Arquivo de dezembro, 2010

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Grande Mestre Alex, agora exposto as intempéries, e aos olhos negros, mansos e azuis…

Se estás exposto ao sol e ao tempo, é porque também não tarda por perder-se na selva das páginas da internet…

Poeta que nos brindou com a fantástica Sinfonia Vermelha, suas orações e tantos outros versos transbordantes…

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Salve os inapaixonantes !!

Salve as almas nuas !!

Salve as ruas e os outdoors !!!

Salve O Tempo da Curva ??

Que venha o Per / Verso

Ave!!  Alexander Nassau

“Os pensamentos mais próximos da superfície são borboletas. Por baixo há uma corrente mais profunda. Sinto-me muito afastado dela. As correntes mais profundas são como grandes cardumes que se deslocam debaixo d´água. Eu vejo os peixes que surgem na superfície e estou sentado com a minha linha de pesca numa mão, com um anzol na ponta – tentando encontrar algo melhor do que esse anzol na ponta ou, melhor ainda, uma forma de mergulhar nessas correntes. É uma coisa que me mete medo. Vem-me à cabeça a idéia de que quero ser eu próprio um peixe.”

Rogers, 2001, p. 168

o amor do Cristo

Publicado: 16/12/2010 em Uncategorized

é impressionante a energia do amor

pelo amor ao meu filho que ainda não nasceu

que ainda é um desejo

uma idéia distante

eu me movo

eu construo o meu projeto

eu me projeto

me lanço no futuro

eu alcanço um significado que me ultrapassa

imaginem essa energia elevada a máxima potência

e nós teremos uma idéia

uma noção vaga

um grão

do que é o amor do Cristo

imensurável

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eu tenho receio
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muuuuuuuuuuito receio
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de toda
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e qualquer forma
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de covardia
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o homem que se acovarda
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constroi um mundo de mentiras
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de faz de conta
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e colabora para a desconstrução de bilhões de possibilidades
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de existência
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traduzindo-se no projeto que tomou para si mesmo

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este ser

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torna-se mais um obtáculo para o avanço inevitável

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da vida

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conjugar a si mesmo

Publicado: 10/12/2010 em Uncategorized
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o homem necessita
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conjugar a si mesmo
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dar voz e vazão
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sua ação / sua matéria / seu verbo
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avançando para sí
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ele conquista a possibilidade
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de construção de um novo mundo novo
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O PARTO e O GRITO

Publicado: 10/12/2010 em Uncategorized

Parto de uma sentença grave
Assim como parto de uma esquina breve
Para encontrar gentes e gentis
Parto do conforto de uma nuvem de calças
Assim como parto do colo acolhedor de minha amada

Parto como quem parte
A sua própria vida em fragmentos de carnes
Vivas

Parto de um ponto seguro
Para encontrar novos portos
Em gloriosas manhãs

Parto de um sim
Assim como parto de um não em uníssono

Com as mesmas ânsias de um cão sem dono
Hei de encontrar vidas gloriosas e amargas

Parto de um início recebido com glória
Assim como parto de uma morte anunciada

Parto ao toque das trombetas e atabaques
Ao som do último silvo da morte
Antes de chegar em Samarra

Parto de estreitas verdades
Para encontrar mentiras sinceras

Parto de um aglomerado urgente de esferas
Para violentar a dor e o amor
Como um genuíno estupra – dor

Parto de um naco de carne
Que encontrei putrefado no chão
E saio em busca de um corpo subjetivo
Mais sólido do que o corpo real!!!

Parto de uma vida
Nascida de outras vidas
Em busca de um nascimento eterno
Aos tropeços em cada esquina

Parto de alguns
Para encher-me de milhões

A. L. M.

 

Segundo Marx, “tudo que é sólido desmacha no ar” nesse sistema capitalista, elaborado pela inteligentzia dos “espertos ao contrário”, como nos avisou a Estamira.

Sistema sustentado pela covardia, dos que herdam ou conseguem recursos materiais as custas de vidas humanas, as custas do adoecimento e da morte dos povos. Sistema sustentado pela covardia de homens meio-sapos e meio-rãs, como nos disse Hermann Hesse, de autômatos e programações que se sentem melhores do que seres-humanos.

A covardia que leva ao fascismo, ao rascismo, ao machismo, ao achismo, a corrupção, a ignorância, a ausência de caráter, de propósito, de sentido, que sacrifica a vida e desrespeita a morte.

A covardia que transforma humanos em potência, em bestas e lacaios de si mesmos.

A covardia que cega, que anula, que sufoca, que esvazia, que desrespeita, e que mata a vida e a criatividade dos que anseiam por uma parcela ínfima, disso que estamos ensaiando e construindo a milênios, que se chama humanidade. Que se chama amor.

 

P.S.: Dois sites interessantes:

http://observareabsorver.blogspot.com

http://www.worldometers.info/pt