Revista – A Véspera do Parto

Publicado: 28/06/2020 em Uncategorized

Chorei tanto e tantas vezes
A ausência de um sentido
Tentei decifrar minhas lágrimas

Construí castelos de areia
Mas também plantei árvores
E fiz alguns poucos amigos

De todo, fui feliz algumas vezes
Pétalas, dentes de leão ao vento
E ensaiei tantas vezes a despedida

Tentei construir pontes
que levassem a mim mesmo
A melhor delas desmoronou num abismo
e vislumbrei-me no Vórtex

Tentei muitas vezes comunicar-me com o Grande Arquiteto
Os momentos mais significativos
Em que julguei encontrar uma resposta
Foi sempre dançando
Em rodopios… Sufi

√há-braços…abertos√… ~o~n~d~a~s~

Quando uma voz sublime
de dentro de mim
Entoava uma réplica (*)

E eu escutava o meu silêncio
Profundamente

Nestas horas eu me abraçava nos braços da paz

A minha felicidade hoje é minha semente ter germinado no meu amor e fazer-se gente

E ainda no útero
ouvir a minha voz
Essa é a minha grande alegria

Minha Petit Mort
Transformou-se através da vida do meu grande amor em uma outra vida

Pulsando com um coraçãozinho acelerado, quase explodindo
Um novo ser
Enquanto seu pai apenas se despede e chora

Uma despedida que é ensaio
Ainda não é despedida ainda

E as vezes me pergunto
Porque é que não abracei deslumbradamente a vida, quando a vida me abraçava

Ou abracei…

“Pare de ser tão pequeno, você é o movimento em êxtase universal!” Rumi *

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