Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo.
Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma.
Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave.
Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.
Herman Hesse – Esse companheiro de viagens que tive a feliz oportunidade de encontrar na biblioteca de meu pai (Demian, O Lobo da Estepe, O Jogo das Contas de Vidro, Viagem ao Oriente, Sidarta, dentre outros…) que vem nos trazer estas verdades tão óbvias que mal consiguimos enxergá-las, talvez esse seja o principal problema das verdades, são tão simples que chegamos mesmo a duvidar. Principalmente num mundo transbordante de vaidades, individualismos e especialidades, um mundo onde os homens voltaram para a sua caverna de ignorância (Platão ficaria assustado ao pensar que em 2500 anos o homem não passaria de uma sombra esquizoide), e de como é difícil para esse homem sonolento e débil praticar a humildade e a autocrítica, e por fim admitirmos que somos rasos. Distantes, tão distantes que estamos do amor.