Embora eu adore a ficção
e até escreva ficção
Eu me apaixonei pelo real
Sai da caverna pelo singeleza do espanto
para dançar um passo pachola
e me enamorei do mundo
Com a minha “nuvem de calças”
Fui flanar no vento do sol
Ouvir o gemido das águas
Sorver a doçura do sal da flor
Beber o nectar do beijo
Sublimar e morrer no gozo
O olhar é sempre um enigma
uma janela aberta para o mundo
Justo aquele olhar largo e brilhante
que nos pede a compreensão
o amor fati
Quando de fato somos uno
eu e tu
mais-que-perfeitos
entrelaçados no quanta Cósmico
do Universo
E nem sei dizer porque te amo tanto
Minha flor… nosso amor… nosso fruto
E nossas vidas são perfeitas
Na sua exata imperfeição real.