Vestidos para uma festa, mas sem o desejo

Publicado: 20/12/2008 em Sem categoria

 

 

É preciso que estejamos nus, para que possamos saborear o fenômeno de um verdadeiro encontro, eu e tu, cúmplices de um crime perfeito, a existência.
 
Onde possamos ter a liberdade de nos mostrarmos e nos enxergarmos.
 
Compreendendo a distância entre a nudez estética, e a nudez ética.
 
Entre o eu, o tu e o isso.
 
Sair da fortaleza sem armaduras.
 
Sair da mansão despido da veste insignificante da vaidade.
 
Deixar de ser inapaixonante.
 
Sentir a grama crescendo sob os pés.
 
Molhar-se na chuva sem calafrios.
 
Ter esperanças e Sedes para o mundo.
 
Permitir-se a cumplicidade de um beijo.
 
O brilho e a potência de um encontro verdadeiro.
 
Onde não há mais cúmplices do que tu e eu.
 
Aiuda-me a colorir esse sorriso pálido nos que estão cegos para o encontro.
 
Nos que estão deficientes para o amor.

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