Poucas palavras… e tanto!!

Publicado: 07/06/2009 em Sem categoria

 

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem…

(Senhas: Adriana Calcanhoto)

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Impressiona-me como poucas palavras podem dizer tanto.

Uma verdade tão urgente que é difícil até corrompê-la.

Não é qualquer pulha que coloca estes símbolos na boca.

Não é qualquer pecador que comunga desta hóstia consagrada.

Mais fácil é dizer:

— Eu te amo!

— Deus lhe abençoe!

— Isso é uma calúnia!

— Tenho a consciência tranquila!

 

Num mundo onde as teorias e idéias nascem vendidas, onde há um encaixotamento de toda a intenção.

Constroem-se tratados, formatam-se conteúdos, estabelecem-se metas, para preencher páginas em branco.

A palavra serve aos amoladores de facas e aos homens da cobra.

O homem-da-cobra saiu da praça e subiu até a tribuna, e deu lugar aos pastores de ovelhas.

O homem de bem desceu do caráter e transformou-se em ovelha.

Foi ser coadjuvante no filme: O Silêncio das Ovelhas!

 

A fome continua a roer dentro dos corpos vazios.

Adoecendo toda a intenção.

Há não muito tempo, quando se usava a palavra, havia uma coisa chamada: respeito a palavra.

 

Avé Adrianapaixonada pela vida.

Comungamos da mesma sinfonia aprisionada em nossos corpos de desejos que não cessam.

Também sabemos transformá-los em aves vermelhas e gaviões.

Néctar são tuas palavras em meus ouvidos.

Fundem-se em minhas moléculas e ganham uma nova e mesma configuração.

Garoa que me sublima… orvalha e refresca….

Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem…

(Senhas: Adriana Calcanhoto)

  

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