É preciso que estejamos nus, para que possamos saborear o fenômeno de um verdadeiro encontro, eu e tu, cúmplices de um crime perfeito, a existência.
Onde possamos ter a liberdade de nos mostrarmos e nos enxergarmos.
Compreendendo a distância entre a nudez estética, e a nudez ética.
Entre o eu, o tu e o isso.
Sair da fortaleza sem armaduras.
Sair da mansão despido da veste insignificante da vaidade.
Deixar de ser inapaixonante.
Sentir a grama crescendo sob os pés.
Molhar-se na chuva sem calafrios.
Ter esperanças e Sedes para o mundo.
Permitir-se a cumplicidade de um beijo.
O brilho e a potência de um encontro verdadeiro.
Onde não há mais cúmplices do que tu e eu.
Aiuda-me a colorir esse sorriso pálido nos que estão cegos para o encontro.
Nos que estão deficientes para o amor.