Quando eu gosto do poema… eu marco o texto
Eu leio duzentas vezes
A Saudação a Walt Whitman do Pessoa é a minha oração
Assisti mais de 20 vezes o filme Matrix
Versos Íntimos e o Cavador do Infinito… infinitamente amo
O advogado do diabo e um sonho de liberdade
A blusa Amarela e A Flauta Vertebrada
Ah! E a Sinfonia Vermelha do mestre Alexander Nassau
Poesia pura
Quando eu quero alguma coisa
Eu peço
E se não ganho, peço de novo, de um outro jeito
E se quero mesmo
Eu choro, esperneio
Vocifero
Quando eu gosto do texto, do argumento
Quando ele toca meu coração
a minha pele arrepia de tanto sentir
Eu decoro
De coração sei alguns texto maravilhosos
Quando eu gosto de uma coisa
Quando aquilo me é fundamental
Eu corro, eu me projeto, eu me lanço
Porque a minha vida é um milagre urgente
Que eu preciso gozar agora…. sempre
Como se fosse a última gota de água sublimando no ar
Quando eu quero
Eu grito aos quatro cantos
Eu protagonizo ações insurgentes
Eu me declaro!!!
Eu afirmo o meu desejo
Quando eu quero alguma coisa
Parece que o meu corpo
todos os meus átomos
Apertam-se e expandem-se a querer junto comigo
E o meu corpo se regozija
E minha´alma se enleva
Os organismos que me compõe… se decompõe
E minha existência pega fogo
Quando eu quero alguma coisa
É como se o universo ganhasse sentido
O fogo da vida fosse alimentado
E as labaredas carcomessem todo o oxigênio que me envolta
“eu gosto dos que tem fome
Dos morrem de vontades
Dos secam de desejos
Dos que ardem…”
Porque não há nada mais fantástico
Nada mais urgente
Do que um organismo faminto
Um corpo vivo !!!
Sucumbindo e adentrando altivo…
os umbrais da morte.