Arquivo de maio, 2011

eu acredito que o moderno é ser cooperativo, solidário, parceiro, justo, amigo

individualismo e oportunismo é coisa de gente ultrapassada e medíocre

raiz, germe da corrupção e do subdesenvolvimento e da covardia

acredito que moderno é aquele que sabe que um país do futuro se faz com gente sádia, séria, engajada, implicada, solidária

gente antiga é aquela que pensa essa coisa arcaica e obtusa, de que existe gente melhor do que gente

antigo é aquele que se perdeu na miséria do pensamento escravocrata, servocrata, burrocrata, preconceitocrata

gente que não gosta da tonalidade VERMELHO VIDA, VERMELHO SANGUE, VERDE ESPERANÇA

meio-homens meio-sapos que acham que sangue é azul petróleo, cinza, desses líquidos que correm nas veias dos vampiros, das baratas, que brotam dos esgotos, que inundam os buracos dos vermes e dos covardes

gente antiga é aquela que pensa que a sexualidade é uma conta matemática básica, tipo – 1 + 1 = 0

moderno mesmo é ser avesso ao ranço dos preconceitos e dos que se protegem de qualquer contato com a pele

moderno mesmo é quem pensa, mas não como as antigas e obtusas marias

moderno é aquele que não acredita nos arranjos nas vitrines, nem nas propagandas enganosas, mentirosas, irresponsáveis

moderno é aquele capaz de olhar fixo para um outro olho, sem piscar, enquanto os ventos quentes e frios rodopiam e preparam-se para o titânico evento que iniciará a inevitável encontro de duas almas urgentes

viver no avesso é coisa de gente antiga, viver no calabouço é coisa de gente despossuída de sentido

a modernidade quer despir-se de quaisquer vestes para sentir o calor provocante dos corpos que anseiam livrar-se do arrepio como quem liberta-se de suas roupas velhas e bolorentas

moderno mesmo é ter sabedoria para saber gozar das pequenas alegrias, do contato, da comunidade, da cooperação, do brilho no olhar, das construções coletivas

e não o estúpido e medíocre que se esconde atrás de suas posses e de seus sentimentos de diamantes

moderno é aquele que dá as mãos ao homem que tropeça, antigo é o que rí do lamento e do sofrimento alheio, com um desdém de amolador de facas

gente grande é aquela que grita, que luta, que briga, e diz não ao hipócrita que se esconde atrás da sua projeção do que não é e nem nunca será

moderno é o ser, é permacer convicto, incorruptível, de que a vida vale muito, muito mais a pena do que a morte em plena vida

e pós-moderno é ser tudo isso junto, com um sorriso nos lábios, afirmativo

SOU POEIRA DE ESTRELAS

FUI CONCEBIDO NA ALQUIMIA DO MILAGRE DA VIDA

FRUTO DE UM CONJUNTO / CONEXÃO DE ESFERAS QUE SE LIGARAM

E MEU NORTE É O AMOR É O ABRAÇO

POR TUDO E PARA TUDO QUE SEJA UMA COMUNHÃO

ENTRE IGUAIS

LICENÇA DE MÃO DUPLA PARA ENTRAR NA LUTA!!!

SOU MAIS UM CIDADÃO NO GRÃO MUNDO

QUE NÃO SE CONTENTA COM OS INSTITUIDOS

E AMA O COLO DO AMOR INSTITUINTE

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Coisas simples podem ser ditas de formas diferentes,  salve o Mestre Quino:
 

“O MAL SÓ PREVALECE ENQUANTO OS BONS NÃO FAZEM NADA.

Li e ouvi essa frase diversas vezes em minha história de vida, ora atribuida a Mahatma Gandhi e outras vezes a Martin Luther King. Para mim não importa muito qual dessas duas grandes almas nos presenteou com essa sentença, duvido que eles estivesse preocupados com autorias, a frase em si, é prova de que está há anos-luz distante de quaisquer elementos sombrios inventados pela mente humana, tais como a vaidade.

O que realmente importa para mim, é o espírito que a sustenta, sua fundação, é se essa idéia foi e é capaz de trazer a tona algum estímulo para a nossa rede neuronal, algum significado, algum sentido, algum norte. Já li textos em que não consegui achar nada de singular e olha que não foram poucos, livros até, mas minto, em cada um deles sempre encontrei algum tesouro escondido. As vezes até mesmo do próprio autor.

Quando escrevo qualquer coisa, um poema, um pensamento, quero capturar uma idéia, como se eu fosse capaz de apanhar uma mosca tenaz que me atazana o pensamento, como sugeriu Eduardo Galeano. Segurá-la, com a engenharia da linguagem, como quem captura um pássaro arredio e selvagem, e quer treiná-lo para ser mensageiro de promessas. Imprimi-la no papel, ou mesmo colocá-la numa garrafa ou num blog, e jogá-la ao mar ou na teia global, feito um náufrago, que da solidão de sua ilha, tem a esperança de que por fim virá a liberdade que subjaz ao verdadeiro encontro.

“Em todas as refeições que fazíamos, a liberdade era convidada a sentar-se conosco,  a cadeira permanesse vazia, mas o lugar está marcado.” Rene Char, poeta, prisioneiro em um campo de concentração nazista.

A esperança de que um outro ser a acolhará, lerá a frase, ouvirá a idéia, e a entenderá, do seu jeito singular de entender, e sentirá a música cósmica das idéias vagando, neurônios espelho, interconectadas, uma idéia distante… de que estamos juntos nessa nau, de que somos companheiros nessa caminhada em busca de nós mesmos, de que não estamos sós e sem desculpas, de que há motivos extraordinários para continuarmos lutando a nossa luta diária. De que não podemos gastar nossas vidas sem tocarmos um pouco os tambores da fraternidade, do companheirismo, do respeito pelo pela vida, da promessa que nos é feita diariamente pelo amor. De que não podemos despirmo-nos de nossas vestes sem amarmos um pouco, sem vislumbrarmos nossa efêmeridade dentro do tempo cósmico, de que nossas vidas são missões irrecusáveis, dadas pelos mistérios da vida, e cantadas por grandes mestres, e pelo Cristo. Seres de sensibilidades tamanhas, capazes de intuir em seu tempo e em qualquer tempo a grandiosidade do Universo, grandiosidade que nós, embora toda a ciência, ínfimos grãos, embora toda a tecnologia, continuamos incapazes, insensíveis, cegos, aleijados para compreender. Posto que presos a simulácros, idéologias, preconceitos, certezas, fanatismos, talvez por medo, covardia, ou mesmo, pela extrema falta que faz o espanto.

“Uma mente que se abre a uma nova idéia, jamais retorna ao seu tamanho original” Einstein

Animado e espantando pelas mensagens dos nossos grandes mestres, re-ligare, penso que…

O MAL ABRIGA-SE NO INSUPORTÁVEL SILÊNCIO DAQUELES QUE NÃO FORAM CONVIDADOS PELO AMOR, A CHORAR, EXISTIR E LUTAR PELA VIDA.
A maldade habita e finca raízes fortes e covardemente parasitárias, e envergonhada na sua inércia, entranha-se  nos subterrâneos dos silêncios e da impotência, daqueles que não estão sendo chamados para ouvir e sentir.
Alijados e aleijados dos processos mentais que permitem a escuta, absorção e entendimento, não se espantam e por conseguinte não se sensibilizam com o convite diário feito pelo amor, para participarem dos fantásticos mistérios da vida e das possibilidades titânicas da existência humana.
 “É de um homem para o outro que se passa o pão celestial de ser o si mesmo.” Buber