E que a tua vulva veludosa, afinal !!
vermelha, acesa e fuzilante como forja em brasa,
santuário sombrio das transfigurações,
câmara mágica das metamorfoses,
crisol original das genitais impurezas,
fonte tenebrosa dos êxtases
dos tristes, espasmódicos suspiros
e do tormento delicioso da vida;
que a tua vulva, afinal,
vibrasse vitoriosamente o ar
com as trompas marciais e triunfantes
da apoteose soberana da carne !!
Cruz e Souza