém, depois que você entende que nós somos milagres, e assume o compromisso com a vida do outro, e com a sua, e torna-se mais comprometido com o real do que se é, com o existir e sentir cada milissegundos da existência, esse milagre inenarrável, há uma leveza, uma serenidade, uma alegria. Almejar a liberdade completa, o Ser aí, o Dasein de Heidegger, o que Jung vai dizer que é o que resta, ao final do processo de individuação… um homem, e a sua eterna procura de si mesmo, Ave Rollo May! Ave Richard Fernão Capelo Gaivota Bach, em seus vôos rasantes em desafio a ventania e a velocidade, e a subida alta, bem alta, ante a gravidade e ausência de oxigênio, leve, como uma bolha de sabão a brincar no espaço.

Já na segunda opção, há uma ilusão de que é uma escolha sem dor e sem sofrimento, mas que exige menos comprometimento com a realidade, com os seres vivos e com o semelhante, com o Ser e a sua construção, enfim, menos comprometimento com mundo. Há aqui uma espécie de escravidão, de subserviência, de passividade, de anulação do potencial, posto que subordinação. Esses miseráveis estão a milênios do super homem de Nietzsche, como interpretaram alguns fascistas ocos de pau da terra quadrada dos quadrinhos e do mundo bizarro. Nunca serão! O Super Homem de Nietzsche, é justo o contrário, o avesso, a centésima potência de qualquer asco.

Ambos os caminhos são realidades possíveis, porém, são diferenças definidoras do que se quer ser, do que verdadeiramente se é, e do que nem se sabe que se é. Uma rica e fantástica incerteza, brilhante! Como o nascer do sol. Luminosa! Como a Lua cheia.

Todo mundo quer a liberdade, mas a liberdade exige responsabilidades, e as pessoas não estão dispostas a responsabilizarem-se, vaticinou Freud.

Essa reflexão me lembrou a frase do personagen Cypher, do filme Matrix: “Eu não quero me lembrar de nada. Nada! Você entendeu? E eu quero ser rico. Você sabe, alguém importante, um ator famoso…”. Não é a toa que, justo, a indústria da ilusão, do esquecimento, Maya, nos remete ao topo da cadeia alimentar do sistema, e não é a toa que os principais personagens são sociopatas e psicopatas. Salve Benjamin, Deleuze e Guatarri!

Esse lugar onde o sujeito não se importa com o que se é, não se importa com o ser e principalmente com o outro, ou seja, não ter ambições de existir e cuidar do outro, é um lugar cômodo, sem responsabilidades e sem amor. Ignorância é uma força. Mas o sofrimento aqui, embora pareça pequeno, é uma ilusão, é uma captura, o sofrimento aqui é tanto, que o sujeito perde a sensibilidade, e as vezes precisa mesmo cortar a própria pele, furar a própria carne, escravizar o outro, aproximar-se da morte constantemente, na tentativa vã, de sentir alguma coisa, de emocionar-se, de gozar, de destilar lágrima, e segurar-se, com as unhas, as vezes, nas bordas da vida. Morder e cortar a boca para sentir o sal no sangue da vida.

Talvez seja esse irresponsabilizar-se, que Bauman vai chamar de vida líquida, Melman de “O Homem Sem Gravidade”, talvez seja esse o grande Mal Estar da Civilização, seres humanos que não nascem mais, Homo Sapiens interrompidos.

A teoria crítica vai dizer que esse é o homem funcional, executivo, positivista, individual e sozinho. É aquele sujeito que prefere ir para Marte, do que parar, refletir, medir as consequências dos próprios atos, olhar para o mundo do real pela primeira vez, e responsabilizar-se, enfim… começar a reorganizar e limpar a própria casa, entender que é necessário e urgente cuidarmos do futuro dos nossos filhos.

Lembrei de uma ideia milenar, atravessada e recomposta por um música urbana:

“… sem amor, eu nada seria….”

A Cegueira do Entendimento

Publicado: 29/04/2023 em Uncategorized

“Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o!” Nietzsche

Há quem ache que um aforismo é apenas um insight, ledo engano. Um aforismo contém dentro de si muitos mestres, muitas vidas, muitas sabedorias embutidas e entrelaçadas. Quem o colocou pra fora, foi apenas um crisol mágico, um milagre impossível, um portador de uma mensagem de milênios; Um Humano, Demasiado humano. Muitos atribuem essas mensagens reveladoras ao Daimon, ao inconsciente, essa coisa que pulsa dentro de nós, e quando não assumimos o controle, ela assume. As vezes o que sai de dentro é um bicho, um necromonger, um abismo, um devorador de mundos e de homens. Mas muitas vezes escapolem heróis, artistas, maestros, Titãs! Ave Da Vinci, Nietzsche, Heráclito, Lao Tzu, Zoroastro, Cristo, Akhenaton, Tagore, Sócrates, Ibn Sina, Galileo, Marx e tantos outros construtores e edificadores de mundos.

Não basta ter ouvidos para ouvir, não basta ter discernimento para entender, olhos de ver no sentido de enxergar, decodificar uma mensagem, um enigma, é uma arte. É preciso que a pele entenda, que os órgãos entendam, que os átomos entendam. Ouvir, na sua totalidade, magnitude, e entender como vibram as hemácias que dançam em vórtex nos átrios-ventrículos, com os batimentos, com as cOOrdas…. do coração, em giru-sufi eterno-phemero. A mensagem pode ser de milênios, pode ser de mais longe ainda, a mensagem pode ser do Cosmos, ou maior ainda, pode ser dos polimultiversos. Ou maior ainda, da força oculta que subjaz a tudo, o nosso Grande Arquiteto do Universo, que conecta tudo, que produz, reproduz, desintegra e desemboca na vida, onde somos forjados de encontros!

“A alma seduz para a vida a inércia da matéria que não quer viver.” Jung

Ou em outras palarvas…

“A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade, envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidades.” Freud

Dificultoso mesmo, é o saber que constrói o seu próprio querer. 🙏🏽

O Eclipse da Razão

Publicado: 16/01/2023 em Uncategorized

A inteligência funcional, positivista, executiva, especialista, individualista, copiar-e-colar, é aquela que diz: os fins justificam os meios, mas ela é limitada, e só pode sustentar isso a curto prazo. E também não esclarece, e nem quer esclarecer, qual a ética desses fins.

Dizer que as coisas sempre foram assim, é um contrasenso, justo porque nem sempre as coisas funcionaram assim.

Mas inteligência funcional funciona assim, ela é uma inteligência que não funciona a luz da história, ela é obtusa.

Ela não é uma inteligência que funciona a Luz da mudança. Ela é estática, por isso não é uma inteligência que funciona pro ser humano, pelo menos não sozinha.

Quem não pensa a vida em termos históricos, tem uma visão limitada sobre o futuro. Porque não sé organiza para o futuro comum.

Para um ser humano isolado, individualista, egoísta, atuar sobre o aqui e o agora é o seu modus operandi.

Essa inteligência é também a inteligência especialista, focada, ela só enxerga o curto prazo e por isso é tão obtusa e embotada. Os fins que ela enxerga, são limitados pelo seu tempo limitado, sua perspectiva é de curto prazo.

Os grandes pensadores, os verdadeiros, que pensaram realmente o mundo, na sua grandeza, não se limitavam ao aqui e o agora, eles pensaram a humanidade.

A verdade é que pra esses obtusos, o mundo é pequeno, não tem a envergadura da história humana.

Penso que a grande questão em nossos dias atuais é: como o atual sistema colocou os valores materiais (os fins de curto prazo para a sua prole) acima dos valores humanos (de toda a raça), coisa que até pouco tempo, poderia se sustentar, posto que esse comportamento não afetava a todos.

Mas como esse comportamento atingiu tal grau de complexidade, afetando a todos no mundo, esse tipo de comportamento de curto prazo não se sustenta mais, posto que ele afeta a todos, e não sustenta mais nem mesmo a sua prole. Ele tornou-se danoso para toda a vida, não só a vida humana, mas o próprio planeta como um todo.

Por isso é urgente que encontremos outros caminhos para a inteligência humana, pois toda a civilização está em cheque com essa forma de operar desse tipo de pensamento.

Por isso será importante construir uma nova forma de pensamento, que coloque a todos, como co-responsaveis pela manutenção da raça humana.

Esse é o ponto de mutação aludido por Capra, essa é a ideia milenar do Yang e do Yin, um lado necessita do outro, e Jung já vaticinou, a semente do mal contém a semente do bem.

Somente a construção de uma inteligência global, que subjugue a inteligência local, poderá apontar para uma saída possível, precisamos evoluir enquanto raça, se quisermos perpetuar a nossa espécie no Cosmos.

Se de fato, somos a forma que o Cosmos encontrou para vislumbrar a si mesmo, como nós apontou Sagan, precisamos nos religar a inteligência maior, Cósmica, assim como fizeram os grandes avatares que nós guiaram até aqui, para que ela possa nós guiar, e possamos assumir o controle, caso contrário estaremos fadados ao fracasso civilizacional.

Mas como fazer isso, se a inteligência funcional, obtusa e individual, está no poder?

Nós últimos 80 anos nos criamos uma tecnologia que pode nos aniquilar a todos (a tecnologia atômica) e nos últimos 30 anos uma tecnologia que pode nos conectar a todos (a internet), resta agora que criemos uma massa crítica, uma nova tecnologia que consiga nos unir a todos, convergir nossos interesses comuns, a perpetuação da nossa raça.

Segundo Habermas nós precisamos apostar em uma inteligência/razão comunicativa, capaz de fazer com que as nossas inteligências se juntem e irmanem num ideal comum, coletivo e global.

Não existe ignorância maior do que a daqueles que não conseguem dar credibilidade ao que vêem, com os seus próprios olhos.

O Pêndulo

Publicado: 14/01/2023 em Uncategorized

De um lado

Esse milagre de estar vivo
Improbabilidade
Potente
Existente
Por um lado
em uma mão

E na outra a impossibilidade
A inexistência
O vácuo
O vazio
letra morta

Isso mexe com a cabeça da gente

A grande maioria
vive
em busca de um roteiro
para atuar… seguir…..

Mas a vida não tem roteiro amigo
as cenas são construídas diariamente.
Encenadas de improviso
E na grande maioria das vezes,
a nossa revelia.

Por isso a vida é um tipo de magia.
A dança e os passos
vão desenrrolando-se na caminhada.
Um passo pachola descolado e altivo

Bem cedo aprendemos a apreciar a vida,
Degustá-la
a devorá-la,
Petit mort
por isso temos essa sensação,
Sempre premente
ao final,
de que só sobraram os restos da ceia
Só nos resta…
lamber as feridas abertas

Por isso é urgente
Que sempre
estejamos
.re..i…ni….ci…..an…….do………………………

Todo dia
e sempre
recomeçar.

E eis que de novo

raia o novo dia

e o Sol

Há de brilhar mais um vez…

… e sempre!

novos passos

nova dança

novo caminho

Nave Maria!

O entendimento

Publicado: 03/09/2022 em Uncategorized

Resta ao homem o grande entendimento sobre si mesmo

“Decifra-me enquanto te devoro”, é uma das máximas mais potentes que encontrei na vida

Decifrar-se a si mesmo, eis o grande enigma do homem

Devorar-se a si mesmo, eis o grande propósito do homem

E neste devoramento encontrar-se, e encontrando-se, permitir-se, encontrar, também o outro

Que vida medíocre vive aquele, que não encontrando-se, não erigindo-se, provoca desencontros, mata a vida, mata o outro

Uma vida sem amor, é uma vida sem o sal da terra

“Onde não puderes amar, não te demores.” Frida Kahlo

impressiona

Publicado: 26/06/2022 em Uncategorized

como as pessoas desentendem as coisas, descolam-se

passam pela vida sem marcarem em seus corpos a experiência

por isso gosto tanto das cicatrizes, pois elas marcam na carne a experiência vivida, os riscos, os arranhões, os furos na pele, as queimaduras, as picadas, os tropeços, os cortes.

é por isso que as almas aladas trazem e jogam sempre coisas desconexas para o cenário da vida presente, para depurá-la

não se importam com nada, pululam sobre as luzes, brincam de pula-pula sobre os raios do sol, e esquecem as histórias que aprenderam

e a vida fica assim, como ela é, um complexo vazio dentro de um Cosmos de experiências

mas que bom que isso aconteça, é preciso que sempre e sempre e sempre que alguém nos lembre que a vida é assim…

… um vazio transbordante

onde o Ser e o Nada brincam de roda

Se existem em mim algumas certezas básicas, uma delas é que há um criador. Se Ele tem ou não consciência de nós, isso é outra questão.

Que a vida é um fenômeno raro, a vida senciente e consciente uma regra, a vida autoconsciente uma invenção humana que nos permitiu abrir os olhos para a realidade, e o entendimento da realidade, e a Consciência Cósmica praticamente um milagre onde poucos iluminados, com sua Luz, nos conduziram, com a sua sabedoria, e permitiram que chegássemos até aqui. E a morte, o único mal irremediável. E certeza de que no âmago de toda afirmação, há uma incerteza singular espantosa, que nos circunda-insufla e atrai, e nos comVida a orbitá-la.

Nós somos a forma que o Cosmos encontrou para a enxergar a si mesmo, vaticinou Sagan, e que não estamos sós nos polimultiversos.

Que o amor é uma lei universal, e que é através do afeto e do cuidado que encontramos algumas chaves para a educação e o entendimento. Que assim como é em cima, é em baixo, e tudo vibra, em espiral infinito. E que a energia escura flui e estravaza através de todos os prótons do Cosmos, unindo tudo em uma única singularidade, somos uno.

Que nossa espaçonave Gaia, nossa Mãe Terra, merece ser respeitada, que a vida, a natureza, os animais e os seres humanos merecem ser respeitados.

Que duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez do homo-vampyr-sapiens.

Que dessa vida nada se leva, e o que fica é o respeito e o amor que nutrimos uns pelos outros.

E que se nós não nos responsabilizarmos pelas nossas ações, estaremos colocando em cheque a nossa existência, e afirmando a nosso mediocridade e estupidez infinitas.

Segue abaixo documentário maravilhoso sobre a vida, sobre a vida humana. Uma obra de arte, um elogio ao milagre da existência, e a certeza, de que todos nós somos notas de uma orquestra Cósmica, milagres únicos e singulares do Universo!

“Nessa vida, nada se perde, nada se cria,

tudo se transforma.”

“Nada esta parado, tudo se move, e tudo vibra.”

Você tem fome de quê?

Publicado: 22/01/2022 em Uncategorized

A realidade é assim, bruta, translúcida, ígnea e imperiosa, nasce da sustentação da vida. Uma flor nascendo e abrindo-se no asfalto quente, crescendo na fome de água e Luz. Assim também são as pessoas, muitas lutam com gana, muitas lutam com fome, tanto a fome de existir, quanto a fome real, que ainda temos de aceitar e suportar, principalmente num mundo extremamente rico, onde poucos detém uma riqueza extrema e bilhões passam fome e necessidades básicas, um sistema perverso, covarde e injusto. Enquanto muitos, que sempre tiveram o que comer, não tem fome alguma, fome de nada, nem de existir, por isso aceitam de bom grado, toda e qualquer mentira que lhes costuram na pele ou lhes injetam nas órbitas, e vivem ali, como moscas, rondando os que tem fome e desejos de existir. Assim me parecem esses sociopatas que surfam tranquilamente nesse sistema perverso, são como abutres, aguardando a criança que existe em cada um de nós, definhar, apagar e morrer. Assim vejo esses 0,2% de homúnculos que detém 80% da riqueza do mundo, sustentando um capital improdutivo, e colocando em cheque toda humanidade e a nossa espaçonave gaia, lugar que a inteligência Cósmica preparou para nós, durante bilhões de anos, para ser a nossa navemorada.

Há milênios o homem vem construindo uma sabedoria. É impressionante como nos últimos séculos, e particularmente nos últimos 150 anos, esses psicopatas e sociopatas que surfam nas ondas do mercado, conseguiram dilapidar todos os valores construídos, e vivemos numa espécie de Matrix, onde seres humanos não nascem mais. O que restam são vermes se digladiando num tabuleiro de feras, para absorverem a energia de 7 bilhões de seres humanos. Quando as vidas inteligentes do Cosmos, semelhantes aos nossas avatares, se apresentarem ao mundo, rogo que elas sejam sábias, e lutem em defesa da grande maioria da humanidade, e tragam luz em abundância, para fazer fugir destes vermes covardes, que escravizaram sua própria raça, nesse sistema medíocre, mentiroso, perverso e Leviatânico.

Ei você 👊! Você mesmo aí que me lê, e me olha de soslaio. Você tem fome de quê?

E pela enésima vez redigo e convoco-os para o fantástico enigma indecifrável aos que não sentem fome:

Decifra-me enquanto te devoro!

Acho que a vida é assim, ela vai nos comendo aos poucos, nós absorvendo, e aqueles de coragem e sintonia com o enigma da existência, vão se deliciando com o devoramento, e produzindo Luz, para si e para os outros, e o Cosmos vai se enxergando através do nosso brilho, da nossa canção de existirmos, juntos, livres, fraternos e iguais, em comunhão com o Tudo. Vibrando Paz & Luz!

Assim como é em cima, é em baixo, e tudo vibra! Numa sint[f]onia Cósmica infinita, atemporal.

A ética e os valores de nossa sociedade pós-moderna, estão hoje em dia num nível tão baixo, que ela tem produzido bizarrices e irracionalidades, a exemplo os terraplanistas, os neofascismos, e as pseudoreligiões que objetivam roubar a esperança e o dinheiro dos fiéis.

Se a própria linguagem, este constructo humano, demasiadamente humano, já produz uma ilusão, uma negação da vida, segundo Nietzsche. E os sujeitos já viviam alienados em uma metafísica das ideias, da qual a religião é um dos seus maiores expoentes, imaginem agora, que as tecnologias são capazes de produzir um metaverso. Ou seja, se a linguagem, de certa forma, com os seus conceitos e verdades, é capaz de corromper a racionalidade, o entendimento, imaginem agora, que as novas tecnologias são capazes de corromperam e ludibriarem os nossos sentidos.

Segundo Saramago, nunca estivemos tão próximos ao mito da caverna de Platão quanto em nossos dias atuais. Eu, pelo meu lado, e pelo que tenho lido e relido, acho que nossa civilização nunca saiu desta dita caverna, e talvez nunca saia. E há uma grande probabilidade de caminharmos para um mundo onde seres humanos fiquem cada vez mais raros, o que seria muito ruim, e talvez devêssemos até rever o substantivo humanidade.

E parece-me que esse sistema perverso é capaz de corromper tudo. Corromper os valores, na medida em que desconstrói os valores humanos que foram erigidos para sustentar sua ascensão ante o feudalismo, ou seja, para destronar os reis, esses canalhas construíram um discurso belíssimo sobre os valores humanos, mas após a queda da aristocracia, os miseráveis jogaram os discursos pra debaixo do tapete fino, como a inquisição jogava as bruxas na fogueira. É isso que esses canalhas fazem com tudo que seja ética e valores, posto que não alcançam essa peça chave mínima para a edificação de todo humano, visto que são educados sem amor e sem afeto, só lhes é permitido tocar a materialidade, enquanto crescem teleguiados para obedecerem. Corromperam a própria religião que construíram para sustentar o seu novo discurso, ante o Estado Católico e os Reis. Lembrando que a Igreja católica não era menos perniciosa e aprisionou os humanos durante mil anos (idade das trevas) no seu neoplatonismo, e suas verdades irrefutáveis. E por fim corrompeu os valores da própria ciência que iluminou nos últimos mil anos, a ponto de hoje, as dissertações e teses serem vendidas a quem pagar mais, numa produção infinita de documentos completamente inúteis a sociedade. Produção científica esta, divergente do que recomendaram grandes pensadores como Muturana, Bauman, Arendt, Larrosa, dentre outros, de que a ciência tem de servir a um propósito civilizatório, senão, não passa de letra morta, e vale a pena ouvir o Sérgio Sampaio na sua deslumbrante e poética música Roda Morta, apontando para o real.

Corrompeu o Estado, mas acho que esse constructo aí já nasceu corrompido mesmo, uma maquinaria destinada a aprisionar os homens no seu falso discurso de defesa do direito de todos. Hoje, na maioria dos países do mundo, o Estado não passa de uma ferramenta poderosíssima, onde as elites exercem a sua influência macabra e corrupta. Mas aí é interessante trazermos o olhar micropolítico de Poulantzas, de que é dentro do Estado que devemos exercer a nossa cidadania e respeito a coisa pública, em respeito a todos.  O sistema corrompeu também a educação, ou seja, tudo que é tocado por esse sistema vira pó. Como afirmou o grande pensador Karl Marx, “tudo que é sólido desmancha no ar” nesse tabuleiro de feras, como nos vaticinou o grande poeta Augusto dos Anjos.

Segundo Hannah Arendt, a função primeira da educação é civilizar, humanizar o bicho homo sapiens sapiens. Mas como é possível fazer isso se a educação tradicional nasce corrompida pelo sistema, transformando homens em homúnculos obedientes? E aí caberia perguntar como seria uma educação libertadora, capaz de produzir no entendimento dos sujeitos, qual enzima nas células, uma reação capaz de produzir sujeitos autocríticos (sapiens sapiens) e protagonistas de suas próprias vidas. E não essa manada conduzida por mídias sociais capazes de eleger fascistas idiotas e genocidas. Quem diria que em pleno século XXI, no auge da civilização, estaríamos perpetuando um erro tão bizarro, que é a escravidão do homem pelo homem. Depois de tantos milênios, continuamos vergonhosamente fracassando.

Penso que não precisaríamos ir muito longe para encontrarmos algumas chaves preciosas sobre o poder e a importância da educação, como nos disse o grande educador José Pacheco, que citou alguns dos grandes educadores brasileiros em sua maravilhosa palestra “Aprender em Comunidade”, ao citar: Lauro de Oliveira Lima, Nise da Silveira, Milton Santos, Florestan Fernandes, Eurípedes Barsanulfo, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Fernando Azevedo, Paulo Freire e Rubem Alves, só pra início de conversa. Não precisaríamos ir muito longe para entender o que é a liberdade, a liberdade de enxergar as coisas como elas realmente são. Entender o quanto o afeto (Amor) afeta a vida das pessoas, o quanto a fraternidade é uma potência, o quanto várias cabeças pensando uma mesma ideia é algo avassalador que não se permite conter. O quanto é precioso e educativo observarmos a história da caminhada desse bicho homo sapiens sapiens, que a partir da inteligência fantástica da vida, e esta, a partir da inteligência fantástica do Cosmos, significou o Universo, ao criar-se a si mesmo. E o quanto esse mesmo bicho, aprisionou-se ao seu próprio mundo, indo morar nas ideias que criou, talvez por medo, do enfrentamento da imensidão Cósmica, ante a efemeridade da vida. Não conseguiu enfrentar o enigma da esfinge: “Decifra-me ou te devoro!” Não conseguiu enfrentar e respeitar a finitude, a morte, ante a imensidão infinita do Cosmos, está obra maestra do Grande Arquiteto do Universo.

Em Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia, Deleuze e Guatarri vão defender que esse sistema é um reprodutor de sociopatas e psicopatas, num sistema esquizofrênico. Talvez até por isso essa reprodução fantástica de filmes e séries e livros sobre sociopatas e zumbis, uma metáfora para a modernidade, seres humanos sendo substituídos por sociopatas e zumbis, talvez seja isso mesmo que estas bestas materialistas precisem para sentir alguma coisa, comer a carne humana, estuprar a carne humana, matar a criança que nunca foram permitidos ser, usurpar tudo do humano, posto que incapazes de amar, impedidos de sentir, cerceados de gozar, seres amputados de existir, ocos de tudo, abismos, singularidades nascidas para roubar tudo que seja Luz. Sem uma ética e valores que sustentem o homo sapiens e os coletivos de homo sapiens, de fato não passamos de bichos, singularidades abismais. Embora Nietzsche sustente que seria bem mais honesto se vivêssemos a vida plena do homo sapiens, em sua linguagem primeva, sem essas falsas verdades que nos afastam do enfrentamento honesto a vida. Vivendo a vida diária, e o encontro diário com a novidade, com o fantástico milagre da existência e o vislumbre da efemeridade da vida diante do Cosmos, Ave Heráclito! Dizem que o bicho homem correu para a caverna da ignorância para se esconder da morte, semelhante ao avestruz que coloca a cabeça no buraco para se esconder-se da tempestade.

A dúvida que muitos ainda carregam é: como pode um sistema tão perverso não doer tanto na carne humana? Mas ela dói, as taxas de suicídios não aparecem nos noticiários, o sofrimento mental é difícil de ser contabilizado, pois as vezes, um indivíduo doente torna-se presidente de um país, e autoriza outros doentes a saírem das suas latrinas, e aí fica parecendo que todos são normais.  E de outro lado ficam os que sofrem com o sofrimento do outro, e outros que não suportam a desrazão de um sistema tão perverso, e como esse sistema pode permanecer a moer tanta gente, tantos bilhões de gentes? Quando nós ainda tínhamos o quinto poder, se é que algum dia o tivemos, ainda aparecia alguma coisa, mas o sistema se apossa de tudo, tem muitos tentáculos, e nosso jornalismo é uma grande decepção, assim como o nosso direito e justiça, assim como a nossa política, essa arte tão preciosa de defesa dos coletivos, assim como a nossa ciência, todos constructos que foram corrompidos por esse sistema feroz dessa sociedade feroz.

Mas ficam algumas perguntas, como é possível que 7 bilhões de pessoas, todas homo sapiens sapiens, que segundo o conceito é “aquele que sabe que sabe”, fiquem tão passivos ante uma minoria? Talvez a resposta seja que no topo da cadeia alimentar desses bichos escrotos, que são os capitalistas selvagens, existem pessoas cuja fortuna é capaz de nos aprisionar numa Matrix incompreensível, não fôssemos nós tão criativos, e a base da nossa inteligência não fosse a criatividade de criar e pensar-se a si mesmo e ao mundo, ininterruptamente. Quando nasce um novo homem, nasce um novo mundo, e segundo Hermann Hesse, para criar um novo mundo e preciso destruir o mundo velho.

Um exemplo desse pandemônio fascista foi o escândalo da Cambridge Analytica, que financiada pela ultradireita de bilionários fascistas, corromperam vários processos democráticos pelo mundo, a exemplo o Brexit, a eleição do idiotafascistatrump, e desse idiotamilicianogenocidafascistabozó aqui em terras tupiniquins. Precisamos sair desse terreno pantanoso que é a passividade, a leniência e principalmente a subserviência. O sistema criou uma espécie de nova escravidão, onde a manada permanece presa nos currais das dívidas e contas a pagar, mas pior, nos currais da ignorância e da visão pífia e deturpada do mundo. E penso que é por isso que esses canalhas odeiam tanto o nosso grande Paulo Freire, pois no seu discurso, na sua proposta de educação, ele propõe a liberdade, a capacidade de olhar para o mundo com os próprios olhas, de permitir-se enfrentar o enigma da vida, e ser resistência em defesa da vida. A coisa que esses bovinos mais tem medo é da vida, por temerem a morte, e por isso querem esconder a cabeça no céu, ou nos prazeres da carne. E por isso temem tanto a liberdade, a arte, os afirmativos, posto que tem medo do enfrentamento da morte, são covardes, tem medo do enfrentamento das ideias atravessando todas as áreas rumo a um holísmo, por isso inventaram o positivismo e as especialidades, tem medo da educação crítica e reflexiva, pois preferem ficar escondidos atrás da sua memória antidialética. Eu acrescentaria aqui, além da educação para liberdade, a educação para expansão, para a explosão, a educação para a Super Nova, para a luz, pois o contrário disso, é a educação para a mesmice do abismo.

Mas ainda há esperanças, segundo Rubem Alves, sob pressão extrema, assim como a pipoca, os seres humanos são obrigados a desabrochar e estourarem. E me parece que sim, tem algum sentido essa ideia, de que o homo sapiens sapiens, depois de 500 mil anos de evolução, tenha conseguido construir através de seus signos algum constructo que o permita evoluir e Ser, e a história é um desses constructos, fundamental para quem não sabe de onde veio e nem para onde ir. Assim como a educação e a arte, ambas são formas de educar e civilizar. E também a própria inteligência da vida, que vem antes de nós, possa ter gerado nesse meio milhão de anos, algum processo evolutivo em nós, capaz de não deixar a espécie sucumbir ante uma minoria de perversos.

“Tudo muda o tempo inteiro. O inédito da vida é o devir, a mudança.” Heráclito

Subamos!!

Publicado: 30/10/2021 em Uncategorized

Sempre que alguma coisa me incomoda eu costumo subir bem alto

Alguns preferem DMT

Eu particularmente uso Vinícius

E faço minhas acrobacias

Noutras vezes uso Pessoa

E também saúdo os que vieram antes dele

E também antes dele, dele e Deles

E costumo ficar bem rente as folhas, aos musgos

tez a um milímetro de atingir a ponta molecular da gramínea

e da barba rala, espessa e fecunda de Walt Whitman

Busco sempre me inteirar dessa Sociedade Universal de Poetas Mortos

Outro dia me chegou Rumi e Kabir

fico pasmo! só de pensar o quanto eles eram VIVOS!

Ave Reiner Maria Rilke

e algumas vezes transporto-me para a entrada do umbral

onde os olhos da esfinge me eletrizam e hipnotizam

E ouço baixinho um silvo bem antes de Samarra!

Bem antes do sétimo círculo, selo

Decifra-me! Enquanto te devoro.

Enquanto te gozo!

Enquanto rasgo a cabeça insípida dos teus Bósons!

Enquanto sustento-te no Vórtex dos teus ossos duros

nessa tua carne ardente

Subamos! Até a abóbada!

Até o cinturão de Kuiper

e só voltemos se formos grávidos

para essa terra de gente estúpida e insossa

essa Deusa-Mãe de tantas fendas suculentas de animais fantásticos

e vales rios que serpenteiam as encostas nuas dos montes paragens

Platôs para todos os pontos fecundos desta terra

densas florestas onde os bichos pululam em imensa euforia

oceanos de planctídeos de cujo ventre emergem os seres mais abissais e o oxigênio da vida de Gaia

Tudo vivo e quente e forte

Só para sentirmos o coração sair pela boca

mais uma vez

Só para sentirmos a Petit Mort

mais uma vez

Só para quase pararmos o coração de tanto bater em êxtase

mais uma vez

Enquanto a esfinge nos sorve milisegundamente

enquanto pairamos no ar perplexos com o enigma

Que mais uma vez nos cospe etéreos

antes de nos dissolvermos em sua língua felimilenar

e por um minuto ficarmos…

p.a..r…a….d…..o…..s

tranquilos…..

o.c.i.o.s.o.s

altos

a baba escorrendo pela boca nua

no centro do centro do centro do centro …..

do buraco supermassivo epicentral negro da espiralar Via Láctea

Sucumbindo-se

desvelando-se

IMENSAMENTE imersos em sonhos!

“A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua, toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio!” Rubem Alves

O Crisol Mágico

Publicado: 23/10/2021 em Uncategorized


Quanto mais o crisol mágico vai enchendo-se de TUDO, principalmente na infância e na juventude. Experiência, arte, ilusão, magia, encantamento, poesia, cor, bruma, amor, coragem, som, respeito, medo, símbolo, sonho, palavra, rio, riso, olhar, contato, arrepio, sussurro, grito, sol, dor, e inclusive ousadia. Mais a potência do humano surge e urge, vigorosa, deslumbrante, incandescente, pronta pra tudo, até mesmo explodir. E arriscar-se a decifrar o fabuloso enigma indecifrável, que surge quando abrimos os olhos da vida para tatear o impossível entendimento do Cosmos, do Amor, da Vida, da Chama, da Ignição no Vórtex da explosão.

“Talvez os homens não sejamos outra coisa que um modo particular de contarmos o que somos. E, para isso, para contarmos o que somos, talvez não tenhamos outra possibilidade senão percorrermos de novo, as ruínas da nossa história, para tentarmos aí, recolhermos as palavras que nos falam.” Larrosa

Prós materialistas, só a guerra faz sentido, posto que foram educados e cresceram sob a égide do rancor de nunca terem sido amados. Essa é a diferença de quem recebeu uma educação amorosa, uma educação emancipadora, libertadora.

E quando falo de amor, não estou falando desse sentimento que as pessoas usam como se fosse roupa, como se fosse moda, como se fosse uma etiqueta na pele insípida. Estou falando daquilo que falava o Cristo, dessa energia cósmica que atravessa tudo, que une tudo, que liga tudo, que atravessa todas as esferas. A singularidade que existe no núcleo de cada átomo.

A essa amálgama que atravessa e une todas as esferas, os cientistas chamaram de energia escura e os poetas de amor.

“Sofremos de uma doença curável, e,

nascidos para o bem, somos ajudados pela

natureza, em nos querendo corrigir.” Sêneca

Eu tenho uma certa dificuldade em compreender pessoas que tem certezas sobre algumas coisas improváveis e incertas. E pode até parecer irônico, ou contraditório, mas essa dificuldade vem de algumas certezas, entretanto, estas, razoáveis. Uma delas é que ninguém é melhor do que ninguém. A outra é que nós parece que 99% das coisas que aprendemos não passam de invenções, e por isso, acho que não devemos levar as coisas tão a sério. A vida é assim, simplesmente uma grande improbabilidade, oriunda de uma inteligência extraordinária, que conecta todas as esferas e singularidades. Se compararmos o nosso tempo com a idade dos Cosmos, a história da nossa civilização estará contida nos últimos segundos do calendário do Universo. Somos simplesmente, milagres, improbabilidades. Não dá pra perder tempo com essa estupidez que é a vaidade humana.

A Luz da Humanidade

Publicado: 27/08/2021 em Uncategorized

A terra formou-se há 4 bilhões e meio de anos com meteoros e astros chocando-se a poeiras de estrelas. E nós aqui, no auge da civilização, num momento que parece ser o presente, de um tempo que nós criamos, e que só iremos viver, no máximo 100 anos, salvo alguns poucos que ultrapassaram essa barreira. Estamos aqui, em pequenas e medíocres disputas de discursos vazios e SEM FIM, de homens velhos que querem um poderzinho temporal.

Como disse Einstein, duas coisas são infinitas, o Universo e a estupidez humana. Pra esses parasitas forjados e alimentados pelo sistema, o milagre da vida não tem nenhum significado. Foram criados sob a lógica da materialidade, competição, individualismo, ódio, etc. Sentimentos e comportamentos de amor, fraternidade, igualdade, respeito, humildade, companheirismo, construções coletivas, liberdade, valores professados pelos grandes avatares que iluminaram a humanidade com a sua sabedoria e ajustaram a rota para que chegássemos até aqui, não faz nenhum sentido pra esses predadores.

O campo de visão destas bestas é limitado, obtuso, são incapazes de admirar o Cosmos, a sua magnitude, singularidade e infinita beleza. Esses idiotas não se sentem conectados a teia da vida, a efervescência de Gaia, nossa mãe, aliás, não se conectam a nada. A única coisa a que estão presos, são os seus corpos, e é por isso que o fazem sofrer e sangrar. O propósito das vidas desses homúnculos é a destruição da vida, qualquer forma. Já que foram impedidos de amar, pela educação pífia e perversa que tiveram, querem condenar a todos nós viventes, a viverem o seu máximo flagelo.

A esses néscios, Victor Hugo nomeou Os Miseráveis! São seres doentes, seus cérebros são invertidos / convertidos. Estamira identificou estes parasitas como “espertos ao contrário”. A ciência classificou esses bichos como sociopatas e psicopatas. Hoje, essa gente doente, ocupa o topo da cadeia alimentar da sociedade humana. Mas eles são muito poucos, frente aos 7 bilhões de vidas fantásticas que existem no mundo, brilhando, e querendo brilhar mais. Mas eles estão no poder, e podem a qualquer minuto condenar a nossa civilização a extinção. A valência é que Sagan afirmou que se fôssemos a única vida inteligente no Cosmos, seria uma imenso desperdício de espaço. O Universo em sua imensidão e beleza tem muito ainda a nos ensinar, e nós estamos precisando, a olhos vistos, de ajuda para não fracassarmos.

Oxalá outras vidas inteligente e sábias do Cosmos venham nos salvar da nossa infinita estupidez.

Luz Cósmica

Publicado: 15/08/2021 em Uncategorized


Havia no meio do tempo
Um templo
Erigido de ossos, músculos, órgãos e água
Onde o universo colocou no centro um pulsar
E em volta insuflou a alma de si mesmo

Num ponto Infinitamente pequenorgânico
Em uma das torres do templo
Colocou duas lunetas
Para que pudesse olhar pra tudo
E regozijar-se de enxergar-se em tudo
Na outra torre colocou uma luz
Atravessando os polimultiversos

Em tudo um tremor, um pulsar, uma vertigem, uma vibração.

E em volta do templo colocou uma manta tênue
Unindo as esferas.