“O Universo Conspira a nosso favor. O que é que tu quer mais?”
Parece que de tempos em tempos temos que olhar pra trás, ver o que foi possível e o que foi impossível e reorganizar o nosso mundo. Parar um pouco, pensar, redefinir metas. Avaliar o aqui e o agora. Olhar o entorno, para ver o quanto de vida foi agregada. Olhar-se no espelho e observar a comensura do tempo. Reiniciar o sistema e aguardar o reboot do carregamento do programa. Pegar tudo o que foi bom e guardar, tudo o que foi ruim e re-inventar. Uma forma boa de olhar bem, as vezes, é colocar-se no lugar do outro, e na grande maioria das vezes, você estará um passo em relação ao outro. As correntes do mundo as vezes são injustas para parte das pessoas, e os que sobrevivem com saúde, principalmente a mental, são os grandes iluminados. Ter uma mínima noção da complexidade e multidiversidade do mundo é um privilégio, e por algum disparate, parte das pessoas passa boiando nessa grande sopa simbólica sem a vontade avassaladora de despir-se. E alguns mínimos, de tão avessos, obtusos e desesperados, querem destruir o mundo, negacioná-lo, apagar tudo aquilo que seja afirmação a Vida e eclipsar a própria Luz.
Ficar nu, eis aí uma grande conquista. As vezes é tanta roupagem, de tantas vestes de pele alheia, que o sujeito não encontra a própria carne, e fica tão obnubilado que veste os próprios músculos do avesso. E então sai dançando uma valsa de gestos, quando a proposta nem era exprimir sentimentos forçados para passar no detector de metais. Alguns dizem que esses falsos sorrisos que desvelam as máscaras, é o que os nossos ancestrais entendiam tratar-se do fantasma na máquina, ou para os pós cybernéticos: Ghost in The Shell.
O que mais me impressiona é que TUDO! Pode não ser nada disso. Sabe, essa coisa da dúvida, de duvidar sempre, como se fosse um sopro vital. Essa necessidade permanente de decifrar o enigma como se isso de fato fosse o único propósito. As vezes acho que é isso que mantém a chama acessa. Nunca parar de tentar decifrar o enigma, ou parar, somente quando você for parado, ou seja: só quando for de dentro pra fora que a chama cessar, aí sim, quando o sopro for de dentro pra fora, você responde de fora pra dentro, assim mesmo… como uma respiração, como uma máquina de absorver oxigênio, como se o oxigênio fosse um alimento. E esse oxigênio queimasse dentro de você. E essa queima insuflasse na membrana viva como uma chama expandindo os átomos do ar dentro de um balão. E aí você fosse subindo, tipo ultrapassando as camadas da atmosfera, isso mesmo, você de alguma forma vencesse essa força que te prende ao solo, que te puxa para o núcleo, pro centro da terra. E você conseguisse ter menos peso, menos empuxoaocentro, menos essa vontade de cair que te faz tropeçar na própria perna e andar, e isso te fizesse dar um passo a frente num balé de ossos. E houvesse uma música tocando, e você pudesse rodar em rodopios em vórtex. E você visse formar-se os espirais que existem tanto no mundo do meio, quanto no mundo de baixo e no mundo de cima. Como se esse vórtex fosse o teu verdadeiro sentido, mas não só o teu, mas o sentido de qualquer gota neste oceano infinito que é o cosmos. E lá, na vibração da vibração da vibração, em vórtex, você ouvisse um som ômico, que revelasse uma paz, uma paz atemporal, uma paz sem início e sem fim. Uma paz infinita…
E essa sensação de ser uma vibração que pulasse da boca de um sino, fosse o dínamo que mantivesse o teu corpo vivo, :v:i:b:r:a:n:d:o: em m~o~v~i~m~e~n~t~o. Movimiento és vida! Ouroboros em Déjà Vu.
A palavra é o sentimento das pessoas cultas meu irmão!!!