Chorei tanto e tantas vezes
A ausência de um sentido
Tentei decifrar minhas lágrimas
Construí castelos de areia
Mas também plantei árvores
E fiz alguns poucos amigos
De todo, fui feliz algumas vezes
Pétalas, dentes de leão ao vento
E ensaiei tantas vezes a despedida
Tentei construir pontes
que levassem a mim mesmo
A melhor delas desmoronou num abismo
e vislumbrei-me no Vórtex
Tentei muitas vezes comunicar-me com o Grande Arquiteto
Os momentos mais significativos
Em que julguei encontrar uma resposta
Foi sempre dançando
Em rodopios… Sufi
√há-braços…abertos√… ~o~n~d~a~s~
Quando uma voz sublime
de dentro de mim
Entoava uma réplica (*)
E eu escutava o meu silêncio
Profundamente
Nestas horas eu me abraçava nos braços da paz
A minha felicidade hoje é minha semente ter germinado no meu amor e fazer-se gente
E ainda no útero
ouvir a minha voz
Essa é a minha grande alegria
Minha Petit Mort
Transformou-se através da vida do meu grande amor em uma outra vida
Pulsando com um coraçãozinho acelerado, quase explodindo
Um novo ser
Enquanto seu pai apenas se despede e chora
Uma despedida que é ensaio
Ainda não é despedida ainda
E as vezes me pergunto
Porque é que não abracei deslumbradamente a vida, quando a vida me abraçava
Ou abracei…
“Pare de ser tão pequeno, você é o movimento em êxtase universal!” Rumi *