“Quem sou eu e qual o meu papel no mundo?”

 

“… a consciência é um senso de responsabilidade e generosidade baseado em vínculos emocionais, de extrema nobreza, com outras criaturas (animais, seres humanos) ou até mesmo com a humanidade e o universo…” p.29

 

” SER consciênte não é um estado momentâneo em nosso existência…”

 

“A consciência é um atributo que transita entre a razão (a cabeça) e a sensibilidade (o coração).”

 

“A consciência genuína nos impulsiona a ir ao encontro do outro, colocando-nos em seu lugar e entendendo a sua dor.”

 

“SER consciente refere-se à nossa maneira de existir no mundo.”

 

“… qualquer história sobre consciência é relativa a conectividade que existe entre todas as coisas do universo

 

“Ser dotado de consciência é ser capaz de amar!” p.28

 

 

Trechos do livro “Mentes Perigosas – o psicopata mora ao lado”, da escritora Ana Beatriz Barbosa Silva

Homens mortos não choram!!

Publicado: 08/01/2011 em Uncategorized

“Acredito que um homem que consegue chorar vive por mais tempo. Chorar protege o coração. É a única maneira de aliviar a dor de um coração partido, da perda de um amor. A vida é um processo fluido que se torna completamente congelado na morte e parcialmente congelado em estado de rigidez, que são estados de tensão. Chorar é um degelo. Os soluços convulsivos do choro são como a dispersão do gelo no degelo da primavera. As lágrimas são o fluxo decorrente.” LOWEN, 1997, p. 59

==============================================================================

Quem são esses homens que ensinam a não chorar? Será que foram ensinados a não chorar?

Quem são esses homens que ensinam a não sentir? Será que foram ensinados a não sentir?

Quem são esses homens que ensinam a não pensar? Será que foram ensinados a não pensar?

Quem são esses homens que ensinam a não existir? Será que foram ensinados a não existir?

Quem são esses homens que ensinam a não amar? Será que foram ensinados a não amar?

De pai para filho, quem foi que aceitou primeiro essa triste reverberação, o pai ou o filho?

Será que porque aceitam não chorar, não sentir, não pensar, não existir, precisam condenar os seus filhos e os seus semelhantes a mesma sentença?

Porque será que é tão difícil compreender que dentro de cada um de nós existe uma singular resposta para o fantástico milagre da vida? Essa idéia simples, é tão difícil de digerir assim? Será por medo do dragão sonâmbulo que existe dentro de cada um de nós? Medo de soltarmos as rédeas das nossas insubornáveis feras? Medo de desacorrentarmos o nosso Titã? Medo de não conseguirmos suportar a consubstanciação com a vida? Medo de segurarmos as mãos dos nossos filhos quando eles estiverem prestes a dar os primeiros passos para a vida, e diante do desafio de mantermos o nosso equilíbrio na hora de caminharmos juntos!

“É de um homem para o outro que se passa o pão celestial de ser o si mesmo”. É preciso, é urgente, é necessário, que não neguemos a mensagem de amor que existe no milagre da vida e que nasceu incrustado dentro de cada um de nós, feito o grão dentro da ostra, que vai sendo recoberto, camada por camada, na construção da pérola, jóia rara. Grãos que nos acompanham desde a grande explosão (big-bang), “nós somos poeira de estrelas”.  Ainda não descobriram em nenhum laboratório um ensinamento que supere essa Lei Máxima do Universo que se chama Amor, e que todos os grandes Mestres, a sua maneira, tentaram nos mostrar: o Caminho,  o Tao, a Paz, o Significado, o Amor, o Norte, a Seiva da Vida, a Verdade, o Cristo, a Consciência Cósmica, a Liberdade Existencial, a Consciência Reflexiva. E que os inapaixonantes tentam desmesuradamente negar, quando nos dão o seu desamor, quando nos transmitem os seus tristes rudimentos de ensinamentos, os seus fragmentos de entendimento, e a sua tosca visão do que é “O Homem, o Tempo e o seu Motivo”. E nos ofertam esse mundinho primitivo, básico, fragmentado, estético, insustentável, primário, insípido, pobre, inapaixonante, inglório, banal, lugar comum, material, como se fosse a mais fantástica das ofertas possíveis aos únicos animais que atingiram o pensamento e a consciência reflexiva, e que foram capazes de elaborar constructos maravilhosos, dentre os quais, o constructo ao qual denominamos Ser Humano.

250 mil anos desde os primeiros símbolos, 150 mil anos desde os primeiros rudimentos de linguagem, 50 mil anos desde as pinturas rupestres, para em pleno século XXI continuarmos dando tanta credibilidade as ilusões e aos ilusionistas da má fé, aos “espertos ao contrário”? Tanta criatividade elaborada pela natureza há bilhões de anos, para chegarmos em pleno século XXI e deixarmos nossa nave ser comandada por bandidos oportunistas? Como se não bastasse a impossibilidade do milagre da vida, e dentro dela o milagre da existência humana, seremos então capazes de negarmos a vida, para sermos conduzidos pela pela ignorância, e pela reles… vaidade? Permitiremos esse absurdo, por simples covardia!?!

Pobres homens, pobres miseráveis,  será que por serem incapazes de compreenderem a singularidade da vida, o significado da existência, a singeleza do amor, tem o direito de condenar toda a humanidade aos mesmos infortúnicos aprendidos e ensinados?

Mais eu vos digo (fustigo), é por uma escolha que não choram! É por uma escolha que não entendem! É por uma escolha que não sentem! É por uma escolha que não pensam! A potência que existe dentro de cada um de nós, é ávida, é faminta, é titânica, atravessa a morte, mas ela não faz escolhas, nós fazemos. “Todo mundo tem direito a vida, e todo mundo tem direito igual!”. “Todo homem está condenado a ser livre!”.

Todos nós temos a oportunidade de fazer as nossas escolhas. Mesmo aquele mais desafortunado, que nasce no berço mais miserável, mesmo esse, tem a sua hora e a sua vez. E quando não escolhemos, essa é a nossa resposta, não fazer a escolha. Não assumir o compromisso com a vida, não decidir sobre o próprio rumo, não tomar as rédeas do próprio caminho, das próprias ações. Aceitando passivamente o cálice do vinho da negação da liberdade das escolhas, desembocam nos descaminhos da covardia, da apatia, da leniência, da usurpação.

“As folhas verdes são verdes, a flores vermelhas são vermelhas, não precisam ver as coisas a não ser como elas foram, são, e sempre serão”.

Ninguém, nunca, está condenado ao desamor! Nós somos todos filhos do Universo. Em cada célula do nosso corpo existe uma mensagem de união, uma mensagem de recomeço, uma mensagem de fraternidade, uma mensagem de organização, uma mensagem de construção, uma mensagem de liberdade, uma mensagem de equilíbrio, uma mensagem de igualdade.

Quando e como conseguiremos sair de nossas cavernas, quando entenderemos que as sombras não são as coisas? Quando nos despiremos de nossos medos para enfrentarmos com coragem os nossos desafios. Quando nos responsabilizaremos por toda a vida, e pela vida humana, quando assumiremos e nos responsabilizaremos pela nossa espaçonave Terra!

Homens mortos não choram!!

.

Grande Mestre Alex, agora exposto as intempéries, e aos olhos negros, mansos e azuis…

Se estás exposto ao sol e ao tempo, é porque também não tarda por perder-se na selva das páginas da internet…

Poeta que nos brindou com a fantástica Sinfonia Vermelha, suas orações e tantos outros versos transbordantes…

.

Salve os inapaixonantes !!

Salve as almas nuas !!

Salve as ruas e os outdoors !!!

Salve O Tempo da Curva ??

Que venha o Per / Verso

Ave!!  Alexander Nassau

“Os pensamentos mais próximos da superfície são borboletas. Por baixo há uma corrente mais profunda. Sinto-me muito afastado dela. As correntes mais profundas são como grandes cardumes que se deslocam debaixo d´água. Eu vejo os peixes que surgem na superfície e estou sentado com a minha linha de pesca numa mão, com um anzol na ponta – tentando encontrar algo melhor do que esse anzol na ponta ou, melhor ainda, uma forma de mergulhar nessas correntes. É uma coisa que me mete medo. Vem-me à cabeça a idéia de que quero ser eu próprio um peixe.”

Rogers, 2001, p. 168

o amor do Cristo

Publicado: 16/12/2010 em Uncategorized

é impressionante a energia do amor

pelo amor ao meu filho que ainda não nasceu

que ainda é um desejo

uma idéia distante

eu me movo

eu construo o meu projeto

eu me projeto

me lanço no futuro

eu alcanço um significado que me ultrapassa

imaginem essa energia elevada a máxima potência

e nós teremos uma idéia

uma noção vaga

um grão

do que é o amor do Cristo

imensurável

.
eu tenho receio
.
muuuuuuuuuuito receio
.
de toda
.
e qualquer forma
.
de covardia
.
o homem que se acovarda
.
constroi um mundo de mentiras
.
de faz de conta
.
e colabora para a desconstrução de bilhões de possibilidades
.
de existência
.

traduzindo-se no projeto que tomou para si mesmo

.

este ser

.

torna-se mais um obtáculo para o avanço inevitável

.

da vida

.

conjugar a si mesmo

Publicado: 10/12/2010 em Uncategorized
.
o homem necessita
.
conjugar a si mesmo
.
dar voz e vazão
.
sua ação / sua matéria / seu verbo
.
avançando para sí
.
ele conquista a possibilidade
.
de construção de um novo mundo novo
.

O PARTO e O GRITO

Publicado: 10/12/2010 em Uncategorized

Parto de uma sentença grave
Assim como parto de uma esquina breve
Para encontrar gentes e gentis
Parto do conforto de uma nuvem de calças
Assim como parto do colo acolhedor de minha amada

Parto como quem parte
A sua própria vida em fragmentos de carnes
Vivas

Parto de um ponto seguro
Para encontrar novos portos
Em gloriosas manhãs

Parto de um sim
Assim como parto de um não em uníssono

Com as mesmas ânsias de um cão sem dono
Hei de encontrar vidas gloriosas e amargas

Parto de um início recebido com glória
Assim como parto de uma morte anunciada

Parto ao toque das trombetas e atabaques
Ao som do último silvo da morte
Antes de chegar em Samarra

Parto de estreitas verdades
Para encontrar mentiras sinceras

Parto de um aglomerado urgente de esferas
Para violentar a dor e o amor
Como um genuíno estupra – dor

Parto de um naco de carne
Que encontrei putrefado no chão
E saio em busca de um corpo subjetivo
Mais sólido do que o corpo real!!!

Parto de uma vida
Nascida de outras vidas
Em busca de um nascimento eterno
Aos tropeços em cada esquina

Parto de alguns
Para encher-me de milhões

A. L. M.

 

Segundo Marx, “tudo que é sólido desmacha no ar” nesse sistema capitalista, elaborado pela inteligentzia dos “espertos ao contrário”, como nos avisou a Estamira.

Sistema sustentado pela covardia, dos que herdam ou conseguem recursos materiais as custas de vidas humanas, as custas do adoecimento e da morte dos povos. Sistema sustentado pela covardia de homens meio-sapos e meio-rãs, como nos disse Hermann Hesse, de autômatos e programações que se sentem melhores do que seres-humanos.

A covardia que leva ao fascismo, ao rascismo, ao machismo, ao achismo, a corrupção, a ignorância, a ausência de caráter, de propósito, de sentido, que sacrifica a vida e desrespeita a morte.

A covardia que transforma humanos em potência, em bestas e lacaios de si mesmos.

A covardia que cega, que anula, que sufoca, que esvazia, que desrespeita, e que mata a vida e a criatividade dos que anseiam por uma parcela ínfima, disso que estamos ensaiando e construindo a milênios, que se chama humanidade. Que se chama amor.

 

P.S.: Dois sites interessantes:

http://observareabsorver.blogspot.com

http://www.worldometers.info/pt

há uma rosa no meu peito

Publicado: 02/11/2010 em Sem categoria

 

tenho um apresso incompreensível por essa fatalidade que é a vida

impossível suprimí-la do meu projeto

pesar de sentir-me pequeno ante o desafio de exortá-la

fazer-lhe a necessária e urgente apologia

valorizá-la perante um mundo gigantesco e titânico de mecanismos

fomentadores da permanência das ilusões

da passividade

 

um medo de que esse absurdo que é a vida

e a existência humana dentro da vida

sucumba

permaneça subjugada e alienada

ante a ignorância

titânica

que rege os nossos dias atuais

 

o meu para-sí não cansa

nem me acobarda

preciso sempre

organizar-me ante as premissas

este projeto não me solta

não me larga

não me dá outras alternativas

 

a vida assalta-me a cada novo segundo

e sempre que a nego

ela só ri

me cospe na cara

meu beija

me empurra

me lambe

me goza

 

meu projeto é um enigma urgente

decífra-me

ou devoro-te

 

o mesmo e singular

enígma

que há 5 milanos

animava os contemporâneos do nilo

esse rio-veia de gáia

mistério que 5 mil anos no futuro

traduzirá o átomo

 

e sigo assim

                     ….. cambaleando

segurando os meus pedaços

                                             …. que vão despencando dos ossos

fragmentos decompondo-se dos dedos das pernas das mãos dos braços

querem reunir-se uma vez mais a terra

como se o meu tempo fosse sempre

passagem urgente e inevitável

ephemeridade

 

sigo

aos trancos

mas não vou como a alice

escolhendo qualquer caminho

 

eu sigo uma coordenada

um presságio

um norte

uma idéia milenar

intuitivo desde o princípio

prestes a alcançar o umbral

sempre

prestes

 

vou no rumo de um propósito

constructo humano

demasiado humano

idéia passageira

singular

de que nossas vidas

são missões irrecusáveis

 

carrego em meu peito

uma rosa 

e um cruz pertinaz segue os meus passos

obstinada e furiosa

anseia destronar

minha própria sombra

 

 

 

eu quero estudar as almas
sangrar os corpos
singrar as carnes
fritar a bile
aspirar os cheiros
que evaporam
das almas das ninfas
encapsular lagartos
e aguardar os   v ^ o ^ o ^ s
destas lindas
borboletas
de maio
 
eu quero sugar
os fótons
e cuspir as sementes
nos ventres
mais lindos
que já nasceram
da terra
 
eu quero estes homens
eu quero estas mulheres
nús nos palcos
da vida
festejando a sinfonia
quântica
da existência
 
que germina
que emana
nos subterraneos da terra
eu quero uma festa multicolorida
ao som de batuques tribais
onde
        animais
                    flores
                            crianças
                                        homens
                                                    essencias
  ^         ^        ^                                              grãos
d | a |  n | c | e |  m                                                  mosaicos
       v         v
 
com olhares brilhantes
na garoa de   ! S ! H ! i ! V ! A !
sob o brilho das estrelas
 
leves como plumas
dentes de leão
boiando das  o ~ n ~ d ~ a ~ s        e ~ s ~ p ~ a ~ ç ~ o ~ s
                                          d ~ o ~ s  
 
nascendo
               na gota quanticatlântica da .  
 
                                                      ! T ! E ^ R ! R ! A !

                                                              v v

                                                            v  v  v
                                                          v  v  v  v 
                                                            v  v  v
                                                              v v
                                                               v
                                                               .
                                                               .
 

a superfície das coisas

Publicado: 01/09/2010 em Sem categoria

impressiona-me deveras

a forma como as pessoas ficam

~b~o~i~a~n~d~o~

sobre a superfície das coisas

Infelizmente a ética de nossos dias vaga num nível baixíssimo, mundo vasto mundo… mas não se pode afirmar que em algum momento a ética foi melhor do que é hoje. Somos operários em construção nesse Baixio das Bestas (http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/05/09/295681173.asp – uma viagem pela miséria humana). A vida humana perde o seu valor a cada geração nessa sociedade de “espertos ao contrário”, de individualistas, de materialidade desenfreada, onde a única coisa que tem valor é a imagem, e a única coisa que move é o gozo, a qualquer preço.
Sisteminha medíocre e tenaz esse tal de capitalismo, fruto mais-que-perfeito do Grande Leviatã. E por trás da imagem / estética, nos deparamos com um vazio de propósito e de existência, e com uma fria caricatura do que um dia convencionamos serem características da espécie humana. Estamos mais próximos dos homúnculos do que dos homens, e os seres humanos raras vezes aparecem por aqui, para dar o ar da sua graça, para felicitar Gáia pela sua ininterrupta viagem para dentro da escuridão do universo.
Somos peixes num mar de tubarões. Bois num rio de piranhas. Corpos expostos num lamaçal de sanguessugas. Somos cobaias num laboratório conduzido por feras não-reflexivas.
Mas não acho que devamos baixar nossas cabeças, muito pelo contrário, foi justamente esse abaixar de cabeças e de calças que nos trouxe até aqui. Precisamos resgatar e abrir espaços para que as consciências reflexivas tenham mais desejos por este mundo do que estes parasitas não-reflexivos que o infestaram, do que estas ansias sem dono, cães-sem-dono, do que estas mulas sem cabeça.
Continuo afirmando que as coisas mais importantes nesse mundo não se compram com dinheiro. O amor de um filho, de um pai, a coragem, o cuidado de uma mãe, a dignidade, o caráter, o respeito de uma mulher, a confiança de um grupo, são constructos humanos que o dinheiro não pode comprar, que todos nós queremos, mas já nem sabemos como conquistá-los, pois somos ensinados dia e noite que tudo nesse mundo se compra com dinheiro. E nada importa mais do que o vil metal, do que gozo dos corpos, nada mais importa do que as programações, do que a passividade e o gozo a qualquer preço.
A grande mentira de que a imagem é tudo disseminou-se como erva daninha nesse mundo raso, a Caverna de Platão enfim alcançou o seu tempo. Constroem-se barrigas, corpos, sorrisos, impérios, vaginas, honoráveis bandidos, joelhos, rostos, culatras, políticos corruptos, celebridades, nas fábricas pútridas e fúnebres do capital.
Mas não devemos radicalizar, é preciso que reaprendamos a ler as entrelinhas do que está acontecendo em nosso mundo. Carregados a 300 kilometros por hora, o homem parou de pensar, já não consegue mais digerir o alimento da informação, e deixou sua vida para ser pensada pelos marketeiros de plantão, legisladores de plantão, políticos de plantão, juízes de plantão, pelas putas de plantão, pelos covardes de plantão. Deixou sua vida para ser pensada pelos personagens de tv´s, oráculos da modernidade, e pelos digníssimos apresentadores de plantão. O homúnculo deixou sua vida… deixou… transformou-se em matéria inerte, sem amor, sem desejos, sem esperança, sem coragem, sem sentido, sem rumo, sem siginficado, sem propósito.
O constructo que mais me repugna no constructo humano é a covardia, fruto do medo irracional, primitivo, é montado em cima desta covardia que os corruptores “sobem em suas montanhas para tentar enganar todo o mundo”. Ave Jodorowsky, in Holy Mountain!!
A.L.M.

a força da vida é o amor

Publicado: 07/08/2010 em Sem categoria

 

 

Um homem completo possui a força do pensamento, a força da vontade e a força do coração. A força do pensamento é a luz do conhecimento; a força da vontade é a energia do caráter; a força do coração é o amor.

 

Ludwig Feuerbach

 

nossos cérebros precisam ser retreinados para a digestão do conhecimento

um século de des-signifacação precisa ser retomado

a ciência está ai fazendo um des-serviço a humanidade

serve ao lassez faire

que está por ai mostrando a que veio

uma grande mentira

não existe o ser humano sem caráter, sem respeito, sem coragem, sem amor, sem dignidade, sem criatividade

sem isso o homem não passa de uma besta, um objeto alimentado e ali-matado pelo grande leviatã

a ausência de propósito desse sistema corrompeu o conhecimento

corrompeu o método

as pessoas, as família, as comunidades, não constroem mais um propósito comunal

sem um propósito cujo amor seja o cerne, reina os sem-sentido, e o homem não passa do animal mais feroz e traiçoeiro que já pousou sobre a terra, incapaz de ser adestrado

bestas do após-calypso

a função do grande leviatã e retirar o nosso sentido

e alimentar os objetos com o gozo

dopamina, cocaina, adrenalina, putaria

estimulando o sistema dopaminérgico dos meio-homens-meio-ratos-meio-homem-meio-assassinos

esse é o propósito desse homem-rato-homem-pulha-homem-sem-gravidade-boçal

gozar…. a qualquer preço…. sem saber praonde nem porque…

sem preocupações, sem sentido, sem nada, oco de pau olhando sabe-se-lá para onde

um gozo sem sentido, sem pé, nem cabeça, mula-sem-cabeça

um gozo de fezes apodrecidas e neurônicos amolecidos

os sinais da tempestade estão ai enquanto os aveztruzes escondem suas cabeças nos buracos

como se fossem germinar a terra com a ignorância dos seus olhos

como se a tempestade fosse parar ou passar sem devastar

como se o trem a 500 kilometros por hora da história fosse parar ante a imbecilidade humana

as bestas estão saindo dos seus buracos, dos seus ocos, dos seus covis, da sua biodigestão

os vampiros-ratos-avestruzes estão saindo dos seus submundos obscuros

as b6st6s começam a mostrar suas caras e barrigas recortadas por bisturis de gelo

e suas tocas fétidas estão exalando seu cheiro por toda a humanidade

querem foder com todo o universo

será por isso é que ambicionam descobrir a chave do big-bang??

putz!!!

já não adianta mais ter medo

o super-homem precisa acontecer antes que estes lacaios de satã fodam nossos filhos, estuprem nossas mulheres

mutilem nossos corpos

mijem e caquem em nossos jardins antes mesmo de roubarem a nossa voz

o medo já não é mais solução

a ignorância já não é mais uma saída

o constructo humano precisa ser redescoberto

reinventado

antes que os não-reflexivos venham cobrar o preço inevitável da nossa inércia

nossas mentes precisam dar o próximo passo para a evolução

tomar as rédeas desse sistema conduzido por homúnculos e fazer com que toda a construção humana brinde a vida

precisamos dizer não a essa meia dúzia de escrotos que governam esse teatro de marionetes

marias-vão-com-as-outras

as bestas precisam ser reconduzidas aos seus berços, resgatadas para um sentido

um propósito humano

os objetos precisam resgatar a sua dignidade

antes que a barbárie aconteça, aliás, a barbárie já está ai

arrancando nossas cabeças

esfolando nossa carne

cortando nossos ossos

e jogando nossos restos no porão

o sangue da vida precisar ser rebombeado para dentro desses corações de plástico

os animais precisam esconder as suas fezes

precisam ser reconduzidos para um sentido

antes que o trem-bala conduzido por satã

aniquile a bela e ephemera história humana

A.L.M.

orelhas se entre-olham

Publicado: 19/06/2010 em Sem categoria

 

 

 
orelhas se entre-olham

                                            [olhos vesgos roçam a beirada do abismo]
 
{o [s§e§r] que é ser}
 
                                            [desvio no olhar ante as premissas]
 
procurando um abrigo
                                            [audição nua absorvida pelo medo de assaltar a idéia]
 
de neur{ô}nios entre
                                            [calafrios que encontram causas primeiras]
 
ôh {s§e§r} q é ser
 
                                            [razão última da grande explosão]
 
e a pluma
 
                                            [razão primeira de preparar-se para o salto]

vislumbrando o enigma

bastão de nêutrons

Publicado: 03/06/2010 em Sem categoria

 

  

consumir-se feito uma nebulosa

consubstanciar-se com a vida

                                            : : :

                                          :  :  :

           caindo em  ! g : ! o ! t ! a ! s !

 

   na foz imorredoura do rio

um bastão de nêutrons em combustão perpétua

vibrando suas cordas

sofrendo a fisão efêmera

até o jazigo da inexistência

                  nada

                paz

           cova  úmida

                      \./

                nicho

          gestação cíclica

eterno retorno

fornalha-fênix-vida

 

morrer a cada    -M-[s]-I-[e]-N-[g]-U-[u]-T-[n]-O-[d]-o-

para alim(e[a]n)tar a vida 

viver a cada milisegundo para

    abraçar & beijar & beber & fumar & foder &

    torcer & digerir & sugar & acreditar

 a morte

               ecce homo

                                 fatto

 

 

 

 
quando meu pai me disse certa vez
 
  
                          com firmeza na voz e no olhar
 
 
                 — Você tem toda a liberdade para me questionar!!
 
 
            Ele
 
 
 
                  o grande legislador dos meus limites
 
                    Zeus do meu monte olimpo
 
                    humano demasiado humano
 
 
                           talvez ignorasse
 
 
que o que eu escutava era:
 
 
 
         — o universo pode e deve ser questionado pela existência.

criar é a nossa habilidade

Publicado: 02/04/2010 em Sem categoria

 

quem me garante

que não somos nós

que criamos as nossas próprias mentiras

aliás

quem me garante

que não somos nós

que inventamos

as nossas próprias

VERDADES

há milênios

desde a primeira

PALARVRA

e mais

quem me garante que inventar

CRIAR

não é a nossa maior

habilidade…

 

 

As vezes as pessoas se esforçam para dizer de forma complicada, idéias simples.
 
Segundo Galeano, A linguagem hermética nem sempre é o preço inevitável da profundidade. Em alguns casos pode estar simplesmente escondendo uma incapacidade de comunicação, elevando-a à categoria de virtude intelectual. Suspeito que o fastio serve, dessa forma, para bendizer a ordem estabelecida: confirma que o conhecimento é um privilégio das elites.
 
Dentre as inúmeras opções disponíveis para o constructo humano, três caminhos são elementares, são os que levam o ser-humano a optar ou pelo  individualismo, ou pelo privilégio de uma minoria, ou por toda a comunidade humana (humanidade), quiçá por cada ser vivo. Ao decidir-se por um desses caminhos o sujeito está definindo o seu futuro, a sua ética, a sua ação e participação no mundo.
 
Num sistema onde predomina a acumulação de capital, o individualismo e a manutenção dos privilégios de uma minoria são as opções mais escolhidas. Talvez por isso esse sistema receba a alcunha de Grande Leviatã, pois ao decidir-se por esses caminhos, é como se o sujeito vende-se a alma ao diabo/sistema.
 
Ao pensarmos as grandes mazelas de nossa sociedade, e do mundo, não fica difícil reconhecermos que na grande maioria delas a raiz é nutrida em função dessas escolhas. Quando o sujeito escolhe somente a si mesmo, ou a uma minoria, essa escolha acaba por reverberar pelo mundo inteiro.
 
As consciencias dos sujeitos, que lhes permitem fazer suas escolhas, segundo Sartre, trabalham de duas formas. Consciências não-reflexivas, e consciências reflexivas, e segundo ele, a grande maioria dos seres humanos, infelizmente, vive sob a égide de consciências não-reflexivas. Não refletindo sobre suas ações, os seres humanos de consciencias não-reflexivas acabam não compreendendo os efeitos que eles provocam no mundo.
 
Talvez por isso as pessoas ignorem tanto as raízes das mazelas humanas, afinal de contas, suas consciências não trabalham para que a compreendam. Aceitam de bom grado qualquer coisa que lhe dão, se isso compensar o circuito dopaminérgico, o mecanismo cerebral que permite que as pessoas tenham motivações para alimentar-se, reproduzir-se, saciar a sede, etc. pois esse circuito compensa o organismo dos animais com sensações prazerosas.
 
Felizmente, consciências não-reflexivas, possuem características muito diferentes de raízes tortas, pois ao contrário da raiz, há uma qualidade no cérebro humano chamada neuro-plásticidade, funcionalidade esta que permite ao conhecimento encontrar novos caminhos, através da reconecção de neurônios, ininterruptamente.
 
É baseado nessa plásticidade que a psicologia trabalha, pois ela não faz juízo de valor, e entende, que diferente de uma árvore torta, cada ser humano possui dentro de si uma chave para libertar a si mesmo. Cada ser humano possui mecanismos internos que lhe capacitam a enfrentar seus próprios demônios.
 
A psicologia existencial se propõe a ser um conhecimento, e uma ferramenta, capaz de fazer a borboleta que existe dentro de cada um de nós ganhar asas, como diria Rubem Alves, ou deixar o nosso pássaro azul voar, ave Bucowski.
 
Gaia necessita urgentemente que seus organismos "mais evoluidos", busquem cada vez mais a consciência reflexiva, para que continuemos louvando o milagre da vida e da existência humana, em nossa trajetória ao redor de Aton (disco solar = sol), vagando e buscando sempre mais e mais ampliar nossos universos, para dentro da escuridão do cosmos, em busca de nós mesmos.
 
 
Saudações,
 
 
Andrey Mozzer