a mim também incomoda
esse estado de "coisas"
a mim também incomoda
esse estado de "coisas"
Ave Claudinha!!! Ave Mariazinha!!
"Enlouquecida e desesperada, me pus aos gritos: – Cade a minha felicidade! Onde se foi a minha felicidade? Alguem com cheiro de flor me cutucou as costas. – Sai daqui!! – Gritei sem me virar. Cheirei o ar confusa. Era cheiro de chuva? De crianca? De chocolate? Entre meu desespero e minha curiosidade, me virei. E ela estava ali de maos abertas, sorriso na face, doce nos olhos: a felicidade tinha forma de poesia!" Cláudia Gomes
Fonte: http://poesiaaosgritos.blogspot.com/
estamos tocando a nau
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
AVE MESTRE!!
“Um lado necessita do outro. O lado bom contém a semente do mal, e o lado ruim contém a semente do bem” (JUNG, apud, GRINBERG, 2003, p. 118)
existe essa coisa que nos arrasta para vida
e nos chama para vivê-la de uma forma desbragada
sugar com fome o leite da mãe
absorver cada segundo último
morrer rompendo a barreira do som
…mas com um sabor….
e existe essa coisa que nos arrasta para a morte
e ao vislumbrarmos o por do sol da finitude
dá-nos um medo tamanho
e nos agarramos com unhas afiadas
a essa pele fina e frágil
que contém quase todos os nossos orgãos
fantástica orquestra
Opera Maestra de Deus!!
capaz de abrigar com uma coragem titânica
e uma leveza avassaladora
todos os sonhos do mundo
equilibristas!!
bêbados
lúcidos
santos
loucos
estúpidos
raríssimos…
…. poetas
saltando em suas cordas
para alcançar estes cagas-fogo
que brilham feito estrelas
em nossas órbitas
caçadores audazes de luzes fugidias
sinos de luz
moscas-de-fogo
recolhidos num facho
Diógenes e sua lanterna
apontando-a em direção a escuridão
abissus…..
abissum…..
invocat….
que imensidão sem luz é essa
i n f e r n a l ! ! ! !
vasto mundo escuro
que vibra sob minhas cordas
aponto-lho a lanterna de pirilâmpos construída a pouco
e é como se brilhassem no escuro os peixes das profundezas
e esticassem seus pescoços íngremes
para fora da escuridão
equilibristas dos abismos
apontadores de lanternas
caçadores de pirilampos
sombras que não querem ser só sombras
iluminadores das profundezas
coreógrafos nervosos de peixes medonhos
olhai!
eles!!!
de lá no fundo escuro
faiscando
ruminando suas esferas
com uma fome voraz
querem dar um salto para aqui
onde brilham bêbados
poetas equilibristas
carcaças de fome
e lacaios de satã
querem-nos iluminadores da escuridão
querem sangrar a nossa frágil luz
minha
e dos vaga-luzes
para que a vida sofra de existência
para que a vida seja só existência
e a existência salte magnífica
dentro do abismo
em busca da escuridão
e de toda a escuridão
que queira ser
!c ! h ! a ! m ! a !
É impossível ficarmos ilhados num mundo cada dia mais interconectado.
Por isso entrei no movimento poetas del mundo: http://www.poetasdelmundo.com:80/verInfo_america.asp?ID=4866, deêm uma olhadinha no site.
Precisamos cada vez mais alimentar e fortalecer a idéia de que não somos simples ouvintes de auditórios. Platéia leniente de bufões e ditirambos. Alegres convivas de um banquete de ilusões. Passivos diante da mesquinhez dos rasos.
A nossa voz pode e deve ser ouvida em todos os cantos do mundo. Pois toda a voz que se propõe a não ser só capricho de rufião merece ser expressada.
Precisamos fortalecermos a idéia, de que JUNTOS SOMOS MUITO MAIS DO QUE A SOMA DAS PARTES!! Idéia deveras massacrada e carcomida, pelo Leviatã Capitalismo, através do seu constructo máximo que se chama individualismo.
Já não é mais possível omitirmo-nos, o mundo está ai fora, rugindo feito um dragão, contorcendo-se a espreita com bile nos dentes. E embora muitos só o queiram ver através das TVs, essa forma quadrada de se ver a realidade. Ele está ai sim, e está ficando cada vez mais difícil dar crédito aos parasitas (vampiros), que se alimentam do sangue dos que passam fome e necessidades. Quando sobem em seus palanques para tentar enganar todo o mundo, quando são mostrados em suas festas de gala, quando ouvimos os seus sorrisos toscos, quando nos enjoamos com suas frases feitas e mal cheirosas, parece-nos que uma possessão demôniaca vindo das profundezes da psiqué coletiva os está controlando. São risos programados, e eles dão-nos calafrios, de tão frios e descompromissados com a vida.
Em que laboratórios de cínicos foram fundidos estes átomos, estas células, quem construiu estes ascos, será que Josef Mengele teve alguma coisa a ver com isso? Será que estas coisas foram corrompidas por palavras ou por moléculas, ou pelo dedo do próprio Lúcifer, que saiu dos seus afazeres satânicos para deflorar as poucas virgens do mundo?
UM PASSO A FRENTE E VOCÊ JÁ NÃO ESTÁ MAIS NO MESMO LUGAR. Chico Science.
Agarremos as rédeas de nossas vidas irmãos! Escutemos a voz potente do Cristo, esse ser humano ímpar que nos indicou alguns caminhos. Mas não só a voz dele, a voz do Buda, Ghandi, Zaratustra, Lao Tsé, Martin Luther King, dentre outros não menos humanos. Estes mestres falam uma línguagem universal, que todos nós sabemos de cor (de coração), porque essa língua nos une com uma idéia cósmica. Essa línguagem é a linguagem do amor, linguagem usurpada pelos homens que são movidos pelos interesses, pelos cães de aluguel, mas que vive nos ensinamentos dos grandes mestres e em nossos corpos e corações de forma incorruptível.
Este site é para vós, que quereis escutar a Grande Voz, a voz única, que quereis escutar a nossa voz. A voz que é ouvida através de uma vibração e sonoridade que ultrapassa o próprio significado das palavras.
Nós somos peças de um quebra-cabeças de feras, montado há milênios por uma fatalidade cósmica, e cuja inteligência nos vem guiando na superfície deste astro que é Gaia, essa nave que percorre o cosmos a bilhões e bilhões de anos. E cuja trajetória encontrou a vida, encontrou a morte, encontrou a inteligência e a criatividade, e encontrou o homem, no seu último segundo de existência cósmica.
Tomar as rédeas de nossas vidas é fundamental. Atingimos uma potência tal, que já não é mais possível deixarmo-nos guiar por desejos. O nosso planeta está sofrendo com a ambição humana, com a vontade de poder, que não cessa e nunca cessará, porque faz parte dos mecanismos orgânicos da máquina animal nunca querer acostumar-se com nada. E o circuito dopaminérgido do prazer vem nos dizer muito sobre isso, ou seja, somos organicamente programados para nunca acostumarmo-nos com nada, justamente para que nunca paremos de avançar. Mas chegou enfim a hora de refletirmos sobre essa usina de força amoral que nos move, será que não evoluiremos para o estágio dos que tomam as rédeas do seu destino? Ou permaneceremos sempre e sempre, até o fim, teleguiados por engenhocas orgânicos? Erque os olhos homem, já está mais do que na hora de ultrapassar o teu cadáver. Os corpos dessa guerra de ambições, desejos e vaidades mesquinhas, estão espalhados pelo mundo.
Aos brutos que não se incomadam com as palavras, assistam a sétima arte, lá estão Magnólia, Crash, Diamante de Sangue, A Verdade Nua, O Jardineiro Fiel, Sociedade Feroz, Revolutionary Road, A Troca, Advogado do Diabo, O Fim dos Tempos, O Dia Em Que A Terra Parou, são sutiz as mensagens, mas para bons entendendores um pingo é letra, e todos eles falam uma mesma e única coisa, já não é mais possível deixarmos as coisas acontecerem ao bel prazer de uns poucos insconsequentes.
O mundo é nosso, meu teu, dos mestres, dos bons, de todos. Ele não é de alguns poucos, como nos querem fazer crer os leões e os tubarões que tem medo de perder seus privilégios. Ele é de bilhões, ele é da sutiliza da vida, ele é da consciência cósmica, ele é da máxima urgência do milagre que é a vida. E de alguma forma ele retornará ao seu equilíbrio, com a nossa tomada de consciência ou não. Mas eu prefiro pensar que não somos apenas animais teleguiados por desejos, prefiro pensar que não somos apenas pulsões. Prefiro pensar que podemos construir um mundo mais justo e fraterno, cujo alicerce maior seja a liberdade, não a liberdade de uma prisão material, mas a liberdade de tormarmos decisões por nós mesmos, e sentirmos essas decisões pulsando em nossos corpos.
Nossa caminhada até aqui é uma grande realização. E inegável as construções que houveram até aqui. Mas ainda assim foram edificações com fundações questionáveis. Como diria Marx "tudo que é sólido desmancha no ar", e até aqui os impérios e as civilizações desmoronaram. Resta saber o que faremos com a nossa civilização daqui em diante, dexaremo-na desmoronar como as outras, por uma pura incapacidade de sustentá-la como podemos observar agora, que mercado se sustenta com falácias e especulações e ambições e irresponsabilidades? Constinuar de olhos bem fechados dizendo: — Não, não é comigo amigo, já deleguei minhas responsabilidades a quem as ambicionava e dei-lhe poder, agora é esperar que as coisas se regulem por elas mesmas.
Ou começaremos a abrir os nossos olhos, com amor, com carinho, com respeito, com caráter, essas coisinhas básicas e triviais, que ninguém ainda não aprendeu a produzir em série, nem a vender. Mas que são a base para qualquer início de caminhada. Sem essas coisinhas simples, não passaremos nunca de estúpidos e cruéis bárbaros que conseguiram sabe-se lá como, chegar até na lua.
UMA LONGA E IMPORTANTE CAMINHADA INICIA-SE COM UM SIMPLES PASSO. Lao Tsé.
Cordiais saudações irmãos,
Andrey Mozzer
UNIDOS NÓS SOMOS MUITO MAIS DO QUE A MERA SOMA DAS PARTES!!
excesso
não cabe
tudo que não cabe
tudo isso que não cabe
esse muito disfarçado
extraordinário
fermentado dentro
crisol
universo brilhante
tudo isso que não cabe
nos turbilhões neuronais
brilhos ofuscantes
aprisionados
por estranhas panteras
um insight
um encontro
entre um receptivo
e um bravo
tudo isso imenso
que não cabe em nós
e que é preciso
expor
simplismente tudo o que existe
perfeito
um deus para empinar pipas na chuva
para conter
e mesmo assim
não é contido
acolá um rudimento de linguagem
aqui uma obra de arte
mais adiante um asco
chega mais perto
e é branco
esse abismo
que já foi negro
mais um passo
um gruta de carne
e fogem
feito gotas
estas esferas quânticas
de sangue real
em exponencial multiplicação
cântico negro
mais perto
uma equação
uma orelha surda
desencantada
mais próximo
uma entidade plácida
saravá
um conto absurdo
contorcendo-se
querendo ser só ilha
atrás de uma porta mágica
onde não cabe
sequer
esse tudo quase-perfeito
sorriso na boca de um cão
humano
substância humana
onde gritos nervosos ecoam
na mesma velha dança ancestral
arabescos nas paredes
dos bosques
sombras cintilantes
caminhando sobre os sons
idéias ordinárias
surfando sobre o tempo
rabiscos nas sombrancelhas
e um fel na boca do ventre
o fígado
regenerando-se no penhasco
aguardando o homem
que saltou nas rochas
em busca de um segundo
que o reconectasse aos seus desejos
e aos seus sonhos
que jazem presos
no interior de tartarugas gigantes
"A maioria esmagadora dos homens é incapaz de colocar-se individualmente na alma do outro. Esta é uma arte rara, que não nos leva muito longe. Quando pensamos entender alguém, melhor do que aos outros, com a confirmação espontânea dessa pessoa, mesmo assim devemos confessar: no fundo, esse alguém é-nos estranho. É o outro. O melhor que podemos fazer é acolher essa leve idéia de uma alteridade, respeitá-la e evitar a grande estupidez de querer explicá-la." (Jung, 1987, p96)
“Ide pois aos vossos campos e pomares,
e lá aprendereis, que o prazer da abelha
é de sugar o mel da flor,
E que o prazer da flor
é de entregar o mel à abelha.
Pois, para a abelha,
uma flor é a fonte de vida,
para a flor
uma abelha é mensageira do amor.
E para ambas,
a abelha e a flor,
dar e receber o prazer ,
é uma necessidade e um êxtase.”
“Nenhum espírito criado poderá mergulhar nas profundidades da natureza” (Jung, 1987, p52)
"Não é que o mundo seja só ruim e triste.
É que as pequenas notícias não saem nos grandes jornais.
Quando uma pena flutua no ar por oito segundos ou a menina abraça o seu grande amigo,
nenhum jornalista escreve a respeito." Rita Apoena
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Alguns oportunistas inventaram essa conveniência de que as notícias boas não dão ibope.
A bem da verdade, muitas outras coisas ruins foram inventadas para justificar bons mentirosos.
O oportunismo é isso, é muito mais fácil encontrar uma notícia ruim do que uma boa.
E para conseguir coisas boas é preciso também ter um olhar bom.
Por isso temos essa estranha impressão de que o mundo está um lixo.
É só ligar a televisão que o sangue jorra, as crianças são lançadas dos edifícios.
Está até difícil hoje crer no que está diante dos nossos olhos.
Qual cegos, tateamos os eventos com a nítida impressão de que eles são máscaras fugazes.
Quando muita gente pensa junto uma mesma idéia, ela acontece. A igorância é uma força.
Ainda bem que ainda existem os poetas, para nos trazerem a magia das folhas caindo.
Dizem por ai que os poetas são ladrões de fogo.
Conseguem resgatar das chamas as gotículas que provocarão as chuvas.
Tirar das tempestades o feitiço da vida.
Trazer algumas verdades, e uma delas é que juntos, nós somos muito mais do que a soma das partes.
Quem semeou a vaidade, o individualismo, o oportunismo, a tangibilidade da matéria, o rigor, está por certo, muito distante de um olhar bom.
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É preciso muita sabedoria
paciência
humildade
para admitir que uma das chaves
da existência
seja algo tão simplório
fácil
mínimo
como o amor
este sentimento titânico
cuja força
só pode ser comparável
a energia contida
no núcleo
do sol
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Toda a maquinaria da inteligência, toda a criatividade humana, acaba apresentando-se inútil, voraz e fugaz, se não houver amor no coração dos homens.
Ao mesmo tempo que essa idéia é plena, simples, ela não serve para alimentar cobaias, dessas que exalam sentimentos dentro dessa densa Matrix ideológica que nos aprisiona.
A inteligência é ótima para ignorar coisas simples e faz isso com uma naturalidade de iena.
É preciso uma mutação no pensamento, na caixa craniana não cabem mais neurônios dos que ai estão, é preciso uma mudança na forma de entender o mundo.
Esse osso que chupamos tão diligentemente, qual cachorros, ainda não carrega a seiva da vida. É preciso que nos desnudemos para concluir que esse osso não existe. Ele é mais um produto nessa vitrine que está ficando cara demais.
Nós somos colônias de organismos na superfície de Gaia. E é cada vez mais urgente que resgatemos e tomemos as rédeas da nossa história, sem oportunismos, mas com muito caráter e coragem, estas palavrinhas simples potentes, que a Inteligentzia quer arrancar dos dicionários.
É preciso que nos dispamos destas fantasias surradas de ovelhas. É preciso tomar as rédeas do nosso futuro. Se doravante navegar era preciso, hoje, mais do que necessário é agir sobre o mundo. Basta de sermos ovelhas, basta de gado humano, basta de leniência e passividade.
O homem nasceu para preencher o mundo com os seus sonhos, é preciso resgatar a nossa capacidade de sonhar. Mas é preciso muito mais resgatar a nossa capacidade de sonharmos juntos, pois juntos, além de sonhar, podemos materializar a nossa história, e não liquefazê-la.
E é preciso que se diga isso hoje, nesse exato instante, no aqui e no agora, pois apesar de estarmos tão distantes da realidade, ao mesmo tempo nunca estivemos tão próximos dela.
"Abre os olhos Hannah! Abre os olhos!"
Não é que o mundo seja só ruim e triste.
É que as pequenas notícias não saem nos grandes jornais.
Quando uma pena flutua no ar por oito segundos ou a menina abraça o seu grande amigo,
nenhum jornalista escreve a respeito.
Só os poetas o fazem.
Rita Apoena
…..
…..
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero
há calma e frescura ma superfície intata
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consuma
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio
…..
…..
Chega mais parto e contempla as palavras
cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta
pobre ou terrível, que lhe deres:
Touxeste a chave?
…..
Drummond (Fantástico!!!!)
Segundo Buber, no cerne da abordagem dialógica está a questão da confirmação. Para ele, a base subjacente de toda psicopatologia é a ausência de confirmação que cada um de nós sobre no esforço para nos tornarmos seres humanos. Diferentemente dos animais, que parecem não questionar sua “natureza animal”, o ser humano precisa ser confirmado pelos outros, para se perceber como um ser humano. (Hycner, 1995, p. 60)
Secreta e timidamente, ele espera por um Sim que lhe permita ser e que só pode chegar até ele vindo de uma pessoa para outra. É de um homem para o outro que é passado o pão celestial de ser o seu próprio ser. (Buber, 1965, p.71)
Uma forma defronta-se com o homem e anseia tornar-se uma obra por meio dele. Ela não é um produto de seu espírito, mas uma aparição que se lhe apresenta exigindo dele um poder eficaz. Trata-se de um ato essencial do homem: se ele a realiza, proferindo de todo o seu ser a palavra~princípio EU~TU à forma que lhe aparece, ai então brota a força eficaz e a obra surge. (Buber, 1974, p.11)
Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.
Jiddu Krishnamurti
"Não há objeto de desejo que satisfaça o ser humano"
o que pode dar conta de um parcela desta falta
talvez seja a implicação
e uma idéia que talvez traduza essa implicação
seja o amor
o poder faz o homem defrontar-se com a sua fera
com a sua sombra
com os seus desejos mais viscerais
tudo isso que tem de ser contido e que precisa ser sublimado
em benefício de um fenômeno maior
e mais grave
o Ser Humano
A Comunidade
as transformações na superfície de Gaia
nave que nos transporta universo adentro
com uma missão
fazer valer a pena