“A nossa percepção e compreensão do mundo,
é afetado pela nossa condição de existência no mundo.”
Precisamos lutar diariamente contra a estupidez desse mundo das ideias que só enxergam a potência da materialidade, deste mundo de Necro Sapiens cuja programação é roubar a essência do humano. Um mundo cuja arte é a redução de cabeças, quanto mais estupidos, mais louvados, quanto mais insípidos, mais idolatrados, quanto mais medíocres mais seguidos.
Uma visão de mundo sem o sal da terra, sem o sabor da pele, sem o brilho da beleza, onde tudo é literalmente roubado, inclusive as almas e os sorrisos das crianças. Um mundo bizarro, quadrado e ao mesmo tempo plano, a negação do real.
Um mundo onde as máscaras/personas assumiram o controle. Onde a perversão e a psicose fizeram o seu ninho, e deram poder a tantos fascistas.
Esse é o deserto do real vaticinado pelas irmãs Wachowski (Matrix). Um mundo onde os seres humanos precisam retomar o controle, principalmente o controle do riso, basta de máscaras, basta desse gesso é dessa cera de vela quente, pincelada na cara e na pele.
Onde a ética e a substância do processo civilizatório precisam retomar o seu rumo, ajustar as velas.
Nem a natureza aguenta mais esta vilania, desta horda de estúpidos velozes e boçais, a natureza está gritando pela vida. Está chorando sua água pelo mundo, está gritando os seus vendavais, e vai nos invadir com os rios, oceanos e mares.
Precisamos urgentemente assumir o controle. Se somos a maioria avassaladora (8 bilhões) de homo sapiens em evolução, e se criamos uma rede capaz de nos potencializar, uma inteligência artificial capaz de nos auxiliar, precisamos urgentemente retomar o rumo, urgentemente assumir o controle.
Antes que os estúpidos e vorazes nos aniquilem a TODOS! Esses estúpidos que são educados para serem ladrões de beleza, ladrões de esperança, ladrões de amanhãs, ladrões de futuros, essa sociedade feroz.
Esses estúpidos são educados pela materialidade (fuga metafísica do real), para serem ladrões da arte e da beleza. E onde nós, seres humanos, somos educados pela natureza, pela ética e pelos valores civilizatórios, para sermos corações valentes, fraternos e racionais. Não essa racionalidade vil, no sentido mais baixo da vileza, cuja ética é a usurpação da vida e da vida humana, mas uma racionalidade humana, ética e comunicativa, que tem nos valores universais, onde toda a humanidade esta incluída, a sua máxima afirmação ao respeito a vida e a vida humana.
Por isso digo de punhos fechados e a plenos pulmões:
Nós somos leões! Somos a força da natureza, somos os guardiões da beleza e do sorriso da voz, e não podemos deixar que estes insípidos nos roubem o tom da melodia, o brilho da simpatia, a singeleza do encontro, a quentura dos nossos corpos, a capacidade de sonhar com um mundo em evolução.
O amor é a nossa maior bandeira, cuja frequência e vibração nos religa (Religare) com o COSMOS. E permanentemente precisamos agitá-la e gritar a plenos pulmões, a potência dos nossos sonhos. Essa é a mensagem que os nossos grandes mestres, cuja ação no mundo e repercussão de suas ideias nos permitiu chegar ate aqui. Sem essas consciências cósmicas, cujas ideias reverberaram, e ajudaram a corrigir o nosso rumo civilizatório, o homo sapiens já teria se aniquilado.
E dizer que a inteligência da vida, e muito mais complexa e potente, do que esse arremedo de razão chamada inteligência funcional, positivista, Individualista, essa é a inteligência dos fascistas, a aniquilação da vida.
“Não é sinal de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente”.
Nós precisamos buscar aquilo que nos une. E o que nos une é a ética, o respeito a vida, o respeito a vida humana, ao processo civilizatório, a racionalidade do real, aquilo que nos permitiu chegar ate aqui, graças a inteligência Cósmica dos nossos Grandes Mestres.
Precisamos construir uma resistência, organizar movimentos sociais cujo valor seja a vida, e a vida humana, que vão de encontro a essa necropolítica, conduzida por necro sapiens, esses animais, educados sem o amor, esse amálgama do universo que nos faz, e fez, evoluirmos e chegar até aqui.

“Fomos socializados para respeitar mais ao medo que às nossas próprias necessidades de linguagem e definição, e enquanto a gente espera em silêncio por aquele luxo final do destemor, o peso dos silêncios vai terminar nos engasgando.” Audre Lorde
A arte é resistência!
A existência é resistência!