Os Descaminhos da Razão

Publicado: 27/10/2023 em Uncategorized

As pessoas que se conectam (religare) a inteligência da vida, tem um profundo amor pela vida. Mas aqueles, que pelo fato de terem sido programad@s pela linguagem e pela cultura do avesso, não conseguiram mais acessar e se religar visceralmente a essa essência, escureceram a potência desse sentimento e dessa Inteligência Cósmica. Perderam a potência do encontro.

Tornaram-se autômatos, conduzidos não mais pelo amor, pela essência, mas pela aridez da linguagem e das construções possíveis através da linguagem. E muitas dessas construções foram feitas, motivadas, por sentimentos de medo e de ódio, mas principalmente, pelo medo da finitude e da morte, ou seja, medo da Vida!

“Um lado necessita do outro. O lado bom contém a semente do mal, e o lado ruim contém a semente do bem” Jung

Essa desconexão é a raiz de todos os males, pois perder o fio, a raiz, a inteligência que nos trouxe até aqui, negando a nossa consubstanciação com Gaia e com nosso astro rei, o Sol, é o que nós fez perder o sentido. E pasmem, começamos a construir sistemas completamente adversos e contrários a vida.

No afã de compreender o Cosmos, utilizou-se a inteligência de tal forma, que foi possível desconectar-se do Cosmos, embora isso seja impossível.

Ecce Homo! Ave Nietzsche!

Em sua Grande Estupidez! Ave Einstein!

Nós criamos a linguagem, mas não fomos criados por ela, nós fomos criados e germinados pelo COSMOS.

A valência, é que o Cosmos nos atravessa e nos une, cada micropartícula, cada esfera, está ligada ao Todo. E em qualquer momento a vida pode retomar o seu caminho, reconduzir o seu curso, e retomar o seu propósito.

Mas a humanidade clama por liberdade, mas a liberdade verdadeira exige a coragem de assumir responsabilidades. Diante disso, muitas vezes prefere entregar-se às ilusões confortáveis do conformismo e à lógica da razão instrumental, que transforma o potencial de emancipação em uma servidão voluntária.

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