A Verdadeira Crise é a de Valores

Publicado: 13/03/2011 em Uncategorized

Ninguém ganha quando o homem vende a sua opinião/idéia sobre as coisas.

Ninguém ganha quando o homem torna-se um individualista solitário.

Ninguém ganha quando a idéia sobre as coisas é obtusa, e não abre-se ao outro.

Ninguém ganha quando o homem ignora e desrespeita as construções e propostas coletividades.

Ningúem ganha quando o homem vende a sua família, a sua casa, a sua alma, ao vício do desejo, da materialidade e da vaidade.

Ninguém ganha quando o homem vende o seu país, o seu povo, a sua liberdade, a sua raça.

A corrupção assola nossa nação a olhos vistos, ela está entranhada em nossa cultura, na fila do banco, no oportunismo, nas “facilidades”….

A verdadeira crise é a de valores.

Precisamos resgatar duas décadas onde se alastrou um tal valor apelidado erroneamente de jeitinho brasileiro, que fala de oportunismo, e que hoje está carcomendo nossa sociedade, destruindo nossa família, abalando nossa fé, embaçando nossa esperança para o futuro. O exemplo que temos a dar aos nossos filhos hoje, é uma sociedade medíocre, onde seres mesquinhos semelhantes a abutres (desculpem os abutres), que sugam  as carnes dos desvalidos da sorte, são considerados heróis. Onde a prostituição é idolatrada como viéz primeiro para a conquista da necessária e urgente materialidade. Onde reina a impunidade, onde o dinheiro pode tudo, onde a justiça é parceira da criminalidade,  onde o inescrupuloso é considerado bom e justo, onde reina a perfeita e completa ausência de quaisquer valores que valorizem a vida.

Onde não há mais som, nem fúria, nem brilho, nos olhares dos desejos. A verdadeira crise é de valores.

Enquanto continuarmos calados diantes de alguns poucos criminosos que parasitam a nossa nação (e o nosso planeta) feito sanguessugas, continuaremos levando nosso país (e o nosso mundo) ao fracasso e a bacarrota.

É inútil desviar o olhar para as coisas óbvias, pois nossos filhos estão nos ensinando que anos de desamor tem resultados nefastos e estão nos levando a barbárie. Resultam em covardia, em ausência de significado, na sedução pela droga e pelo “jeito fácil” de se viver a vida. Nossas filhas estão se prostituindo, vendendo seus corpos em troco de uma idéia ôca de existência, nossos meninos foram seduzidos pela droga do desejo, do vício, do desvalor pelo outro, pela velocidade e pela virtualidade das relações a distancia. O trem da história não vai parar se nós o ignorarmos.

Todos nós somos responsáveis por esse caos de corrupção, alienação, decepção, que tomou conta do nosso país (e do mundo), e precisamos urgentemente erquer nossso olhos e começarmos a tomar nossas decisões, antes que nossos filhos invadam nossas casas para nos cobrar a falta de amor… aliás, já temos alguns centenas de exemplos destas tristes invasões bárbaras. Nas casas dos ricos ou dos pobres nossos jovens estão matando os país para roubar o dinheiro em busca da compensação do seu desamor, espancando e roubando os seus pais em busca da fuga de uma realidade de uma vida que não ganha sentido. Estão descobrindo a duras penas, que sem o amor primordial nada nesse mundo faz sentido.

Nossas instituições políticas, que são as casas de onde deveriam sair a segurança, a saúde, a eduação, as leis e a justiça do nosso povo, os lobos tomaram conta, as sanguessugas se alastraram feito ervas-daninha. Estamos sendo vilipendiados em nossas necessidades mais urgentes, desprezados, desmoralizados, em nossos direitos vitais.

Não se constroe uma nação com meios-homens (homens-sapos, homens-sanguessugas, homens-pulhas, homens-lobos, homens-vampiros, homens-ocos, homens-bestas, homens-filhos-do-grande-leaviatã).

Uma nação é construida com valores morais, éticos, com caráter, respeito, dignidade. Não com festas, drogas, ilusões, fuga da realidade, pão  & circo. Pois é nesse interim em que dormimos nos braços dos nossos desejos, que a matilha usurpa a nossa esperança, e encosta sua lança e a sua língua ferina e edionda em nossa jugular, enquanto estamos ébrios, passivos, letárgicos, sem força. Embasbacados pelos flashes de luzes dos fogos de artifícios que iluminam o céu das Alices (Marias).

Precisamos urgentemente resgatar um valor universal, professado e redito tantas e tantas e tantas e tantas vezes por todos os grandes mestres do mundo. Só a chama ígnea do amor conseguirá resgatar e reerguer a nossa voz e ação diante deste bicho solto que é o homem, enquanto ele não se encontra com a grandiosidade de um sentido verdadeiro, com um significado estruturante. Estamos perdidos dentro do burburinho da tempestade  a 300 quilometros por hora, olhando, mas sem conseguir enxergar a grandiosidade e a potencialidade humana no século XXI.

“… a ciência não pode resolver o mistério final da natureza […], porque, em última análise, nós mesmos somos partes do mistério que estamos tentando resolver”. Planck

Acho mesmo que antes de resolver quaisquer mistérios, é preciso que a vida ganhe sentido e seja celebrada como um valor, e a vida humana ainda mais, e existir faça e tenha sentido para nós. Mas esse significado  e lugar por onde e para onde ir, só acontece quando o amálgama do amor estiver perpassando nossos orgãos, nossas células,  nossos átomos. E um idéia de co-evolução, de existência coletiva, em conjunto, apareça mais forte.

Nós somos todos poeira de estrelas, infinitos grãos, tenta sermos mais do que matéria, neste imenso universo.

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