Nós precisamos assumir o risco de aprender com o outro

Publicado: 15/12/2012 em Uncategorized

“Resgatar a capacidade de ver no outro, o Belo”

Antever, ousar, semelhante ao grande poeta… Pessoa “Quando te vi, amei-te já muito antes…

“Toda coisa viva é uma obra de arte em si mesma”

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“Quem salva o opressor é o oprimido.” Pois o opressor não tem noção do mal que causa, ele é um prisioneiro da própria covardia. Torna-se um vampiro, um sanguessuga, uma erva-daninha, um parasita da sua própria espécie.

Negando toda a humanidade, ele faz um pacto com morte. Enganando a si mesmo em troca da matéria inanimada, torna-se o carrasco perfeito, lívido e boçal, desumaniza-se e vende o próprio entendimento sobre as coisas. Torna-se uma lacaio do nada, e vai jantar feliz, gozando no vômito da própria ignorância e imbecilidade.

Hoje existem 16 milhões de pessoas que detem 70% da riqueza do mundo, e por incrível que pareça, estes crassos, aprisionam as 7 bilhões de pessoas restantes na miséria, na droga, nas prisões, nas ilusões, na falta de oportunidades, na passividade, na leniência, qual gado, ovelhas dóceis, nos seus respectivos currais.

A Primavera Árabe em 2011, em busca da liberdade nos estados ditatoriais da Africa e oriente médio, anuncia que este estado de coisas está aguardando o momento de mudar sua rota, e essa balança pendendo para a morte a qualquer momento vai virar, e para isso devemos manter a calma e aguardar com resistência. O sistema que reduz as cabeças, o sistema que transforma humanos em vampiros, a sociedade do espetáculo, chamado de capitalismo e alcunhado de Leviatã, precisa mais uma vez mostrar a sua capacidade de ceder a vida. Os membros do Clube de Bilderberg precisam comprender que este mundo não é de 130 pessoas, mas a morada de 7 bilhões de humanos e outras trilhões de espécies de vida.

A qualquer momento Gaia pode nos expulsar e nos extinguir, mas ai nós deveremos obediência ao universo, não a 130 homo-vampyr-sapiens, ou 16 milhões de abastados, homúnculos, que mal sabem que estão vivos e triturando a sua própria raça.

Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? Quamdiu etiam furor iste tuus nos eludet? Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?).[1]

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A pobreza é a doença que temos que erradicar

principalmente daqueles que são inda mais pobres

posto que vivem de olhos bem fechados

dentro da escuridão

pasmados e fincados em sua covardia

temos que extirpar o veneno da ignorância

esse que lateja na cabeça dos fracos

e dos vampiros

qual verniz cobre a cornucópia

qual cova rasa o cemitério dos ricos

ranhuras de ratos nas lápides dos esquecidos

visão obtusa sobre tudo

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o pior do eletrochoque

é quando ele convulsiona os corpos

mas não autoriza a dor

sutil toque da descarga

fissão de neutrons

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“Não há nada mais, escrito na testa…

< rizoma por baixo da pele >

… além do amor”

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“Ensinar é impossível

mas o aprender é inevitável”

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O Novo Homem

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Até quando, enfim, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda esse teu rancor nos enganará? Até que ponto a (tua) audácia desenfreada se gabará (de nós)? (Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? Quamdiu etiam furor iste tuus nos eludet? Quem ad finem sese effrenata iactabit audacia?).[1]

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