Será que realmente os perdemos?
Valores essencialmente humanos?
Ou constructos de loucos e sábios?
Indicando alguns caminhos possíveis?
Será que o que nós perdemos, ou ganhamos, não foi uma nova concepção do tempo?
Onde não há mais tempo.
Para absorvermos os tais constructros?
[ E quando acordou o dragão ainda estava lá.]
Será que não é isso que estamos fazendo, ignorando o dragão?
Ignorando as nossas responsabilidades com o outro, este outro que é a vida?
Será que realmente há diferenças, se a vida é humana e não humana? Será que a vida em si não é maior do que esta divisão de classes?
Será que não estamos simplesmente fugindo desses constructos tão difíceis hoje de serem absorvidos por quem anda a 150 km por hora?
Será que a velocidade não é mais uma desculpa conveniente, numa sociedade de conveniências?
O homem está sendo simplesmente chamado para ser uma das muitas possibilidade do que ele pode vir a se tornar…
Dançar nos braços dos seus desejos.
Será que não é isso, uma das possibilidades do que somos, esse gozo a qualquer custo? A qualquer preço? Essa vontade de consubstanciar-se por minutos singulares com a morte. Será que morrer não é isso, fazer gozar o corpo, esticá-lo até o seu limite. Fustigá-lo para que se lance no etéreo até as margens do nirvana?
Será que o circuito dopaminérgico não está ai pra isso mesmo, fazer com que a máquina se mova? Tenha algum sentido. Algum motivo.
Será que a vaidade também não é isso, um motivo pra seguir adiante?
Vaidade que é capaz de ver o corpo subjetivo diverso do corpo real?
Mas a questão nem é essa meus caros.
A questão é….
Será que nós vamos deixar o homem vislumbrar apenas uma única possibilidade do que ele pode vir a ser?
…só desejos…
E observá-lo apático reconduzir-nos a barbárie?
[o mal só prevalece porque os bons não fazem nada]
Ou vamos resgatar esses preciosos constructos, elaborados ao longo de milênios por alguns dos grandes mestres de Gáia, por muitos mestres juntos? Será realmente estranho que todos eles de alguma forma conversem tranquilamente entre si? Será que essa sintonia cósmica já não nos diz um pouco do caminho a seguir.
…. acorda amor….
Se esses constructos vestem tão bem em nossos corpos, dando-nos a nítida impressão de que nascemos com eles.
… é porque eles são valores preciosos…
…. cuidados e criados com carinho….
E eles não negam essas N possibilidades de caminhos…
… e dentre eles, essa idéia que leva ao conceito de existência humana, que é uma das mais mais lindas e doces.
… acorda amor….
…. o pesadelo não é o dragão lá fora….
…. o dragão lá fora é um metáfora….
…. o pesadelo é o dragão que está aqui dentro….
…. acorda amor….
… a vida chama pra vida….
… muito pouco tempo ainda temos pra amar….
… amar é a coisa mais urgente, amar é abraçar a cintura do dragão e ir dançar com ele um tango argentino….
…. amar é sair com os amigos para a festa da verdade….
… amar é olhar para uma criança, e saber que ali, naquele tiquinho de gente, tem mais candura do que em nossos sorrisos mais sinceros….
Porque não admitir que o amor é uma das forças mais colossais, ante a titânica força da ignorância? Ambas são urgentes. Não há melhor nem pior. É preciso que elas aconteçam e equilibrem-se sobre a corda estendida por sobre o abismo da existência.
Porque não construirmos fileiras, mãos dadas, porque não dar-nos os braços, porque não assumirmos que existem caminhos mais comprometidos com a vida?
Por que não senhores, erguermos nossas cabeças ante a possibilidade de uma existência concreta, arquitetada por mestres, com as características de tudo o que foi pensados ao longo de milênios e traduzido como de natureza humana?
 
; AVE!! SER HUMANO
AVE!!! IDÉIA MAGNÍFICA
DANCEMOS DE MÃOS DADAS NA SUPERFÍCIE DA MÃE TERRA
EM BUSCA DESTE BEM TÃO PRECIOSO
CONSTRUCTO HUMANO.
HUMANO
EXISTENTE
SER QUE É SER
SER AI
Conhece a ti mesmo?