Arquivo de agosto, 2008

Nietzsche – Um Mestre

Publicado: 09/08/2008 em Sem categoria

"Nietzsche não faz descender o homem do espírito da divindade, mas coloca-o entre os animais. No conceito de Nietzsche, é o animal mais forte por ser o mais astuto."

"O que o distingue dos outros animais não é o fato de ele ser por si superior a eles, senão o fato de ter uma potencialidade a mais e poder elevar-se acima dos outros animais para cultivar a sua natureza."

"Porém, há dois motivos que impedem que os homens escutem a voz do seu verdadeiro ‘eu’: o medo e a preguiça. Ambos impedem que o homem escute o chamado para alcançar a cultura e, portanto, realizar-se. Os homens temem as pressões sociais e não ousam ser o seu único e verdadeiro ‘eu’.

A tarefa do homem é fazer com que a sua existência não seja mais um simples acidente sem significado, pois o problema fundamental do homem consiste em alcançar a verdadeira existência em vez de deixar a vida se reduzir a um simples acidente. Consiste em reconhecer que nele se encontram reunidos a criatura e o criador; a matéria, o incompleto, o supérfluo, a argila, a lama, o absurdo, o caos, mas também o sopro que cria, que organiza, a dureza do método, a divindade do visionário.

Para conseguir uma existência verdadeira basta seguir a voz da consciência que diz constantemente: Torna-te aquilo que és. Faze sempre o que quiseres; mas sê desde logo daqueles que podem querer!"

(Thomas Giles, 1989, p. 28-29)

O Ser e o Nada

Publicado: 09/08/2008 em Sem categoria

As pessoas tem essas "coisas"

Hoje e sempre

Esse olhar sem brilho

Esse riso sem sabor

Esse verbo vazio

Esse querer sem objetivos

Essa ânsia dissimulada

Essa vontade sem potência

Essa falta de caráter

De compromisso

De implicação

Como se tudo fosse oco

Como se o sistema fosse vazio

E esse vazio fosse um buraco

Faminto como um ralo de privada

Uma fossa

E essa fossa tivesse uma fome

Uma fome

Potente

Uma fome potente de ausência

De vazio

De nada

De Não Ser Nada

O Caminho

Publicado: 09/08/2008 em Sem categoria

Oferto-vos o meu canto

Para que quando dele

Prescindires

Sirva-o

Alimenta-o

Ilumina-o

E no futuro

Quando em pós meu canto

Muitos encantos

Advier

E eu vier a sucumbir

A questionar mesmo

O que é meu

O que há dentro

E o que nele há de revelador

Que eu o recupere em vós

Em vossos só risos

Em vossos encantos

Em vossas ânsias

Dentro dos desejos dos vossos desejos

E eu saiba

Qual predestinado

Qual alquimista

Recuperar as pétalas nascidas do vosso crisol

E ao consubstanciar-me com elas

Transcenda

Ressinta

O Tao