Arquivo de fevereiro, 2011

“Se a educação média e superior no Chile se fundam na competição, na justificativa enganosa de vantagens e privilégios, numa noção de progresso que afasta os jovens do conhecimento de seu mundo limitando sua abordagem responsável da comunidade que os sustenta, a educação média e superior do Chile não serve para o Chile nem para os chilenos.” (Maturana, p.33, 2009)

Maturana nos apresenta essa reflexão sobre o Chile e o povo chileno, mostrando o quanto é compromissado e preocupado com o seu país. Mas basta-nos um pouco de sensatez, para entendermos que sua fala revela uma chaga que se alastra feito erva daninha pelo mundo inteiro, fruto de uma forma medíocre e danosa de se encontrar e vivenciar a realidade. Uma educação baseada na competição, no utilitarismo, no oportunismo, no comércio, na relação objetal, na manutenção dos privilégios de algumas centenas de brasileiros também não serve para o Brasil, nem para o povo brasileiro, aliás, não serve para a vida e nem para a humanidade.

A maior revolução tecnológica de todos os tempos, penso que não foi a roda, o avião, o computador ou a internet.

A verdadeira revolução tecnológica continua acontecendo, desde os primeiros rudimentos de linguagem, textos em papiros, e pode estar bem mais próximo de nós do que imaginamos.