Ninguém é mais cego para o perigo do que aqueles que continuam a confiar em seus próprios olhos.
Ulrich Beck – Citado por Alexander Nassau
Ninguém é mais cego para o perigo do que aqueles que continuam a confiar em seus próprios olhos.
Ulrich Beck – Citado por Alexander Nassau
Um motoqueiro mata um casal por causa de uma briga de trânsito.
O político esperto rouba milhões da sociedade, elege-se como presidente da casa de leis da sociedade, é preso, e é solto, outro dia vio-o andando tranquilamente num shopping.
Um bêbado atropela 7 pessoas que passavam na faixa de trânsito, para fugir passa duas vezes sobre um rapaz inconsciente no chão.
Outro político é preso ao ser flagrado dirigindo bêbado, e é solto no outro dia.
Um juiz manda matar um promotor. E mesmo que tudo nas investigações indiquem que ele foi o mandante do crime, ele continua impune.
O empresário mata a jornalista, ele continua impune.
O ator mata a atriz, ele continua impune.
O juiz mata o vigilante, ele continua impune.
O matuto vende seu voto, mas o matuto tem fome, tem sede, o matuto não tem idéia de pra que serve um voto, não tem idéia que seu voto elege. Será mesmo que o matuto não pensa, nos minutos singulares em que mata sua fome. Será que o matuto não sabe que precisa educar os seus filhos?
E o juiz, será que o juiz sabe pra que serve a sentença? Será que após anos de academia, anos de magistratura o juiz sabe pra que serve a sentença, será que ele sente a sentença, será que ele nota que a impunidade que ele alimenta provoca a morte de milhões de pessoas. Será que o juiz sabe que ele também ajuda a matar.
E o jornalista que faz uma imprensa medíocre, subordinada aos interesses, distante da imprensa verdadeira cuja intenção é informar. Será que ele sabe porque ele é jornalista? Será que ele sabe pra quem ele trabalha?
Impressiona alguns não saberem porque chamamos esse país de país da impunidade, será que precisamos tomar memoriol. Ou um pouquinho de vergonha na cara daria conta do recado.
Um antropólogo contratado para analisar a grande insidência de acidentes de trânsito fala que o problema não é o trânsito, são as pessoas que não tem mais respeito umas pelas outras.
Estes são alguns dos sinais da tempestade que está por vir.
A grande maioria ignora, não é comigo, eu sou individualista, estes sinais não me dizem respeito.
O que eu tenho de fazer é seguir as regras de bolo apresentadas pela sociedade que vou me dar bem na vida.
A tempestade continua aproximando-se.
Os avestruzes colocam suas cabeças nos buracos.
A tempestade invade sua casa.
Rouba sua voz.
E já não é possível mais reagir não é Da Costa / Vladimir?
Quando anunciastes a leniência dos homens, eles não acreditaram.
Um dos maiores poetas de todos os tempos nos disse a uma só voz (plenos pulmões!) que ele era todo coração, e nós não acreditamos. Ave Maiakóvski.
Um escritor octogenário avisou que nunca estivemos tão perto do mito da caverna de Platão como em nossos dias atuais. Ave Saramago! Desculpa se demoramos tantos séculos ensaiando essa nossa irritante segueira. Porque será que os homens tem esse hábito absurdo de acreditar mais nas palavras do que nas ações? Preocupam-se mais com a escrita, cegueira é com s ou c, do que com o significado da palavra em si.
Perdoa-nos mestre, nós nos transformamos em palavras, em símbolos. Perdemos tanto o nosso direito de sentir, que agora queremos estuprar e cortar nossos próprios corpos, para que a dor afirme que estamos vivos.
Os homens estão voltando a ser brutos, será que algum dia foram polidos.
Uma mulher diz que sua missão é nós avisar que estamos nos transformando em espertos ao contrário. Alguns dos tais espertos dizem que ela está louca. Ave Estamira!
Os homens estão cegos, e suas esposas estão nuas, e seus filhos desprotegidos.
Mas os olhares que estão por trás da tempestade são atrozes.
Os homens querem o que lhes foi tirado. O direito de existirem na face da terra, de serem filhos de Gaia.
Continuamos falando uns com os outros: – isso não é comigo. – eu não tenho nada haver com isso!
Não é minha esta responsabilidade.
A tempestade é furiosa, os raios estão caindo sobre os homens. Os cyclones extra-tropicais estão se formando. O vírus se alastra pelo planeta em rodopios pandêmicos e transmutações, vai comendo esses sapiens que não evoluem.
As chuvas estão devorando a terra, que outrora fora devorada pelos homens.
Enquanto isso, o grande colisor de ádrons descobriu a milésima particula.
Os buracos negros super-massivos nos centros das galáxia continua mandando sinais de fumaça. E os sufis continuam rodopiando em afirmação.
Ignorância é uma força.
Precisamos mudar o rumo da nossa história.
UNIDOS SOMOS MUITOS MAIS QUE SOMA DAS PARTES.
Amém.
A difícil arte de não ser um filho da puta:
em um sociedade de assassinos togados,
oportunistas estúpidos e cruéis,
individualistas anêmicos e apáticos.
o ser humano será
o que nós propusermos
conscientemente
o que nós almejarmos
autoconscientemente
o que nós projetarmos
existentemente
para nós mesmos
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é verdade que ação dos que estão no poder
e são formatados como assinalados
destrói
corrompe
a seiva bruta dos vivos
e nos roubam as oportunidades
de existir
mas tambem é verdade que o ser humano
em potência
pode mover montanhas
e milhares de vezes
já as moveu
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as sombras nas paredes das cavernas
nunca estiveram tão nítidas
muitos já estão notando que elas não existem
aguardam por algum chamado
penso
que talvez não venha
o verdadeiro chamado está dentro de cada um de nós
talvez o aprendiz da existência tenha vindo antes do tempo
ou não
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é preciso iluminar esta noite
que dorme
embriagada de êxtase
sons
imagens
velocidade
tecnologia
dentro de nossos crânios
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"… a verdade nada mais é do que uma mentira que não pode ser contestada num determinado momento."
Foucault (A História da Sexualidade)
E que a tua vulva veludosa, afinal !!
vermelha, acesa e fuzilante como forja em brasa,
santuário sombrio das transfigurações,
câmara mágica das metamorfoses,
crisol original das genitais impurezas,
fonte tenebrosa dos êxtases
dos tristes, espasmódicos suspiros
e do tormento delicioso da vida;
que a tua vulva, afinal,
vibrasse vitoriosamente o ar
com as trompas marciais e triunfantes
da apoteose soberana da carne !!
Cruz e Souza
Psicologia de um vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
Augusto dos Anjos
Será que realmente os perdemos?
Valores essencialmente humanos?
Ou constructos de loucos e sábios?
Indicando alguns caminhos possíveis?
Será que o que nós perdemos, ou ganhamos, não foi uma nova concepção do tempo?
Onde não há mais tempo.
Para absorvermos os tais constructros?
[ E quando acordou o dragão ainda estava lá.]
Será que não é isso que estamos fazendo, ignorando o dragão?
Ignorando as nossas responsabilidades com o outro, este outro que é a vida?
Será que realmente há diferenças, se a vida é humana e não humana? Será que a vida em si não é maior do que esta divisão de classes?
Será que não estamos simplesmente fugindo desses constructos tão difíceis hoje de serem absorvidos por quem anda a 150 km por hora?
Será que a velocidade não é mais uma desculpa conveniente, numa sociedade de conveniências?
O homem está sendo simplesmente chamado para ser uma das muitas possibilidade do que ele pode vir a se tornar…
Dançar nos braços dos seus desejos.
Será que não é isso, uma das possibilidades do que somos, esse gozo a qualquer custo? A qualquer preço? Essa vontade de consubstanciar-se por minutos singulares com a morte. Será que morrer não é isso, fazer gozar o corpo, esticá-lo até o seu limite. Fustigá-lo para que se lance no etéreo até as margens do nirvana?
Será que o circuito dopaminérgico não está ai pra isso mesmo, fazer com que a máquina se mova? Tenha algum sentido. Algum motivo.
Será que a vaidade também não é isso, um motivo pra seguir adiante?
Vaidade que é capaz de ver o corpo subjetivo diverso do corpo real?
Mas a questão nem é essa meus caros.
A questão é….
Será que nós vamos deixar o homem vislumbrar apenas uma única possibilidade do que ele pode vir a ser?
…só desejos…
E observá-lo apático reconduzir-nos a barbárie?
[o mal só prevalece porque os bons não fazem nada]
Ou vamos resgatar esses preciosos constructos, elaborados ao longo de milênios por alguns dos grandes mestres de Gáia, por muitos mestres juntos? Será realmente estranho que todos eles de alguma forma conversem tranquilamente entre si? Será que essa sintonia cósmica já não nos diz um pouco do caminho a seguir.
…. acorda amor….
Se esses constructos vestem tão bem em nossos corpos, dando-nos a nítida impressão de que nascemos com eles.
… é porque eles são valores preciosos…
…. cuidados e criados com carinho….
E eles não negam essas N possibilidades de caminhos…
… e dentre eles, essa idéia que leva ao conceito de existência humana, que é uma das mais mais lindas e doces.
… acorda amor….
…. o pesadelo não é o dragão lá fora….
…. o dragão lá fora é um metáfora….
…. o pesadelo é o dragão que está aqui dentro….
…. acorda amor….
… a vida chama pra vida….
… muito pouco tempo ainda temos pra amar….
… amar é a coisa mais urgente, amar é abraçar a cintura do dragão e ir dançar com ele um tango argentino….
…. amar é sair com os amigos para a festa da verdade….
… amar é olhar para uma criança, e saber que ali, naquele tiquinho de gente, tem mais candura do que em nossos sorrisos mais sinceros….
Porque não admitir que o amor é uma das forças mais colossais, ante a titânica força da ignorância? Ambas são urgentes. Não há melhor nem pior. É preciso que elas aconteçam e equilibrem-se sobre a corda estendida por sobre o abismo da existência.
Porque não construirmos fileiras, mãos dadas, porque não dar-nos os braços, porque não assumirmos que existem caminhos mais comprometidos com a vida?
Por que não senhores, erguermos nossas cabeças ante a possibilidade de uma existência concreta, arquitetada por mestres, com as características de tudo o que foi pensados ao longo de milênios e traduzido como de natureza humana?
 
; AVE!! SER HUMANO
AVE!!! IDÉIA MAGNÍFICA
DANCEMOS DE MÃOS DADAS NA SUPERFÍCIE DA MÃE TERRA
EM BUSCA DESTE BEM TÃO PRECIOSO
CONSTRUCTO HUMANO.
HUMANO
EXISTENTE
SER QUE É SER
SER AI
Conhece a ti mesmo?
Organismos que iluminam
As fendas abissais dos oceanos
Planctídeos que compõe
A sopa atlântica da vida
Melodia pacífica das correntes
Segue índica ao ártico-antártico
Fosforescências noturnas
Luzes ígneas
Titânicas
Que acendem-se em Gaia
Nas noites sem estrelas
E nas luas cheias
Fazem-na brilhar inda mais
Do meu observatório mental
Obedecendo minhas filogenéticas ritmações
Seguindo minhas biopsicossocias pulsações
Sinto-me interconectado
Auto-organizado
Subjazo-me holisticamente fincado
Nas malhas fantásticas
Deste organismo azul
Viajando a uma velocidade constante
Dentro das escuridões celestes
Em busca de um significáre
Iluminado pelo sol
Pelas estrelas
Pela lua
E pela vida
Que pulsa
Neste belíssimo microponto azul
Que gira ininterruptamente em órbita circular
Obedecendo as leis cósmicas do universo
illumináre
OU O FUTURO DA HISTÓRIA
e quando olhou para trás
tentando reelaborar o porquê daquela velocidade inútil
com pre en deu
o conhecimento
havia ultrapassado
a sabedoria
era imprescindível agora
despir-se do medo
"Quando acordou, o dinossauro ainda ainda estava lá."
Augusto Monterroso
Tradução:
" E quando acordou, o dragão ainda ainda estava lá."
quando a última árvore for cortada
quando o último rio for poluído
quando o último peixe for pescado
aí sim é que eles verão que
dinheiro não se come
Chefe Sioux
Por isso esse sistema é tão eficiente
Porque ele convida o sujeito do inconsciente para gozar
Sem limites
Justo esse sujeito que quer tudo
Esse carvão em brasa… este vulcão
Que não tem fundo
Pois é a própria fundação
E o sistema proclama!!!
Inconscientizem-se
Transformem-se em energia pura
E movam as engrenagens da terra
Pois a ignorância é uma das grandes forças
Humanas
Titânica
Ignorando você não se incomoda
Ignorando você não sofre das idéias
Embora sofra no corpo… no real do corpo
Ignorando você não se implica
Ignorando você não se move
Não se libera
Não se liberta
Não se despe
Não se mostra
Não se enxerga
Ignorando você existe nas sombras
Ignorando você fica atrás das máscaras
Ignorando você goza
Mas não se enche
Não se sente
Ignorando
Pouco importa
Se quem está gozando
É você ou uma porta
Ignorando pouco significa
A insignificância
Ignorando você desconhece a si mesmo
"Conhece a ti mesmo"
aonde permanece agonizando
o engano
de que os corpos não se atraem
falos e favos de mel são
atraentes ao espírito e a sombra
a angústia quer morrer
na maciez e quentura da carne
a semente quer germinar na
umidade da terra
um sorriso suave
quer ser a faísca da tempestade
dos desejos humanos
os corpos pedem abrigo
e pedem atrito
cada célula quer explodir
em outra
quer dividir-se
quer repartir-se em bilhões
assim é que o espírito da vida
vai corroendo a carne humana
como se o corpo fosse
uma bomba oxidante
que vai consumindo-se
até a completa consubstanciação
do fim que é a morte
e nesse ínterim entre o
início e o fim
facho de luz
da existência única
capaz de tomar consciência
de si mesmo
ser ai
até a sua consumação
possamos olhas as coisas
sem nos confundirmos com elas
se é que isso realmente é possível
se sim!
viver e sobretudo
implicar-se com a vida
acreditar que os corpos
tem muito mais o que dizer
do que essa docilidade
mais do que meras interpretações
cognitivas
das impressões vivenciadas
e traduzidas
com simples palavras
o homem é a coisa em si
é o alfa e o ômega
capaz de simbolizar
a vida
e as implicações que a vida
demanda
e ao tomarmos pé disso
sejamos o dínamo
que autorizou-se a nunca parar
até a última gota
de substância
e de tesão
e sejamos arautos
de um novo mundo
em que o homem
seja mais do que foi
até aqui
++++++++++
a vida é
simplesmente
última gota
uni-versos
primeira
resta saber
o quanto somos
realmente
absorventes
v
o entendimento é algo que vai sendo construído ao longo de um caminho
num determinado momento nada sabemos
e logo depois descobrimos que sabemos bem menos ainda
e que a vida é um desfraldar ininterrupto de fenômenos
esses fenômenos que o homem tenta aprisionar com simples palavras
símbolos
signos
sinais
que só existem para que o real
aconteça (apareça)!!
nós somos filhos das sombras
arautos de um mundo obscuro de desejos
implorando aos outros…
“mostra-te com és, e sê como te mostras”
existir, viver
e se implicar com a existência e com a vida
se implicar não é alguma coisa que se aprende
a implicação é uma ação sobre o mundo
uma ação auto-consciente
é isso que separa o ser da coisa
é isso que separa o organismo vivo
o organismo vivo e inteligente
da mera programação
é isso que faz o homem ultrapassar a idéia sobre as coisas
e vivenciar a coisa em si
e implicar-se com o todo que existe
com a totalidade
assumindo uma consciência cósmica
1 – De tudo o que eu não vejo, o que mais me assusta são…. as idéias.
Elas ficam abotoadas no peito dos homens, por trás de suas máscaras de pele e sangue, e por trás do crânio existe uma impressionante massa cinzenta que funciona a base de energia eletroquímica.
2 – E me ajoelho em brasas quando… sinto que sou capaz de mover montanhas, e por vezes me torno eu mesmo, um grande carvão em brasa, geralmente é nesta hora que sublimo.
3 – Mas quando amanheci num casarão antigo num dia de abril, … sabia que existia algo de especial para eu estar ali, talvez fosse o grande dia a que o discípulo espera por anos. A iniciação.
4 – Chove sobre o mar e os feios estão…. resmungando as suas deficiências estéticas, porque em verdade ninguém é realmente feio. Feio é aquele que não consegue permitir que chova no oceano da vida.
5 – É que o mar sempre me responde… eu sou a essência da vida, eu sou a água, água que preenche o teu corpo e a tua idéia, eu sou água, molécula que preenche as lacunas do teu corpo, eu sou tu.
6 – Como posso dormir se sei que…? Existe um fio tênue de estranheza que me separa da minha amada, eu sempre soube muito bem… ontem nunca é possível deixar algo pendente quando se ama muito alguém.
7 – E debaixo de meu travesseiro amarelo… fiz questão de guardar o diário onde anoto os meus sonhos e mistérios. Eu deixo ali, naquelas páginas as impressões de alguém muito distante e que desde que eu nasci tenta se comunicar comigo através de metáforas.
8 – Porque… um dia eu parei e disse a mim mesmo, ou eu controlo a minha vida, ou eu morro.
Procurava escrever tudo que lhe vinha à cabeça, para preencher os muitos espaços que ainda estavam vazios, com os seus sonhos. Procurava encher-se e seguir como o rio, que anseia desembocar no amar e pensava um dia ser imenso como o mar.
Foi assim que um dia
Numa onda de mar me lancei
E nadei com todas as minhas forças
Procurando me unir com a profundidade do oceano
Voltei a ser água
E percebi um pouco a essência da vida
E me tornei mais uma gota
No oceano da vida
Água
Me senti um peixe
Nadando no ininterrupto
De minha essência
Aquarius
Água que fura a terra
Que corrói a pedra bruta
Que sucumbe ao sol
Que se transforma em luz
E que evapora
"Nietzsche não faz descender o homem do espírito da divindade, mas coloca-o entre os animais. No conceito de Nietzsche, é o animal mais forte por ser o mais astuto."
"O que o distingue dos outros animais não é o fato de ele ser por si superior a eles, senão o fato de ter uma potencialidade a mais e poder elevar-se acima dos outros animais para cultivar a sua natureza."
"Porém, há dois motivos que impedem que os homens escutem a voz do seu verdadeiro ‘eu’: o medo e a preguiça. Ambos impedem que o homem escute o chamado para alcançar a cultura e, portanto, realizar-se. Os homens temem as pressões sociais e não ousam ser o seu único e verdadeiro ‘eu’.
A tarefa do homem é fazer com que a sua existência não seja mais um simples acidente sem significado, pois o problema fundamental do homem consiste em alcançar a verdadeira existência em vez de deixar a vida se reduzir a um simples acidente. Consiste em reconhecer que nele se encontram reunidos a criatura e o criador; a matéria, o incompleto, o supérfluo, a argila, a lama, o absurdo, o caos, mas também o sopro que cria, que organiza, a dureza do método, a divindade do visionário.
Para conseguir uma existência verdadeira basta seguir a voz da consciência que diz constantemente: Torna-te aquilo que és. Faze sempre o que quiseres; mas sê desde logo daqueles que podem querer!"
As pessoas tem essas "coisas"
Hoje e sempre
Esse olhar sem brilho
Esse riso sem sabor
Esse verbo vazio
Esse querer sem objetivos
Essa ânsia dissimulada
Essa vontade sem potência
Essa falta de caráter
De compromisso
De implicação
Como se tudo fosse oco
Como se o sistema fosse vazio
E esse vazio fosse um buraco
Faminto como um ralo de privada
Uma fossa
E essa fossa tivesse uma fome
Uma fome
Potente
Uma fome potente de ausência
De vazio
De nada
De Não Ser Nada
Oferto-vos o meu canto
Para que quando dele
Prescindires
Sirva-o
Alimenta-o
Ilumina-o
E no futuro
Quando em pós meu canto
Muitos encantos
Advier
E eu vier a sucumbir
A questionar mesmo
O que é meu
O que há dentro
E o que nele há de revelador
Que eu o recupere em vós
Em vossos só risos
Em vossos encantos
Em vossas ânsias
Dentro dos desejos dos vossos desejos
E eu saiba
Qual predestinado
Qual alquimista
Recuperar as pétalas nascidas do vosso crisol
E ao consubstanciar-me com elas
Transcenda
Ressinta
O Tao