Eleições limpas já!!!
- https://eleicoeslimpas.org.br/entenda. Eleições Limpas já!!
Participe!!!!
Nós temos que brigar pelo nosso país!!
Vencer as oligarquias que dominam em suas capitanias há 500 anos.
Eleições limpas já!!!
Participe!!!!
Nós temos que brigar pelo nosso país!!
Vencer as oligarquias que dominam em suas capitanias há 500 anos.
Eu!!
vou contar pra vocês
como é que se faz um desassalto
primeiro
agente se levanta
depois
ergue e abre os braços
e de olhos bem fechados
grita sem MEDOS!!!
e-U T-e-E-E-E- a-a-A-A-A-M-O-O-O-O-O!!!!
bem alto!!!
e-U T-e-E-E-E- a-a-A-A-A-M-O-O-O-O-O!!!!

“Quem elegeu a busca, não pode recusar a travessia…” Guimarães Rosa
Ao demasiado humano Luís Carlos Prestes.
A massa bucha contra os canhões do Estado
Denunciando a opressão e a vilania
mesmo quando não consegue disserní-la
embora tenha aos seus pés… cadáveres
amigos e irmãos que morreram pra existência
O apêndice da humanidade… burguesia
Homo-Vampyr-Sapiens
gritam em favor das oligarquias que comandam o Estado
planejam lançar o vírus ébola para dizimar as massas
contra o povo… querem dar voz e espaço vital aos algozes
reproduzindo-se qual lesmas daninhas
louvam os fascinoras e miseráveis
que anseiam tornar-se
obedecendo as programações aprendidas no berço
ignoram que fomentam a catástrofe
e cantam o pavor as iniquidades do sistema
e quando algum fascista resolve comandá-los
ou alguns fascistas… clube de Bilderberg
a princípio o louvam
mas quanto o leviatã ganha força
fogem para a sombra da bota qual ímã
dizendo-se inocentes…
e levam consigo o povo…
com seus discursos de pulhas
mas o povo aprende com as aniquilações que sofrem a milênios
as massas estão conectando-se em todo o mundo
ganhando as ruas e as praças
conquistando um conhecimento sobre esse sistema perverso e material
Prestes!!!
Prestes!!!!
Ao momento exato da Vendetta!!!
“O homem – diz Jean Paul Sartre – nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo”.
É José, a ignorância é uma força titânica.
No facebook, salvo algumas declarações honestas, o que se vê é uma reprodução do que sai na Veja e na Globo, ou em qualquer desses jornais que pertencem há algumas famílias abastadas. Infelizmente as pessoas não estão parando para pensar, e por não fazê-lo, acabam tornando-se meros reprodutores das idéias plantadas por fascistas e gigolôs da pátria. E pelos que não querem construir um país, e adoram dizer que vão pros EUA, como se lá houvesse menos corrupção que aqui. A estratégia é manter os governos enfraquecidos, os governantes de mãos atadas, para continuarem a sua usurpação. Pelo amor de Deus vão ler As Veias Abertas da América Latina, do Galeano, antes de reproduzirem tanta hipocrisia e estultície.
Esse é o papel das elites, enganar o povo, e o papel do povo é lutar surdo diante de tanta vilania e mediocridade. O papel da burguesia é continuar a falar as suas bestagens, enquanto anseiam tornar-se elite. Maldizer os governantes e a política para que ninguém, além da burguesia, possa acessar os governos e a política. E quando acessam tornam os catilinas da pátria, os vendilhões da pátria, os publicitários do Brasil que não presta.
400 bilhões em desvios da corrupção e poucos se indignam. 10 bilhões em São Paulo e o único problema é Passadina, e a maior empresa do país. A corrupção no país é obra de um único partido e os problemas são criados pela Presidenta. Sejamos menos ridículos. Menos ignorantes. Vamos estudar um pouco… antes de repassarmos e reproduzirmos tanto excremento.
30 bilhões para alimentar quem passa fome, e isso é um absurdo. O absurdo aqui companheiros, é esses 30 bilhões não estarem junto com os 400 bilhões.
Isso é Brasil! Temos que nos educar muito. Ler dez mil vezes o Analfabeto Político do Bretch não será suficiente para mover um pré-conceito de um ignorante. Já não há mais desculpas para tanta estupidez, a internet não é só face. Existem informações importantíssimas, sites dos governos, sites das empresas, bem melhores que essa engodo de miseráveis feita nas mídias sociais.
Vamos ler um pouco a história desse país, existem também sites de história que ousam dizer a história não oficial.
Vamos exercer nossa cidadania SIM, porque ninguém fala em reforma política? Porque a Globo não fala em REFORMA POLÍTICA??, porque a VEJA não fala em REFORMA POLÍTICA?? Porque os políticos não falam em reforma política??Porque os jornais não falam em reforma política? E se você não sabe o que é reforma política parceiro, pergunte ao google.
” A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade.” Freud
Pra saber se uma pessoa está só a ladrar, ou de fato quer assumir qualquer compromisso, é só convidá-la a participar da sua comunidade, e aguardar a resposta…
“Quem é o teu inimigo, o que tem fome e te rouba um pedaço de pão chamá-lo teu inimigo? Mas não saltas ao pescoço do teu ladrão que nunca teve fome.” Brecht
“Existe uma ecologia das idéias danosas,
assim como existe uma ecologia das ervas daninhas” Bateson
Eu me canso das pessoas que se cansam
Porque as pessoas que se cansam
Elas acham que não tem fôlego
… para mergulhar na vida
Qual leões acuam suas presas!!!
A vida… é um mar
Água… pura
Aguaraterra
Ouçam leões
A vida cresce
O fôlego é uma invenção de submarinos
Vamos mergulhar
Vamos juntos dar o salto sobre os alicerces…
Eu me canso das pessoas que se cansam
Olho… olho para elas
intrigado
Eu!!
Eu quero dar o salto!!!
Vir-a-ser
Eu não existo!!
Impossibilidade
Estatística
Eu não existo!!
Porque para eu existir
Algo impossível teve que acontecer
Big Bang!!
Eu me canso das pessoas que se cansam?
Não!!
É mentira!!
A vida jamais se cansa
E na hora derradeira mesma… insiste
olha para trás… qual criança
alguns…
lamentam… esperneiam… choram
outros
agradecem
fazem mesura
dão um último sorriso
saboreiam a última lágrima
e no íntimo…
saltando de dentro da escuridão de seus pensamentos
alguns flashes da vida
… e sussurram…
VALEU DEMAIS!!!
https://www.youtube.com/watch?v=KphWsnhZ4Ag
“We cannot solve problems by using the same king os thinking we used when we created them.” Albert Einstein
“Nós não podemos resolver os problemas com a mesma lógica de pensamento que nós usamos quando os criamos.”
Nos somos uma das milhares de maneiras que o Cosmos encontrou para conhecer a si mesmo.
“Até quando, Catilina, abusarás
da nossa paciência?
Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?
A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?
Nem a guarda do Palatino,
nem a ronda noturna da cidade,
nem o temor do povo,
nem a afluência de todos os homens de bem,
nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado,
nem a expressão do voto destas pessoas, nada disto conseguiu perturbar-te?
Não te dás conta que os teus planos foram descobertos?
Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem?
Quem, dentre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, onde estiveste, com quem te encontraste, que decisão tomaste?
Oh tempos, oh costumes!”
Fragmento das Catilinárias do Consul Romano Marcus Tullius Cicero
Confrontei-me hoje com a pena e a palavra
Esta reunião quinzenal antes de já começar me acabrunhava
Pois eu sabia das provocações que adviriam
Uma delas e que nestes últimos tempos sinto-me um despossuído
Um danado
Com se a fonte que jorrou da minha artéria cerebral durante as últimas décadas estivesse entupida
E não é porque vou fazer quarenta
Não é porque o mundo está pálido
Ou porque descobri que Mefistófeles é o oitavo passageiro e está parindo bestas da sua visgosa e gigantesca pança
Não é porque faço perguntas simples e as pessoas se espantam
Nem por causa dessa impressão de que a maioria está vencida e o restante prostitui-se
Ou porque vou ficar careca
É porque o meu coração bate
É quando reúnem-se pessoas em torno da arte
Tudo!!!!
Tuuuudo !!! Pode amanhecer
Mesmo assim sinto-me um pouco entrevado
Esta coisa que intitulei de maré-baixa
Fases… fases… fezes
Como se a cabeça estivesse entupida de coisas desnecessárias
Que bom termos estes espaços
E eles estarem cheios e vazios
Para que eu possa preenchê-los com os meus sonhos e as minhas dúvidas
Que bom que nem todos foram dormir cedo
Quem bom!!!! Ave! que eu ainda tenho companheiros que se incomodam
Com esse chão movediço
Com estas telas hipnóticas
Com estes olhares alhures
Meu deus!
Oh! Grande Arquiteto
Que trabalho colossal tu nos deste
Construir um propósito em nossas vidas
Significar nossos desejos
Meu deus
Utilizando apenas as palavras
E o músculo que me destes
É a mente que me envolta
E é através dela que queres que eu mova as alavancas
Ou nem que as mova
Mas as revele
Ou nem que a revele
As enxote
E as mande para longe
E as solte aos ventos
Sob os olhares dos incautos
Dos insossos
Dos que nos observam sigilosos
E dos que nos amam
Sobretudo
Dos que nos amam
Não há oh mente universal de tudo
Nada, nem tú!!
Coisa mais brilhante do que um olhar amante.
.
Penso que estamos seguindo um caminho
que nos foi sugerido por Gigantes.
O desafio da existência é o nosso Norte,
o Milagre da Existência o nosso destino.
A Vida o nosso prêmio.
A valorização da Vida,
Nossa missão.
Fragmento da dedicatória do livro presenteado ao amigo Hilquias Scardua, um dos artistas que contribuíram com o livro Desfragmentação.
Prometheus (written 1774, unauthorised publication 1785, authorised publication 1789)
Goethe
| Bedecke deinen Himmel, Zeus, Mit Wolkendunst! Und übe, Knaben gleich, Der Disteln köpft, An Eichen dich und Bergeshöhn! Mußt mir meine Erde Doch lassen stehn, Und meine Hütte, Die du nicht gebaut, Und meinen Herd, Um dessen Glut Du mich beneidest. |
Cover your heaven, Zeus, With misty cloud! And practice your thunder, Like boys who cut heads off thistles, On oaks and mountain heights! Even so you will still have to leave My earth standing for me, And my hut, Which you did not build, And my cooker, Because of whose glow You envy me. |
Encobre, ó Zeus! o céu com suas nuvens. E como o jovem que gosta de colher cardos no campo, em teu poder conserva o robusto carvalho e o alto cume da espaçosa montanha. Mas consente que eu use essa terra que é minha, esse abrigo que eu fiz, e esta forja que quando faço arder, tu, no Olimpo, me invejas. |
| Ich kenne nichts Ärmeres Unter der Sonn als euch Götter. Ihr nähret kümmerlich Von Opfersteuern Und Gebetshauch Eure Majestät Und darbtet, wären Nicht Kinder und Bettler Hoffnungsvolle Toren. |
I know nothing poorer Under the sun than you gods. You feed your majesty wretchedly On sacrifical taxes And wafting prayers And you would starve, if Children and beggars were not Hopeful fools. |
Nada mais pobre eu conheci, ó deuses do que vós próprios. Apenas vos nutris de sacrifícios e de preces, dedicados a vossa majestade. Morreríeis de fome se não fossem as crianças, os loucos, os mendigos que vivem de ilusões. |
| Da ich ein Kind war, Nicht wußte, wo aus, wo ein, Kehrte mein verirrtes Aug Zur Sonne, als wenn drüber wär Ein Ohr zu hören meine Klage, Ein Herz wie meins, Sich des Bedrängten zu erbarmen. |
When I was a child, And didn’t know ‘out’ from ‘in’, My confused eye turned To the sun, as if above it there were An ear to hear my complaint, A heart like mine, To have mercy on those in trouble. |
Quando eu era menino e nada conhecia, ao sol se erguiam meus sentidos olhos como se lá houvessem ouvidos que escutassem meus lamentos, e um coração tivesse igual ao meu capaz de consolar a minha angústia. |
| Wer half mir wider Der Titanen Übermut? Wer rettete vom Tode mich, Von Sklaverei? Hast du’s nicht alles selbst vollendet, Heilig glühend Herz? Und glühtest, jung und gut, Betrogen, Rettungsdank Dem Schlafenden dadroben? |
Who helped me against The pride of the titans? Who rescued me from death, From slavery? Didn’t you achieve all this by yourself, My sacred, glowing heart? And glowed, young and good, Deceived, with thanks for your rescue To that sleeper up there? |
E quem contra insolência da turba dos titãs me auxiliou? Quem me salvou da morte e me impediu a escravidão? Não foste tu meu coração somente ardendo numa chama inextinguível? Jovem e ingênuo eu tudo agradecia àquele que no céu dorme na ociosidade. |
| Ich dich ehren? Wofür? Hast du die Schmerzen gelindert Je des Beladenen? Hast du die Tränen gestillet Je des Geängsteten? Hat nicht mich zum Manne geschmiedet Die allmächtige Zeit Und das ewige Schicksal, Meine Herren und deine? |
I – honour you? What for? Have you ever soothed the pain Of those who are weighed down? Have you ever dried the tears Of those who are distressed? Was it not all-powerful time Which forged me into a man, And eternal fate, My masters and yours? |
Como prestar-te honra? Mas por que? Deste jamais alívio aos oprimidos? Já enxugaste as lágrimas dos que são infelizes? Formei um homem, mas um homem afinal que só se curva perante o Tempo e o Fado que são tão meus senhores como teus. |
| Wähntest du etwa, Ich sollte das Leben hassen, In Wüsten fliehn, Weil nicht alle Knabenmorgen- Blütenträume reiften? |
Did you really believe That I should hate life, And flee into deserts, Because all my boyish morning Blossom dreams did not ripen? |
Pensaste tu talvez que poderia desprezar a vida e ao deserto fugir porque nem todos os meus sonhos floriram? |
| Hier sitz ich, forme Menschen Nach meinem Bilde, Ein Geschlecht, das mir gleich sei, Zu leiden, weinen, Genießen und zu freuen sich, Und dein nicht zu achten, Wie ich. |
Here I sit, and create human beings In my own image, A race that shall be like me, To suffer, cry, Enjoy and please themselves, And to disrespect you Like me. |
Aqui estou. Homens faço segundo a minha imagem, Homens que serão logo iguais a mim. Divertem-se e padecem, gozam e choram mas não se renderão aos poderosos como também eu nunca me rendi! |
http://gutenberg.spiegel.de/buch/3670/118
Há um ditado popular que sentencia: Nem só de pão vive o homem.
https://andreymozzer.wordpress.com/adquira-o-livro-desfragmentacao/
O livro pode ser adquirido no Estante Virtual: http://www.estantevirtual.com.br/almozzer
É preciso que nos empoderemos.
Que nos armemos. Que sejamos o germe da resistência.
Um dos pontos importante para isso é que nós precisamos ler mais.
Estudar mais e pensar mais.
Penso que escrevi e organizei uma obra com potência para provocar espantos.
Saudações Atlânticas!!
Andrey Mozzer
Quando eu me farto
desta coisa miúda
que se chama ignorância humana
e a esperança corre doida e nua dando pulos em rodopios feito uma criança
eu rezo…
lendo e me encantando com a primazia e sofisticação da Saudação a Walt Whitman
Saudação_a_Walt_Whitman_Álvaro_de_Campos-Fernando_Pessoa
um texto cascata de água fria na Fonte
onde a Sede e a sujeira são saciadas… pareadas e cúmplices perfeitas
uma obra imortalizada pelo oxigênio que exala a século
aqui as palavras comprometem os sentidos
os objetos
todo e qualquer tipo de certeza aprisionante
fustiga e emociona de uma maneira fantástica
um diálogo entre duas existências desmaterializadas pelo tempo
mas plenamente sustentáveis pela magnitude
ah!! quem tem sede quer beber uma água limpa e fresca
e diante desta sujeira fosfórica do nosso tempo
que parece até impossível de se limpar destas ondas de rádio que estão em tudo
mas aqui… neste momento de encontro
onde as palavras surpreendem-se ao esbarrar na sua razão de existência primeva
as minhas esperanças se renovam
o Pessoa e o Walt Whitman juntos pra me fazer só rir
dois mestres que se encontram através das palavras
e sobreviveram para nos brindar com seus poemas
nestas horas de descanso e do ócio roubado
o Titã que existe dentro de mim abra os olhos
sente que os batimentos do coração são absurdamente necessários
e o comboio de cordas que alavanca e projeta meu santuarium
sob o roçar ígneo das esferasglóbulos VERMELHOS
o eu quero se anima
e a vida ganha sentido
impávida
imperiosa
reverberando ante a letargia dos olhares e dos ouvidos moucos
nós somos os herdeiros da terra
surpreendidos pelos ratos que infestaram a superfície da matéria
no sistema capitalistahierárquico de poucos
a nossa lança acessa é o Espírito Vivo
Espírito de Tudo
organismos em busca da preservação da sua morada
oh! musa encantada
teus frutos não podem arrefecer
alguns transformaram-se em erva daninha
mas gerastes tantas vidas
que as que vingaram suplantam as que nascem abortadas
7 bilhões querem fazer amor contigo
e aproveitar o milagre que és
somos os teus guerreiros ante a tirania dos fúnebresdedesejos
quando parte o comboio Walt?
quando parte o comboio Pessoa?
embora seja grande a vontade de dançar convosco na garoa de Shiva
é maior o desejo de proteger a nossa casa ante a covardia e a ignorância dos bárbaros
e dos vermes que carcomem o miolo no crânio destas bestas que querem aniquilar a existência
posto que incapazes de sentir o sabor da vida e do amor que existe dentro dela
há muito ainda por fazer nesta terra de Gigantes
O verdadeiro enigma no poema
é o momento em que o poeta sorve e exprime em palavras o milagre da vida
e embora queiramos embalar os homens a vislumbrarem um caminho
o poeta não ensina nada
tenta comungar alguma coisa
ele escreve poemas e vive em combustão
e desorganiza o sistema
porque ninguém aguenta o mármore do vazio
que reza a morte da consciência humana
o milagre da existência
é a liberdade que conquistamos
os homúnculos aceitam a arte
principalmente quando o artista está morto ou no caminho
mas estas bestas odeiam tudo que tenha ou indique o brilho da Grande Luz
pois assim é possível suportá-lo
ou quando sua arte não provoca a reflexão
e o sistema o exorta
e o coopta covardemente e o transforma em mártir das sensações
pois o artista está morto
o cadáver não pode mais contra argumentar
exprimir
o que sentiu.
o sistema é foda
pois não tem escrúpulos ou ética ou o que valha
e os seus lacaios dançam covarde e suavemente sobre os corpos
que pintaram e cantaram a verdadeira arte
e lutaram pelo eterno retorno
da condição humana.
Quando parte o último comboio Pessoa & Walt?
Para que nos encontremos em alguma dimensão desse multiverso.
Cuspidos pela bomba h ou pelo acelerador de partículas ou mesmo pela diva fatalidade.
Andrey Mozzer
“Que época terrível esta, onde idiotas dirigem cegos.” William Shakespeare
“O urbanismo é a tomada do meio ambiente natural e humano pelo capitalismo que, ao desenvolver-se em sua lógica de dominação absoluta, refaz a totalidade do espaço como seu próprio cenário.” Guy Debord, A sociedade do espetáculo
“Que triste é pensar que a Natureza fala e que a espécie humana não a escuta.” Victor Hugo
“De tanto obedecer, adquirimos reflexos de submissão.”
“Nós acreditamos que dominamos as palavras, mas são as palavras que nos dominam.” Alain Rey
“Cavalheiros, a vida é muito curta… Se nós vivemos, vivemos para andar sobre a cabeça dos reis.” William Shakespeare
“Não sei se a vida é maior que a morte
mas o amor é maior que ambas.
Shakespeare
“Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
— Me ajuda a olhar!
Eduardo Galeano in “O livro dos abraços“
Neste nosso mundinho de falácias
onde as palavras saem correndo feito rabiscos e vértices
com seus rabos pontudos entre as pernas
faiscando nas pontas
sorrisos sem sal e sem credo
ouvir assim o soneto do amor total
parece-nos até um sacrilégio…
já antes do sublime a infidelidade
a incapacidade de algo tão simples e fatal
um sorriso perfeito dançando livre dentro dos guetos e gestos
que o amoressênciadouniverso
antes da quimera
do deslize
do boçal
é a grande força engendradora
sempre foi a essência de tudo
do ser
fundamento mais vital
o seu melhor argumento
o seu propósito final
amor
singular
constructo e unificador de pontesrioseoverdrives
abyssus abyssum invocat e parasitas afogados em bile
homo-vampyr-sapiens obstáculos para homens deveras
não… não cante
nas profundezas das tuas entranhas
ainda existem…
os germes e os átomos que te decompõe… enfim
e eles cantam por ti… enquanto te afogas no avesso… enquanto sorris cal
eles se contorcem ante tuas inutilidades
não… não cantes ainda
aguardes a multidão que vai te cercar
a vida que vai te inundar e te prender
o amor que vai te meter medo
o sonho e a esperança que vão te currar
sim! há espaço para todos
vamos preparar o grito que surpreenderá De Gaule
vamos enfiartorcido o parafuso do junho dentro do maio
vamos empalar os vermes
encaixotar os parasitas
colorir o sorriso dos inapaixonantes
encher de sangue… do nosso sangue
VERMELHO
estas veias cânulas de azougue
sim!!
sim!!!
sacrificar as bestas de ouro
avante!!!
avante!!!
quebrar tronos de diamantes
vamos leões!!!
vamos titãs!!!!
aos sons dos batuques tribais
brasileiros!!!
aos milhões
dar gargalhadas e provocar calafrios e curtos circuitos nestes seres abyssais
caminhando pelas ruas
ocupando as nossas praças
vamos lavar as casas do povo
socar detergentes e águas sanitárias nas culatras dos worms
inundar as arquibancadas e as ruas da nossa nação
não vamos apenas aguardar pacientes os cyclones extratropicais provocados pela ganância dos que aderem qual sanguessugas ao sistema
vamos insurgir das entranhas da terra
negros brancos amarelos mulatos zumbis poderosos
insuflados gostosos suculentos saborosos multiversos dançantes
do centro geográfico do nosso país
empunhar e empurrar a terra para cima
amolando nossas lanças acessas no eixo giroscópico dos tratores
vermelhos pintados no ferro de Ogum
vencendo a gravidade que nos empurra puxa ao centro
qual átomos em rodopios nas escuridões dos polimultiversos
submergirmos De Lama Lâmina
apontando nossos dedos em riste nas botas dos boçais que nos querem expulsos de nossa casa num sopro atômico
cujo solado há milênios aperta nossas cabeças tentando em vão impedir-nos de surgirmos paridos no ventre da terra
digamos não aos usurpadores da mãe Gaia
sim!!! ao poema do dia universal das mulheres
somos os filhos de Ossanha
nutridos com a farinhasucomaniva da ninfaíndia Mani cuja corposemente deu fruto a Mandioca
vamos provocar terremotos nos palácios destes pútridos e covardes
assoprar o fedor que evapora destas cabeçasdepregoquenãopensam
sim!!!! sim!!!!
as multidões estão nas ruas
o junho de 2013 tem de ser o dia que nasce da noite e volta-se para o dia em circunvolução perene
o sonho tem de transformar-se em ondas reverberando em nossos corações
para que não descansemos enquanto a vilania persistir nas casas do povo
vamos desafiar os catilinas
dar um ultimato aos bárbarospyros que querem sugar o sangue do nosso povo
e aos vendilhões da pátria que não tem pátria porque as venderam aos bárbaros que não tem nada além de matéria inanimada
vamos dar vazão a nossa sede
a nossa criatividade
vamos esquecer que nas quartas feiras de cinzas o samba termina
vamos carnavalizar os anos vindouros
preparar o ninho da nossa nação para nossos filhos
que merecem a riqueza que pertence ao nosso povo cujos bárbaros usurpam e querem continuar a usurpar
auxiliados pelos pútridascorruptosquenãotemnaçãoporqueavenderam
que não tem povo porque o traíram
traírascorruptoscovardeslacaiosdesatã
vamos fazer da nossa casa uma festa
do nosso país uma nação
do nosso povo uma história de gigantes
um tremor insustentável sobre o continente
um grito de guerra contra a tirania dos covardes
um batuque frenético em consonância com as cordas dos nossos corações
avante companheiros de pátria
sim!!!! em uníssono
juntos!!!!
há esperanças