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Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero
há calma e frescura ma superfície intata
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consuma
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio

…..

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Chega mais parto e contempla as palavras
cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta
pobre ou terrível, que lhe deres:

Touxeste a chave?

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Drummond (Fantástico!!!!)

 

 

 

É preciso que estejamos nus, para que possamos saborear o fenômeno de um verdadeiro encontro, eu e tu, cúmplices de um crime perfeito, a existência.
 
Onde possamos ter a liberdade de nos mostrarmos e nos enxergarmos.
 
Compreendendo a distância entre a nudez estética, e a nudez ética.
 
Entre o eu, o tu e o isso.
 
Sair da fortaleza sem armaduras.
 
Sair da mansão despido da veste insignificante da vaidade.
 
Deixar de ser inapaixonante.
 
Sentir a grama crescendo sob os pés.
 
Molhar-se na chuva sem calafrios.
 
Ter esperanças e Sedes para o mundo.
 
Permitir-se a cumplicidade de um beijo.
 
O brilho e a potência de um encontro verdadeiro.
 
Onde não há mais cúmplices do que tu e eu.
 
Aiuda-me a colorir esse sorriso pálido nos que estão cegos para o encontro.
 
Nos que estão deficientes para o amor.

Pérolas aos Porcos

Publicado: 17/12/2008 em Sem categoria

 

Estamos ai, sempre em busca de um significado cada vez mais especial para as nossas vidas.
 
Basta de sermos máquinas, o ser humano é muito mais que uma calculadora a prova de falhas. Nossos corpos estão cada vez mais desgastados, stressados com estes nossos dias de crash. E mais, nossa ética precisa evoluir muito, estamos num nível baixíssimo, e isso com certeza precisa mudar. Daqui a pouco não conseguiremos mais sair as ruas, ficaremos definitivamente presos em nossas caixas, absorvidos por uma outra caixa que se chama televisão, e agora internet.
   
E enquanto não compreendermos que todos nós somos responsáveis por este caos que está ai, e buscarmos fazer a nossa parte para melhorarmos, nos implicando cada vez mais com este outro, a quem o mestre dos mestres chamava carinhosamente de irmão, e que nós, infelizmente, por uma questão de miopia causado por esse sistema cavernoso que se chama capitalismo, só conseguimos exergar um ladrão.
 
"Quem é o teu inimigo?" Disse Brecht, "O que tem fome e te pede um pedaço de pão, chamá-lo teu inimigo? Mas não saltas ao pescoço do teu ladrão que nunca teve fome."
    
Como se de fato houvesse um bem maior e mais precioso que a própria vida, maior e mais precioso que esse sentimento que todos os grandes mestres e as almas sensíveis insistem em nos mostrar como o mais alto dos ensinamentos, que se chama amor. E que é a própria chama. E que eu insisto em tentar traduzir para os tempos modernos, como implicação.
 
Temos que dar conta desse sistema provocador de vaidades que nos aprisiona. Esse sistema que se aproveita meticulosamente do circuito dopaminérgico do prazer. Esse circuito maestralmente arquitetado pela natureza para que pudéssemos sobreviver ao longo de milênios, enquanto o homo sapiens ainda não tinha acesso ao fogo (que lhe proporcionou o tempo para pensar), e à linguagem (provavelmente advinda desse tempo para pensar).
 
Um sistema extremamente desumano, e a ele poderíamos muito bem alcunhar de O Grande Leviatã, pois sem dúvida deve ser o pai de todos os sistemas humanos que já houveram. Sistema que é capaz de transformar estas máquinas perfeitas, fantásticas, prontíssimas para serem formatada com o software do constructo humano, em simples objetos, banais. E por conta de uma programação maluca e vil (no sentido mais baixo da vileza), orquestrada por oportunistas, acaba tornando esse milagre biológico único, singular, em uma simples e medíocre máquina de satisfação, capaz de matar, roubar, estuprar, mentir, abusar, trair, por causa de uma mera satisfação de desejos. A criatura que adquiriu a capacidade do pensamento, quando esvaziada de sentido, acaba por sucumbir aos mecanismos internos, que a milênios possibilitou a sua sobrevivência.
 
Nós somos matéria em construção. E hoje mais do que ontem, precisamos resgatar o que foi construido até aqui, antes que até mesmo esse mínimo constructo se transforme em poeira.
 
O bem mais valioso do mundo nas mãos de um medíocre, não possui valor algum. Pérolas aos porcos.

Um Sim que lhe permita Ser

Publicado: 17/12/2008 em Sem categoria

 

Segundo Buber, no cerne da abordagem dialógica está a questão da confirmação. Para ele, a base subjacente de toda psicopatologia é a ausência de confirmação que cada um de nós sobre no esforço para nos tornarmos seres humanos. Diferentemente dos animais, que parecem não questionar sua “natureza animal”, o ser humano precisa ser confirmado pelos outros, para se perceber como um ser humano. (Hycner, 1995, p. 60)

 

 

 

Secreta e timidamente, ele espera por um Sim que lhe permita ser e que só pode chegar até ele vindo de uma pessoa para outra. É de um homem para o outro que é passado o pão celestial de ser o seu próprio ser. (Buber, 1965, p.71)

 

Eis a eterna origem da arte:

Publicado: 17/12/2008 em Sem categoria

 

Uma forma defronta-se com o homem e anseia tornar-se uma obra por meio dele. Ela não é um produto de seu espírito, mas uma aparição que se lhe apresenta exigindo dele um poder eficaz. Trata-se de um ato essencial do homem: se ele a realiza, proferindo de todo o seu ser a palavra~princípio EU~TU à forma que lhe aparece, ai então brota a força eficaz e a obra surge. (Buber, 1974, p.11)

 

O Normal e o Patológico

Publicado: 12/12/2008 em Sem categoria

 

Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente. 

Jiddu Krishnamurti

o amor

Publicado: 11/12/2008 em Sem categoria

 

"Não há objeto de desejo que satisfaça o ser humano"

 

o que pode dar conta de um parcela desta falta

talvez seja a implicação

 

e uma idéia que talvez traduza essa implicação

seja o amor

 

 

o poder faz o homem defrontar-se com a sua fera

com a sua sombra

com os seus desejos mais viscerais

 

tudo isso que tem de ser contido e que precisa ser sublimado

em benefício de um fenômeno maior

e mais grave

 

o Ser Humano

A Comunidade

as transformações na superfície de Gaia

nave que nos transporta universo adentro

com uma missão

 

fazer valer a pena

 

O Perigo e a Tempestade

Publicado: 06/12/2008 em Sem categoria

 

Ninguém é mais cego para o perigo do que aqueles que continuam a confiar em seus próprios olhos.

Ulrich Beck – Citado por Alexander Nassau

Os Sinais da Tempestade

Publicado: 04/12/2008 em Sem categoria

 

Um motoqueiro mata um casal por causa de uma briga de trânsito.

O político esperto rouba milhões da sociedade, elege-se como presidente da casa de leis da sociedade, é preso, e é solto, outro dia vio-o andando tranquilamente num shopping.

Um bêbado atropela 7 pessoas que passavam na faixa de trânsito, para fugir passa duas vezes sobre um rapaz inconsciente no chão.

Outro político é preso ao ser flagrado dirigindo bêbado, e é solto no outro dia.

Um juiz manda matar um promotor. E mesmo que tudo nas investigações indiquem que ele foi o mandante do crime, ele continua impune.

O empresário mata a jornalista, ele continua impune.

O ator mata a atriz, ele continua impune.

O juiz mata o vigilante, ele continua impune.

O matuto vende seu voto, mas o matuto tem fome, tem sede, o matuto não tem idéia de pra que serve um voto, não tem idéia que seu voto elege. Será mesmo que o matuto não pensa, nos minutos singulares em que mata sua fome. Será que o matuto não sabe que precisa educar os seus filhos?

E o juiz, será que o juiz sabe pra que serve a sentença? Será que após anos de academia, anos de magistratura o juiz sabe pra que serve a sentença, será que ele sente a sentença, será que ele nota que a impunidade que ele alimenta provoca a morte de milhões de pessoas. Será que o juiz sabe que ele também ajuda a matar.

E o jornalista que faz uma imprensa medíocre, subordinada aos interesses, distante da imprensa verdadeira cuja intenção é informar. Será que ele sabe porque ele é jornalista? Será que ele sabe pra quem ele trabalha? 

Impressiona alguns não saberem porque chamamos esse país de país da impunidade, será que precisamos tomar memoriol. Ou um pouquinho de vergonha na cara daria conta do recado. 

Um antropólogo contratado para analisar a grande insidência de acidentes de trânsito fala que o problema não é o trânsito, são as pessoas que não tem mais respeito umas pelas outras.

Estes são alguns dos sinais da tempestade que está por vir.

A grande maioria ignora, não é comigo, eu sou individualista, estes sinais não me dizem respeito.

O que eu tenho de fazer é seguir as regras de bolo apresentadas pela sociedade que vou me dar bem na vida.

A tempestade continua aproximando-se.

Os avestruzes colocam suas cabeças nos buracos.

A tempestade invade sua casa.

Rouba sua voz.

E já não é possível mais reagir não é Da Costa / Vladimir?

Quando anunciastes a leniência dos homens, eles não acreditaram.

Um dos maiores poetas de todos os tempos nos disse a uma só voz (plenos pulmões!) que ele era todo coração, e nós não acreditamos. Ave Maiakóvski.

Um escritor octogenário avisou que nunca estivemos tão perto do mito da caverna de Platão como em nossos dias atuais. Ave Saramago! Desculpa se demoramos tantos séculos ensaiando essa nossa irritante segueira. Porque será que os homens tem esse hábito absurdo de acreditar mais nas palavras do que nas ações? Preocupam-se mais com a escrita, cegueira é com s ou c, do que com o significado da palavra em si.

Perdoa-nos mestre, nós nos transformamos em palavras, em símbolos. Perdemos tanto o nosso direito de sentir, que agora queremos estuprar e cortar nossos próprios corpos, para que a dor afirme que estamos vivos.  

Os homens estão voltando a ser brutos, será que algum dia foram polidos.

Uma mulher diz que sua missão é nós avisar que estamos nos transformando em espertos ao contrário. Alguns dos tais espertos dizem que ela está louca. Ave Estamira!

Os homens estão cegos, e suas esposas estão nuas, e seus filhos desprotegidos.

Mas os olhares que estão por trás da tempestade são atrozes.

Os homens querem o que lhes foi tirado. O direito de existirem na face da terra, de serem filhos de Gaia.

Continuamos falando uns com os outros: – isso não é comigo. – eu não tenho nada haver com isso!

Não é minha esta responsabilidade.

A tempestade é furiosa, os raios estão caindo sobre os homens. Os cyclones extra-tropicais estão se formando. O vírus se alastra pelo planeta em rodopios pandêmicos e transmutações, vai comendo esses sapiens que não evoluem.

As chuvas estão devorando a terra, que outrora fora devorada pelos homens.

Enquanto isso, o grande colisor de ádrons descobriu a milésima particula.

Os buracos negros super-massivos nos centros das galáxia continua mandando sinais de fumaça. E os sufis continuam rodopiando em afirmação.

Ignorância é uma força.

Precisamos mudar o rumo da nossa história.

UNIDOS SOMOS MUITOS MAIS QUE SOMA DAS PARTES.

Amém.

 

A difícil arte de não ser um filho da puta:

em um sociedade de assassinos togados,

oportunistas estúpidos e cruéis,

individualistas anêmicos e apáticos.

Publicado: 28/11/2008 em Sem categoria

 

 

o ser humano será

o que nós propusermos

conscientemente

o que nós almejarmos

autoconscientemente

o que nós projetarmos

existentemente

para nós mesmos

 

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é verdade que ação dos que estão no poder

e são formatados como assinalados

destrói

corrompe

a seiva bruta dos vivos

e nos roubam as oportunidades

de existir

mas tambem é verdade que o ser humano

em potência

pode mover montanhas

e milhares de vezes

já as moveu

 

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as sombras nas paredes das cavernas

nunca estiveram tão nítidas

muitos já estão notando que elas não existem

aguardam por algum chamado

penso

que talvez não venha

o verdadeiro chamado está dentro de cada um de nós

talvez o aprendiz da existência tenha vindo antes do tempo

ou não

 

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é preciso iluminar esta noite

que dorme

embriagada de êxtase

           sons

imagens

velocidade

tecnologia

dentro de nossos crânios

 

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 "… a verdade nada mais é do que uma mentira que não pode ser contestada num determinado momento."

                                                                                                      Foucault (A História da Sexualidade)

 

E que a tua vulva veludosa, afinal !!

vermelha, acesa e fuzilante como forja em brasa,

santuário sombrio das transfigurações,

câmara mágica das metamorfoses,

crisol original das genitais impurezas,

fonte tenebrosa dos êxtases

dos tristes, espasmódicos suspiros

e do tormento delicioso da vida;

que a tua vulva, afinal,

vibrasse vitoriosamente o ar

com as trompas marciais e triunfantes

da apoteose soberana da carne !!

Cruz e Souza

Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

Augusto dos Anjos

Perda de Valores?

Publicado: 17/11/2008 em Sem categoria

Será que realmente os perdemos?

                             Valores essencialmente humanos?

           Ou constructos de  loucos e sábios?

Indicando alguns caminhos possíveis?

Será que o que nós perdemos, ou ganhamos, não foi uma nova concepção do tempo?

                         Onde não há mais tempo.

Para absorvermos os tais constructros?

   [ E quando acordou o dragão ainda estava lá.]

Será que não é isso que estamos fazendo, ignorando o dragão?
Ignorando as nossas responsabilidades com o outro, este outro que é a  vida?

Será que realmente há diferenças, se a vida é humana e não humana? Será que a vida em si não é maior do que esta divisão de classes?

Será que não estamos simplesmente fugindo desses constructos tão difíceis hoje de serem absorvidos por quem anda a 150 km por hora?

Será que a velocidade não é mais uma desculpa conveniente, numa sociedade de conveniências?

O homem está sendo simplesmente chamado para ser uma das muitas possibilidade do que ele pode vir a se tornar…

                 Dançar nos braços dos seus desejos.

Será que não é isso, uma das possibilidades do que somos, esse gozo a qualquer custo? A qualquer preço? Essa vontade de consubstanciar-se por minutos singulares com a morte. Será que morrer não é isso, fazer gozar o corpo, esticá-lo até o seu limite. Fustigá-lo para que se lance no etéreo até as margens do nirvana?

Será que o circuito dopaminérgico não está ai pra isso mesmo, fazer com que a máquina se mova? Tenha algum sentido. Algum motivo.

Será que a vaidade também não é isso, um motivo pra seguir adiante?

Vaidade que é capaz de ver o corpo subjetivo diverso do corpo real?

Mas a questão nem é essa meus caros.

A questão é….

Será que nós vamos deixar o homem vislumbrar apenas uma única possibilidade do que ele pode vir a ser?

                   …só desejos…

                                  E observá-lo apático reconduzir-nos a barbárie?

    [o mal só prevalece porque os bons não fazem nada]

Ou vamos resgatar esses preciosos constructos, elaborados ao longo de milênios por alguns dos grandes mestres de Gáia, por muitos mestres juntos? Será realmente estranho que todos eles de alguma forma conversem tranquilamente entre si? Será que essa sintonia cósmica já não nos diz um pouco do caminho a seguir.

           …. acorda amor….

Se esses constructos vestem tão bem em nossos corpos, dando-nos a nítida impressão de que nascemos com eles.

                                   … é porque eles são valores preciosos…

                                            …. cuidados e criados com carinho….

E eles não negam essas N possibilidades de caminhos…

   … e dentre eles, essa idéia que leva ao conceito de existência humana, que é uma das mais mais lindas e doces.

                                            … acorda amor….

              
                          …. o pesadelo não é o dragão lá fora….

                         ….  o dragão lá fora é um metáfora….

              …. o pesadelo é o dragão que está aqui dentro….

                            …. acorda amor….

                           … a vida chama pra vida….

                       … muito pouco tempo ainda temos pra amar….

               … amar é a coisa mais urgente, amar é abraçar a cintura do dragão e ir dançar com ele um tango argentino….

                       …. amar é sair com os amigos para a festa da verdade….

                    … amar é olhar para uma criança, e saber que ali, naquele tiquinho de gente, tem mais candura do que em nossos sorrisos mais sinceros….

Porque não admitir que o amor é uma das forças mais colossais, ante a titânica força da ignorância? Ambas são urgentes. Não há melhor nem pior. É preciso que elas aconteçam e equilibrem-se sobre a corda estendida por sobre o abismo da existência.

Porque não construirmos fileiras, mãos dadas, porque não dar-nos os braços, porque não assumirmos que existem caminhos mais comprometidos com a vida?

Por que não senhores, erguermos nossas cabeças ante a possibilidade de uma existência concreta, arquitetada por mestres, com as características de tudo o que foi pensados ao longo de milênios e traduzido como de natureza humana?

                        
          &nbsp
;           AVE!!          SER HUMANO

                                   AVE!!!           IDÉIA MAGNÍFICA

           DANCEMOS DE MÃOS DADAS NA SUPERFÍCIE DA MÃE TERRA

                      EM BUSCA DESTE BEM TÃO PRECIOSO

CONSTRUCTO HUMANO.

         HUMANO

                         EXISTENTE

                                    SER QUE É SER

          SER AI

                     Conhece a ti mesmo?

Organismos que iluminam

As fendas abissais dos oceanos

Planctídeos que compõe

A sopa atlântica da vida

Melodia pacífica das correntes

Segue índica ao ártico-antártico

Fosforescências noturnas

Luzes ígneas

Titânicas

Que acendem-se em Gaia

Nas noites sem estrelas

E nas luas cheias

Fazem-na brilhar inda mais

Do meu observatório mental

Obedecendo minhas filogenéticas ritmações

Seguindo minhas biopsicossocias pulsações

Sinto-me interconectado

Auto-organizado

Subjazo-me holisticamente fincado

Nas malhas fantásticas

Deste organismo azul

Viajando a uma velocidade constante

Dentro das escuridões celestes

Em busca de um significáre

Iluminado pelo sol

Pelas estrelas

Pela lua

E pela vida

Que pulsa

Neste belíssimo microponto azul

Que gira ininterruptamente em órbita circular

Obedecendo as leis cósmicas do universo

illumináre

A HISTÓRIA DO FUTURO

Publicado: 16/11/2008 em Sem categoria

                                            OU O FUTURO DA HISTÓRIA

 

 

                                                           e quando olhou para trás

 

tentando reelaborar o porquê daquela velocidade inútil

 

     com pre en deu

 

                                                          o conhecimento

 

                       havia ultrapassado

 

 

a sabedoria

 

 

era imprescindível agora

 

                                          despir-se do medo

O MENOR CONTO DO MUNDO

Publicado: 16/11/2008 em Sem categoria

"Quando acordou, o dinossauro ainda ainda estava lá."

Augusto Monterroso

Tradução:

" E quando acordou, o dragão ainda ainda estava lá."

Dinheiro não se come

Publicado: 16/11/2008 em Sem categoria

 

quando a última árvore for cortada

quando o último rio for poluído

quando o último peixe for pescado

aí sim é que eles verão que

dinheiro não se come

 

Chefe Sioux