Segundo Marx, “tudo que é sólido desmacha no ar” nesse sistema capitalista, elaborado pela inteligentzia dos “espertos ao contrário”, como nos avisou a Estamira.
Sistema sustentado pela covardia, dos que herdam ou conseguem recursos materiais as custas de vidas humanas, as custas do adoecimento e da morte dos povos. Sistema sustentado pela covardia de homens meio-sapos e meio-rãs, como nos disse Hermann Hesse, de autômatos e programações que se sentem melhores do que seres-humanos.
A covardia que leva ao fascismo, ao rascismo, ao machismo, ao achismo, a corrupção, a ignorância, a ausência de caráter, de propósito, de sentido, que sacrifica a vida e desrespeita a morte.
A covardia que transforma humanos em potência, em bestas e lacaios de si mesmos.
A covardia que cega, que anula, que sufoca, que esvazia, que desrespeita, e que mata a vida e a criatividade dos que anseiam por uma parcela ínfima, disso que estamos ensaiando e construindo a milênios, que se chama humanidade. Que se chama amor.
P.S.: Dois sites interessantes: