Arquivo de junho, 2018

Chovei por nós

Publicado: 30/06/2018 em Uncategorized

Bolhas cintilantes sobre o ecrã

convergindo brilho-esferas para os olhos

7 bilhões de buracos n[b]e[r]g[a]r[n]o[c]s[o]s 

películas na superfície da nossa nave

enquanto no centro da gota azul

pululam bilhões de universos

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“Se eu chorar, e o sol molhar o meu sorriso.”
A racionalidade, consequência da vida, nos trouxe a essa fantástica possibilidade de construir os nossos próprios sonhos.
Mas se a gente não tiver sonhos não tem problema, pois a natureza é sabia e nos deu uma possibilidade de um sonho inato. Termos filhos, nossos descendentes, eles são os nossos sonhos naturais. E se não pudermos tê-los, eles estão por aí, aos milhões, a procura de nós, para nos abraçar e fazer sorrir nossos corações. Amarmos!
A vida tem uma lógica, uma fórmula, uma equação, uma razão, que nos possibilita e afirma não sermos tão ingênuos.
A vida é fantástica porque ela possui uma razão em si mesma. Destrona e desautoriza toda e qualquer filosofia.
Ainda se fôssemos a pedra mais bruta e ignorante da humanidade, ainda assim o mero conhecimento sobre os mecanismos da vida nos tornariam sábios. A ignorância é não olhar para o óbvio e singular.
Ou seja, a própria razão, é um legado da vida, do cosmos.
Ao longo desses 400 mil anos, se ainda existe a espécie homo sapiens, é porque mudamos. Tudo o que permanece é a mudança.
Ou aprendemos com a inteligência da vida, ou fracassaremos. “O inédito da vida é o devir.”